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Neymar faz gol igual a Zico e dá vitória ao Brasil na estréia de Dunga

Leia o post original por Quartarollo

Neymar bateu falta lembrando Zico, Zenon, Marcelinho Carioca e outros grandes batedores da história do futebol brasileiro. Foi aos 37 do segundo tempo e serviu para derrotar a Colômbia, 1 x 0, em Miami, na estréia do técnico Dunga, ou … Continuar lendo

Zenon: “sou humano, sinto emoções”

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado em 07/06/1981

Zenon_1A vida de um homem é repleta de variações. Bons e maus momentos. Talvez esteja nestas alterações, o verdadeiro sabor de viver, de vencer, de construir. A vida apresenta situações interessantes, entusiasmantes e emocionantes. É comum um homem emocionar-se ao voltar no lugar em que nasceu. Pelo seu cérebro passam milhares de recordações e apesar dos olhos abertos, ele sonha por algum tempo. Os sonhos mostram fatos agradáveis e péssimos, mas não deixam de ter a moldura gostosa de todos os sonhos.

Mas o homem não fica emocionado somente ao voltar ao lugar do nascimento. Ele sente prazer e delicia as lembranças, sempre que retorna ou reencontra velhos amigos, antigos cenários, momentos de tristezas e alegrias. O homem não é insensível. O homem está acima do profissional. O homem comanda as reações do profissional.

Quando Zenon ingressar no estádio do Guarani de Campinas, o coração catarinense certamente estará um pouco mais acelerado que o normal. Foi ali que o seu futebol se firmou, surgiu, confirmou desde 1976. Seus lançamentos, sua criatividade, sua habilidade levaram-no a uma espécie de liderança dentro do Guarani até o momento de sair para os dólares dos árabes. Zenon não esconde o carinho que tem pelo Guarani, por Campinas e sabe que ele é daqueles jogadores que quando passam por uma agremiação, os torcedores nunca esquecem.

“São as emoções, os sentimentos, que diferenciam um racional de um irracional. Não seria correto esconder que para mim é emocionante jogar em Campinas, contra o Guarani, defendendo o Corinthians. Recebi da torcida campineira o mesmo carinho que estou recebendo da torcida corinthiana. A torcida do Guarani soube respeitar-me em todos os momentos e eu procurei agradá-la em todas as situações”.

“Sou humano, sinto mágoas, alegrias, emoções…”.

“No Guarani enfrentei obstáculos da vida e consegui superá-los. No período em que estive jogando pelo Guarani muitas coisas boas aconteceram: conheci minha mulher, conquistei títulos, consegui vitórias inesquecíveis e foi no Guarani que o meu futebol começou a ficar conhecido. Nunca escondi que gosto de sentir que as pessoas gostam de mim. Não é excesso de vaidade, mas a alegria de ver um trabalho reconhecido e aplaudido. Isso gera uma maior responsabilidade. Gosto de ser visto como ídolo pelo fato de sentir obrigação de jogar bem, para não decepcionar os torcedores que confiam em mim”.

“O carinho e a atenção recebidas por mim em Campinas, exigiram que os meus treinamentos fossem mais intensos, até cansativos, e os chutes começaram a se aproximar da perfeição. Percebi que não é a força e sim a malícia, o veneno, o efeito, a colocação. Mas somente os treinamentos permitem uma execução perfeita”.

Zenon não deixa de anunciar publicamente o desejo de jogar pelo selecionado brasileiro: “Na minha maneira de ver as coisas, um lançador como eu, teria vez no selecionado do técnico Telê Santana. Ainda tenho esperanças de ser lembrado por ele”.

“Mas voltando ao jogo contra o Guarani, apesar de instantes de emoção, espero jogar muito bem pelo Corinthians. Garanto que a torcida de Campinas entenderá. Verá o profissional dedicado e que defendeu com lealdade as suas cores. Devo fazer o mesmo com relação ao Corinthians”.

“Ficará feliz ao sentir que a dupla Zenon-Sócrates está se entrosando, o mesmo entrosamento que existiu no Guarani comigo, Zé Carlos e Renato, além de tantos outros jogadores. Sabe, a afinidade entre Zenon e a torcida do Guarani é muito grande”.

“É claro que o Guarani terá a sua torcida, terá esta força tão importante, mas tenho certeza que serei recebido como um verdadeiro filho pródigo que a casa retorna. Estarei trabalhando numa outra empresa, com outros funcionários, com outros patrões, com outros torcedores, mas não são motivos suficientes para o rompimento entre Zenon e os torcedores do Guarani”.

“Digo mais, acho que não teria conseguido o sucesso que consegui se não tivesse tido o apoio que tive da torcida bugrina”.

“Quando ingressar no gramado do estádio do Guarani não poderei deixar de recordar os jogos mais importantes que ali atuei. Lembrar de um time veloz, criativo, batalhador e repleto de humildade e convicção do seu poderio”.

É comum a comparação Didi-Zenon. O chute, a grande arma de ambos é sempre enaltecida. Zenon admite que há necessidade de coragem para chutar:

“O jogador precisa ter confiança no seu trabalho, nos seus treinamentos e naquilo que ele pode fazer em campo. Assumi a condição de chutador e quando a chance se apresenta em jogo, eu chuto e procuro acertar, mas não fico nervoso se não atingir o alvo”.

“Dessa maneira os gols começaram a surgir e a confiança foi crescendo. Hoje, sei que posso chutar de longe, que posso levar preocupação para os goleiros e é o que procuro fazer sempre. Isso vale também para os lançamentos longos. Há acertos e erros, mas não posso deixar de tentar. Nunca apreciei a omissão”.

“O futebol brasileiro passou a ser jogado excessivamente no meio de campo e à base de toques. São poucos os chutes ao gol. Agora, há determinações de se chutar ao gol e de sair rapidamente ao ataque. Gosto de chutar e sempre que possível marco os meus gols”.

Zenon consegue mesclar suas emoções com profissionalismo. Diz que sua passagem pelo futebol árabe foi boa e que se um dia surgir uma oferta milionária ele não terá dúvidas em aceitá-la:

“E isso não é ser mercenário, mas apenas um profissional consciente de que a carreira não é longa e que há necessidade de uma boa fase financeira. Entretanto, uma coisa eu tenho estabelecida: sempre dar o máximo das minhas condições técnica e física, ao clube que estiver defendendo. Foi assim no Guarani, é assim no Corinthians”.

“Com 27 anos de idade estou sentindo uma incrível alegria em jogar futebol. Não só pelo fato de ser profissional, mas é algo que parte do interior do meu peito. Tenho satisfação em entrar em campo, tabelar, driblar, correr, chutar e vencer”.

“Admito que a minha presença neste jogo contra o Guarani provocará instantes de revanchismo entre as torcidas do Guarani e do Corinthians, mas servirá para gerar um entusiasmo ainda maior em mim”.

A torcida que estiver no estádio do Guarani hoje à tarde certamente verá em Zenon o seu personagem principal. Um moço que no campo das emoções terá seu coração com um ritmo alterado, mas que tentará acertar ainda mais a eficiência da dupla que forma com Sócrates. Zenon é uma atração em Campinas e merece ser visto.

Um Corinthians ganhador (Sócrates e Zenon garantem)

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 04/04/1981

O técnico Osvaldo Brandão garantiu que o Corinthians será forte e competitivo antes do início do Campeonato Paulista. Depois da vexatória participação no Campeonato Nacional, não resta ao Corinthians outra alternativa a não ser ressurgir com muito vigor.

O treinador é um homem de fé, exigente, e a torcida é fiel apesar de estar muito abatida. Friamente, são dois os jogadores que geram grande credibilidade junto aos torcedores: Sócrates e Zenon.  Os dois são considerados “eficientes, talentosos e autênticas soluções”.

Sócrates é o melhor jogador da Seleção Brasileira. Conseguiu superar Zico, que ainda está devendo em partidas pela Seleção, apesar dos seus méritos indiscutíveis. Capitão do selecionado, líder, bem fisicamente e goleador, Sócrates é uma grande esperança para o torcedor do Corinthians.

A contratação de Zenon foi outro bom momento. Desde quando entrou no time, o Corinthians não ganhou. Mas isso não assusta. Zenon é um grande jogador, é hábil, chuta forte e com precisão. É inteligente e a torcida acredita nele e num time composto por outros bons jogadores, tem tudo para agradar.

Sócrates e Zenon garantem que o Corinthians será outro no próximo Paulistão. A torcida acredita nisso, afinal, os dois são as únicas esperanças, por enquanto…

Ninguém pode negar que o futebol do Corinthians passa por uma crise. Em toda a história do clube, o futebol nunca sofreu cinco derrotas consecutivas e isso provoca o surgimento de uma tensão natural. O Corinthians é muito grande e não pode ter um futebol tão frágil.

O técnico, um homem com mais de cinqüenta anos no futebol e uma experiência inequívoca. Seus títulos e passagens vitoriosas são algo real, concreto. Mas e os jogadores?

“Sócrates é o único grande jogador do Corinthians” – essa afirmação era unânime. Há outros bons jogadores no elenco, como Wladimir por exemplo, mas o número é pequeno por aquilo que representa o Corinthians. O presidente resolveu, pressionado, investir. Foi para a Arábia Saudita e trouxe Zenon. Outro bom jogador, mas o Corinthians precisa de muito mais. O ex-jogador do Guarani chegou num momento difícil e Sócrates, atuando pelo selecionado, não viveu os últimos e péssimos instantes do futebol corinthiano.

“E estou triste. Todos os problemas que envolveram o futebol do meu clube foram acompanhados por mim, mas de muito longe. Nada pude fazer para tentar ajudar, unir, solucionar, enfim, participar mais ativamente. As derrotas sempre provocam confusões e tensões, principalmente num clube como o Corinthians”.

Sócrates disse mais: “Para a torcida, uma seqüência de derrotas é ruim, mas para os jogadores também não é nada agradável. Gols são perdidos, chances são perdidas, jogadas e passes errados, e tudo vai levando para uma má fase um time de futebol”.

“Lamento também que Vaguinho, Amaral, Djalma e Geraldo tenham sido dispensados e é claro que teoricamente a imagem destes jogadores diante da torcida não fica, digamos, positiva”.

“Reformulações dentro do futebol, são normais, apenas discordo como algumas delas são feitas. A torcida do Corinthians deve continuar acreditando e empurrando o time. O campeonato paulista é sempre visto com muita atenção e carinho e pelo que estou sentindo, tudo será diferente. O clube está buscando novos reforços e os que aqui estão, possuem condições de jogar e bem. Futebol é composto por momentos e fases. Entendo que o Corinthians passou uma péssima fase no campeonato brasileiro, ficou arranhado, cabisbaixo, mas um novo torneio, uma nova disputa está por começar e é claro que os ânimos serão outros e muito mais vigorosos. Acho que muitas pessoas não deveriam desacreditar tanto no Corinthians. O time nunca morre, fica as vezes com uma certa fragilidade, mas de um instante para o outro, começa a conquistar pontos e é um time competitivo pela sua própria filosofia”.

“Ouvi alguns comentários de que com a minha chegada, todos os problemas seriam solucionados. Isso não é verdade. Estou numa boa fase física e técnica e quero colaborar e marcar gols, mas daí resolver ou ultrapassar obstáculos sozinho, vai uma diferença muito grande. Uma equipe vence e perde junta, unida, assumindo tudo”.

“Gostei da contratação do Zenon e entendo que ele pode também ajudar muito o Corinthians. E o trabalho do treinador Osvaldo Brandão não pode ser desprezado”.

Sócrates é adorado pela torcida e as exibições pelo selecionado, reforçaram esta adoração. Ele gosta do calor da massa e não existe mais aquele Sócrates que queria deixar o Corinthians e possuidor de uma frieza inaceitável por parte dos torcedores. Sócrates entende a reação popular e é compreendido pelo torcedor. A afinidade é um fato.

“Seria incoerente desmerecer o campeonato nacional, mas o Paulistão também é algo de peso e que tem muita tradição. Ainda há tempo hábil para transformar o ano de 1981, numa boa e agradável temporada”.

“Estou otimista, apesar de tudo. Sei que o trabalho não será fácil, mas senti em todos, o desejo de voltar às vitórias com todas as forças e isso é primordial”.

Os primeiros jogos de Zenon pelo Corinthians foram marcados por derrotas, mas seus dribles, seus passes, suas deslocações, seus lançamentos, permitiram uma previsão positiva para um futuro bem próximo:

“Espero que esta imagem inicial não perdure. O Corinthians não está bem e foram muitos os gols perdidos. Todos os times perdem gols e para uns é terrível, para outros é contornável”.

“A campanha no nacional foi péssima e os jogadores sabem disso. O técnico também está magoado e triste. Mas o Paulistão vem aí…”.

“Sei que o Corinthians está buscando reforços, o Sócrates voltou, alguns companheiros seguiram outros caminhos e aos poucos a normalidade surgirá”.

“Todas as vezes que um novo torneio começa, a motivação também é nova e o Corinthians espera isso. Diria a torcida que se prepare para grandes e maravilhosas emoções. As mesmas emoções que os jogadores querem e precisam sentir”.

“Eu particularmente quero ter um ano feliz e repleto de vitórias. Vim do futebol árabe e quando se volta, são muitos os que acenam com a palavra fracasso. Sonho com a Seleção e nada melhor e mais eficiente do que um ótimo campeonato regional para que o técnico Telê Santana fique atraído pelo meu futebol”.

“Estou entusiasmado com a possibilidade de jogar com o Sócrates. É claro que o entrosamento não acontecerá da noite para o dia e o resultado deste jogo contra a Ponte Preta não pode ser levado muito em conta, mas teoricamente, Sócrates – Zenon, é uma boa dupla…”.

“Os outros companheiros querem sair desse momento… Já pensaram todos vocês como estão os jogadores que participaram de tantas derrotas?”.

“É até uma questão de orgulho próprio… No futebol não existe esse negócio de atritar com o treinador ou com o companheiro. Os jogadores sabem que precisam mostrar serviço e eficiência. É uma questão de imagem profissional que não pode ser desfigurada”.

“Estou dizendo tudo isso porque sinto-me otimista. O quadro não está tão feio como parece… O Corinthians está fora do Campeonato Nacional e muitas outras grandes equipes ainda não conseguiram as suas classificações. Futebol é assim. Admito também que uma derrota do Corinthians gera muito maior reação que em outro clube. Quem joga no Corinthians deve estar preparado para carregar esta carga de responsabilidade. Em 1981, no Paulistão, os torcedores verão uma equipe ganhadora e já no início do certame, todos os problemas terão sido ultrapassados”.

Zenon: valeu o grande talento

Leia o post original por Wanderley Nogueira

*Publicado na Gazeta Esportiva de 14/03/1983

Contrato renovado, Zenon voltou ao time do Corinthians e estabeleceu mais uma vez a importância da sua presença no time dirigido pelo técnico Mário Travaglini. Seus lançamentos servem como combustível para os outros jogadores e suas cobranças de falta são mortíferas para os goleiros adversários. O jogador precisa ter talento para conquistar um espaço dentro do seu mercado de trabalho. É necessária que além da parcela nata guardada em cada profissional – uns mais, outros menos – corra atrás do aprimoramento. Ele precisa treinar, analisar seus erros, observar suas virtudes e chegar mesmo a promover uma espécie de policiamento em suas apresentações. Seguindo por este caminho o jogador está fadado a ter sucesso naquilo que se propõe a fazer. Zenon é assim.

Em todos os treinamentos realizados no Parque São Jorge – aliás, ao longo da carreira ele sempre fez isso – Zenon fica muito tempo chutando contra os goleiros. É comum, e isso já foi explorado, Zenon deixar o campo de treinamento com dores musculares de tanto chutar… Ele procura vencer a barreira, enganar o goleiro, coloca veneno ao chutar a bola, às vezes o chute é forte, outras vezes só efeito. Ele tornou-se um especialista em cobrança de infrações e é um trunfo enorme que o Corinthians possui. É desesperador para um goleiro adversário ter uma falta contra, nas proximidades da grande área. E o Acácio, do Vasco da Gama – um ótimo goleiro – sentiu tudo na carne.

Ele preparou a barreira, conversou com Roberto Dinamite e com Dudu, pediu mais três na barreira e andou para o canto direito. Tinha certeza de que a bola viria para o seu lado, afinal, a barreira muito bem formada tinha tirado todas as possibilidades da bola buscar o lado esquerdo. Esse foi o seu grande erro.

Acácio esqueceu-se do talento de Zenon. A bola partiu não muito forte, mas com extremo veneno. Ela passou pelo lado esquerdo da barreira, algo considerado impossível por todo o time do Vasco da Gama e veio rumo ao gol. Acácio correu desesperado, olhos abertos, Roberto Dinamite colocou a mão nos cabelos grisalhos e depois fechou os olhos. A bola entrou mesmo! O goleiro caiu agarrado à trave inteiramente batido. Foi uma cobrança precisa, entusiasmante, ratificando que o futebol vive de jogadores talentosos. São eles que atraem os torcedores, deixam o espetáculo muito mais valorizado.

O talento irá prevalecer no futebol. O calcanhar de Sócrates, a técnica de Wladimir, a habilidade de Elói, os dribles endiabrados de Paulo Egídio, a volúpia de Casagrande e os chutes fantásticos de Zenon.

O jogo, já disseram aqui, não foi primoroso, mas há lances que valem toda uma partida e o gol de Zenon é um deles. Nem tanto pela emoção que provocou, mas principalmente pela precisão da cobrança.

O que deve ficar claro é que para marcar o gol que conseguiu ontem, Zenon trabalhou muito. Respeitou a profissão, encontrou falhas e as corrigiu. Estudou as bolas, testou cobranças fortes e fracas, calculou a distância, analisou as colocações de barreiras e o estado dos gramados. Até mesmo a velocidade do vento é observada quando o estudioso Zenon se prepara para cobrar uma falta. É válido lembrar que Zico, outro cobrador de sucesso, fica mais de uma hora depois dos treinamentos, chutando contra os goleiros do Flamengo. Zico colhe as vitórias do seu time à sua grande dedicação, plantada sob muita responsabilidade.

Zenon admite que é um jogador talentoso: “Sabe, sem falsa modéstia, admito que sou um bom cobrador de faltas. Tenho muitos defeitos é claro, mas nisso eu não sou bobo não…”

“Vale o esforce de treinar muito, estudar os chutes, as reações dos goleiros e as posições das barreiras. No Corinthians, quando a barreira fica fora da área, quem bate e o Sócrates, que, aliás, bate muito bem. Mas quando a distância é menor, eu sou o responsável pela cobrança. Geralmente, vale muito mais a colocação, a malícia do que a violência. A bola tem que ser mais rápida que os reflexos dos goleiros e ao mesmo tempo bem colocada. A gente só consegue isso com anos de treinos.”

O outro lado

● Um vereador (alto e forte) de Jandira, tentou de todas as maneiras assistir a partida de dentro do campo de jogo. Não respeitou o fiscal da FPF e disse ser amido do “Coronel”. Foi necessária a interferência dos jornalistas para que o brilhante político saísse do local. Estranha a posição de passividade dos policias militares.

● Maria Parecida da Costa, grávida de três meses, bebeu demais e desmaiou. Foi levado para o OS. Não portava nenhum documento e o seu nome estava escrito na bolsa que carregava.

● Nos últimos 30 dias, ocorreram 5 acidentes cardíacos em jogos realizadas na capital. Três foram no Canindé, quando o Corinthians venceu o Fortaleza por 3 a 1 e os outros dois no Morumbi. Os médicos apelam para que pessoas com problemas cardíacos não irem aos estádios sozinhas. Pedem também que nas carteiras ou bolsas sejam anotadas os nomes dos medicamentos que a pessoas costuma ingerir.

● Zenon pediu a camisa de Roberto Dinamite e foi atendido: “Meu irmão é vascaíno doente. Estou pedindo a camisa de Roberto Dinamite desde 74, quando jogamos junto e nunca foi possível. Agora meu irmão vai ficar sossegado…”. Roberto Dinamite tinha prometido a camisa para um cronista do Rio de Janeiro, mas resolveu dar mesmo para Zenon: “Depois do gol que ele fez, não poderia negar a camisa para ele, não é?”