Arquivo da categoria: Zico

O í”cone” da injustiça

Leia o post original por Rica Perrone

Não convém fazer de Fred um jogador do tamanho que ele merece.  Talvez porque não seja de um dos times mais populares do país, talvez porque parte da mídia tenha vergonha de reconhecer o exagero no massacre de 2014.

Seja pelo motivo que for, Fred coleciona títulos, artilharias, números e argumentos que só mesmo um desequilibrado pode contestar.  Mas esses não faltam. E ontem Fred escreveu mais um capítulo na história do futebol brasileiro que será citado com menos entusiasmo que um gol de Benzema em Madrid.

Passou Zico, encostou em Edmundo e Romário. O artilheiro do Galo deve encerrar a carreira perdendo, talvez, só para o Dinamite, artilheiro maior da competição.

E quando ultrapassar Romário usarão uma nova mentira para menosprezar o melhor 9 que tivemos desde a curta carreira de Adriano.

Gostemos ou não, Frederico não tem culpa de não estar na linhagem Careca, Romário e Ronaldo. O que não faz dele menor, apenas não lhe dá a condição de gênio.

Sabe aquele filme muito bom mas que você sai frustrado do cinema porque você criou uma expectativa sobre ele ainda maior? Então. A culpa normalmente não é do filme.

Pelé teve média de 0,57 gols por jogo no Brasileiro.  Zico de 0,54. Edmundo 0,48. Fred tem 0.53.  Longe de ousar compara-los, mas será possível que a gente vá passar a carreira toda desse cara contestando e colocando “poréns” ao invés de curtir a história sendo escrita e poder dizer, em alguns anos, “Eu vi o Fred jogar”?

abs,
RicaPerrone

Desculpe Itália, torci pela Alemanha

Leia o post original por Fernando Sampaio

alemanhaToque, toque, toque… Hipnotizantes.

Drible nem pensar.

Alemanha e Itália são duas super escolas de futebol, conquistaram vários títulos, sou fã da seleção alemã desde 1974, primeira Copa que estive presente, perfeitos nos fundamentos, jogo coletivo, inteligente, eficiente, mas sem dribles.

Maradona, Messi, Pelé, Garrincha, Romário, Neymar…

Drible é na América do Sul.

Foi um jogo truncado com dois gols, um construído, outro lambança.

Ai se fosse o Lucão !!!! Ufa, era Boateng.

Nos pênaltis mais craques na lista daqueles que desperdiçaram cobranças importantes: Sócrates, Zico, Messi, Baggio, Platini, Schweinsteiger, Özil, Thomaz Muller….. Teve Pellé também, mas o fake. Não era Pelé. Era tipo Romarinho.

Torci pela Alemanha.

Com todo respeito aos amigos e parentes italianos, não curto retranca. Os alemães procuraram mais o gol, jogaram mais, tem mais qualidade individual. A Azzurra forte é bom para o futebol, fico feliz pela Itália.

 

 

Chile campeão, Argentina chora, Héber desastre

Leia o post original por Fernando Sampaio

Cl7QZr0WEAARlTKO Chile levou mais uma Copa América.

A Argentina continua na fila de 23 anos.

Foi um jogo igual, truncado, quente, muita discussão e poucas oportunidades.

Héber Roberto Lopes foi um desastre no primeiro tempo. O árbitro brasileiro errou feio na expulsão do Diaz. Daí em diante ficou perdido, buscando compensação. Conseguiu. Expulsou Rojo numa jogada para amarelo.

Ridículo.

Héber deveria ter se aposentado há um bom tempo.

O jogo ganhou emoção na prorrogação.

Infelizmente ficou no 0x0.

Vidal e Messi abriram a série desperdiçando suas cobranças. Incrível. Raí, Sócrates, Zico, Baggio… Muitos craques perderam pênaltis importantes. Vidal foi o melhor em campo. Apesar do pênalti perdido, saiu feliz. Já Messi saiu desolado. Derrota amarga. Maradona vai cair matando.

Taticamente e coletivamente o Chile é a melhor seleção da América.

Título merecido.

Telê Santana, dez anos de saudade

Leia o post original por Antero Greco

Crônica do jornalista Roberto Salim.

Faz dez anos que seu Telê Santana foi embora.

Mas quem conviveu com ele conversa com o Mestre todo dia. Topa com situações passadas a seu lado. Dá risadas ao lembrar de suas piadas. Fica admirado com seus exemplos.

Telê mandava jogadores humildes devolverem os carrões comprados com o dinheiro dos prêmios. Obrigava essa turma a comprar primeiro uma casa para suas famílias invariavelmente pobres.

Telê era exemplo de dedicação, levantava cedinho no Centro de Treinamento do São Paulo e ia catar praguinha no meio do gramado, onde seus meninos iriam treinar dali a pouco.

Telê não fugiu da concentração após a derrota para a Itália, no Sarriá, em 1982. No dia seguinte estava lá esperando firme e forte a chegada dos poucos jornalistas que se arriscaram a tentar entrevistas com os derrotados de Barcelona.

E, como foram poucos os repórteres, acabamos comendo uma bela feijoada com todo o time, que tinha homens como Sócrates e Zico – que também não fugiram às explicações, nem abandonaram a delegação.

Telê Santana sabia ganhar. E sabia perder.

Era leal, mas não protegia ninguém. Não dava notícias exclusivas a repórteres de meios de comunicação influentes. Todos os trabalhadores tinham o mesmo direito às informações.

Telê rompeu barreiras, ensinou futebol e ensinou a vida a muita gente.

Telê Santana, num domingo, logo após abandonar o futebol, foi ver o neto jogar numa equipe mineira. Chegando ao estádio, viu o menino dividir uma bola e cair ao chão. “Fraturou a perna”, disse contrariado e foi caminhando para dentro do campo.

Sem se alterar chegou perto do menino, pôs a mão no ombro dele e disse: “Isso não é nada, logo você volta a jogar”.

Dez anos se foram e Telê continua vivo. Na memória dos que o queriam bem. Nos exemplos que deixou.

Morre o artilheiro que pegava pênalti

Leia o post original por Quartarollo

Confesso que fiquei triste quando soube da notícia. Morre Gaúcho, ou simplesmente o meu xará, Luís Carlos, cujo sobrenome é Toffoli.

Gaucho de Canoas morreu aos 52 anos de idade, muito novo para os padrões atuais. A maldição do câncer de próstata o pegou de jeito, mais do que os marcadores o pegavam na época de jogador.

Quando eu era criança a gente considerava quem tinha 50 anos como um velho, com o passar do tempo e a longevidade sendo aumentada para os brasileiros, hoje nem tanto.

Já tenho 58 e ainda me assusto quando me chamam de senhor, tio ou se quero tratamento especial na fila do banco.

Dou risada e digo que ainda não cheguei lá, mas estou beirando a fila especial ou pelo menos um tratamento especial.

Se eu fosse oriental estaria mais feliz. Lá a reputação e a experiência de uma vida inteira geram um grande respeito e até admiração. Aqui é velho e ponto, acabou e está acabado.

Costumo dizer que conheço muito velho burro e muito velho genial e tem também o outro lado. Tem muito jovem genial, com grande potencialidade, e tem também os burrinhos nessa turma. É assim mesmo, sempre foi.

Mas voltando ao meu velho e querido xará. Ele não foi gênio, mas foi gente do bem. Gostava do Gaúcho.

Cobri o Palmeiras quando ele estava por aqui. Nunca vi o cara reclamar de nada, nem de companheiros, nem de crítica, nem do gramado, nem da bola.

Sabia que não era craque, mas podia ajudar o que é uma sabedoria que muita gente não tem.

Jogou três vezes na carreira com a camisa do Flamengo e fez muitos gols. No Palmeiras era criticado e também elogiado. Era artilheiro e artilheiros têm essa sina.

Jogaria fácil hoje em vários times considerados grandes do futebol brasileiro.

Aquele jogo, no Maracanã, em 1988, entrou para a história. Flamengo 1 x 1 Palmeiras no tempo normal e naquela época jogo empatado era decidido nos pênaltis. Acreditem, isso já aconteceu no futebol brasileiro?

Não tinha empate e quem perdesse nos pênaltis, se não estou equivocado, ganhava um ponto, o ponto do empate no tempo regulamentar. Era legal. Tinha emoção garantida até o fim.

Por causa disso a decisão foi para os pênaltis. O Flamengo já não era mais uma máquina, mas ainda tinha Zico jogando e dois jovens chamados Bebeto e Zinho. Era melhor que o Palmeiras da ocasião.

Palmeiras já tinha feito as substituições e Zetti quebrou a perna num lance com o frágil, mas firme Bebeto. Isso custou a Zetti a camisa titular e ficou de fora do time um tempão.

Deu chance para Velloso aparecer e tomar conta da posição e como não tinha mais espaço no Verdão, comprou seu próprio passe (na época tinha passe) e foi para o São Paulo onde se tornou um dos maiores da história tricolor. Ganhou tudo o que não ganhou no Palmeiras.

No Maracanã ele saiu de campo carregado e quem foi para o gol? Gaúcho, é claro, que gostava de brincar de goleiro nos rachões nas vésperas dos jogos. E foi sem luvas, o que chamou mais atenção ainda. Você acha que centro-avante vai usar luvas? Mas nem quando joga no gol.

Tomou o gol de empate de Bebeto num belo levantamento de Zico, mas defendeu dois pênaltis e deu a vitória para o Palmeiras.

Um deles foi batido por Zinho que mais tarde faria história no mesmo Palmeiras e Seleção Brasileira campeã de 94, nos Estados Unidos.

Gaúcho se tornou herói do torcedor alvi-verde e mesmo que perdesse gols à vontade nunca mais voltou a ser vaiado. Também, não era para menos. O que fez no Maracanã pouca gente fez ou voltará a fazer.

As grandes histórias do futebol são construídas assim. Às vezes não é pelo gênio, pelo craque do time, mas pelo jogador mais comum, mais humilde, mas que se oferece para ajudar nos momentos mais difíceis sem medo de errar.

Vai com Deus, Gaúcho. Há muito a gente não se falava, a última vez foi quando você inventou de criar um time lá em Cuiabá.

Saudades, acho que posso te chamar de amigo e obrigado pelas boas entrevistas que me deu.

Em tempo:

O câncer de próstata pode ser combatido. Depois de uma certa idade para os homens, os urologistas falam em pelo menos a partir dos 50 anos, é preciso se cuidar. É só fazer exame de PSA, que é só tirar um sanguinho, não dói e o toque retal de tempos em tempos. O homem com o seu machismo exacerbado tem muito preconceito contra esse exame, mas é o mais conclusivo para se detectar se há problema na próstata. O câncer de próstata já um problema de saúde pública.

Nos Estados Unidos havia uma propaganda para o exame mostrando a mulher, no caso a esposa, arrastando o marido para o consultório médico. Se não for assim, tem machão que não vai. Mas não exagerem amigos, é só uma vez por ano, ok? Podem rir se quiserem, mas fiquem tranquilos.

Entenderam agora?

Leia o post original por Rica Perrone

Quando digo que desmoralizar o futebol brasileiro sob a alegação de desonestidade, corrupção e interesses obscuros é uma burrice, me refiro exatamente ao que o mundo acabou de assistir sem transformar em manchete. Zico não será candidato a eleição da FIFA porque das 209 entidades (federações e confederações)  que votam ele não conseguiu o apoio […]

Zico não será candidato. Azar da Fifa

Leia o post original por Quartarollo

Arthur Antunes Coimbra, popularmente e universalmente conhecido com o Zico, não concorrerá à presidência da Fifa, em fevereiro próximo.

Não conseguiu respaldo de pelo menos cinco confederações para se candidatar como manda o regulamento das eleições.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que deveria apoia-lo desde o começo, avisou que só lhe daria apoio depois que conseguisse as primeiras quatro indicações.

Uma malandragem dos cartolas do nosso futebol. Deixar para ser o último apoio é trabalhar contra até nos bastidores.

Como Zico conseguiria outros apoios se a federação do seu país lhe nega isso?

Azar da Fifa, azar do Brasil, sorte dos cartolas mal afamados do futebol mundial.

Zico é um cara do bem. Foi um jogador extraordinário e está acima de qualquer suspeita.

Por isso também não interessava para comandar uma entidade que está mais suja que pau de galinheiro e com vários galos querendo o poder.

O melhor deles era o Galinho de Quintino, o outro apelido do grande Zico, mas este não serve para eles.

Acho que Zico se livrou de uma boa. O tempo dirá que foi melhor para ele.

Não se deve misturar com essa gente a não ser que seja eleito e faça uma limpeza completa até o décimo escalão.

Seria uma faxina geral nas federações do futebol mundial começando pela Fifa e isso ninguém quer.

As eleições da Fifa serão mais uma vez pró forma. Continuarão os mesmos ou outros ligados a esses mesmos.

É assim que vem funcionando desde João Havelange e seus asseclas e assim continuará. Haverá algumas prisões aqui e ali, mas eles continuarão por lá.

Michel Platini foi afastado mais pelas denúncias do que pelos votos. Se pudesse ser candidato teria chances de ganhar fácil.

O que acabou com ele foi a suspensão para investigação de um dinheiro recebido sem recibo logo após a Copa de 1998, na França, onde foi presidente do Comitê local.

Nem ele, nem Blatter, nem ninguém consegue explicar qual trabalho que Platini prestou para receber um caminhão de dinheiro da Fifa.

Ainda tem uma chance de concorrer dependendo de decisão do Comitê de Ética da entidade em 60 dias.

Se for igual ao Comitê de Ética da Congresso brasileiro a gente já sabe o que vai acontecer. Ele será candidato com honras.

A figura ilibada do grande astro francês está chamuscada há muito tempo. Desde que chegou à Uefa virou um cartolão, ficou igual aos outros do Comitê de Ética.

 

 

 

 

Love conquista o coração da torcida corintiana

Leia o post original por Quartarollo

Vagner Love é o vice-artilheiro do Corinthians no Campeonato Brasileiro com 11 gols.

Um a menos que Jadson que tem 12. Há três meses se eu dissesse que Love conquistaria o torcedor corintiano me chamariam de louco.

Todos o criticavam e muitos com razão. Ele ficou quietinho na sua e foi buscando a melhor forma.

Vagner Love nunca foi mal jogador, muito pelo contrário. Não é genial, mas é bom para o grupo, ajuda os mais jovens, não reclama nunca e luta o tempo todo.

É um cara que financeiramente já tem a vida feita e quer mais. Mesmo quando ficou na reserva de Luciano continuou treinando igual.

A sua dedicação sempre foi destacada por todos. Era um dos que mais apoiavam o jovem Luciano mesmo sabendo que o garoto estava tomando justamente o seu lugar.

Em alguns gols do bom Luciano um dos primeiros abraços que o menino recebeu foi justamente de Love que saia do banco para comemorar com o companheiro.

Coisa de gente boa, gente que joga junto independente da escalação. Isso é cada vez mais raro hoje em dia em todos os segmentos.

Sempre tive boa impressão de Vagner, que virou Love apelidado por Flávio Prado depois de um caso de amor em concentração do Palmeiras quando ainda era um jovem promissor.

Márcio Araújo, a época no Palmeiras, pediu seu afastamento pela indisciplina, mas felizmente foi convencido pelos seus pares que era apenas coisa de um garoto cheio de testosterona.

Love foi bem no Palmeiras, jogava em um time que conquistou pouco na história, que não o ajudava muito, foi negociado a peso de ouro, chegou a Seleção Brasileira e sumiu na China.

Está de volta cheio de amor para dar e muito mais experiente. O grande Zé Duarte, revelador de craques para Ponte Preta e Guarani na década de 70, dizia que bom jogador é aquele que suporta as pressões, dá volta por cima e vira exemplo para os outros.

Não é à toa que foi muito aplaudido ontem quando foi substituído por Danilo na vitória sobre o Flamengo, 1 x 0, gol dele, o décimo primeiro no Campeonato.

Love segue firme na briga com Jadson pela artilharia do time no Campeonato e conta com a ajuda do próprio amigo para receber bolas açucaradas e fazer mais gols.

Caminha também firme para ser campeão brasileiro-2015. Com a vitória sobre o Flamengo, o Corinthians manteve 8 pontos de distância para o Atlético Mineiro, segundo colocado que venceu a Ponte Preta, em Belo Horizonte, 2 x 1.

Domingo Corinthians e Atlético se encontram na capital mineira. Essa é outra situação que também se esvaziou e mudou de manchete nas últimas semanas.

Antes se dizia que esse seria o jogo decisivo para o título. Agora com essa distância do Corinthians é apenas mais um jogo para atleticano ainda sonhar um pouquinho se o Galo vencer o jogo.

Mesmo se vencer, a distância será de 5 pontos e como disse ontem Renato Augusto quando deixava o gramado, em Itaquera, agora o Corinthians tem gordura para queimar.

O Corinthians é o melhor do Campeonato e por isso nas próximas rodadas confirmará seu título com todas as honras.

Para aqueles que dizem que o time é muito ajudado pela arbitragem, ontem Elias sofreu pênalti e o árbitro não deu, reclamou e levou o terceiro amarelo e por isso não joga, em Belo Horizonte.

Tudo isso aconteceu quando o jogo ainda estava 0 x 0. No sábado, em Florianópolis, o árbitro não deu um pênalti claro de Gustavo Henrique a favor do Figueirense e o jogo acabou 0 x 0.

Os árbitros estão errando para todos os lados. Não dá para deslustrar a grande campanha corintiana só com essa conversinha.

Quando Palmeiras montou a equipe com a Parmalat também se falava no esquema Parmalat. O São Paulo de Telê também era citado como beneficiado pela arbitragem.

Idem para o Flamengo de Zico e outros grandes times das história. Parece que os perdedores não sabem reconhecer seus próprios erros.

Isso só acontece depois de muitos anos. Hoje quando se fala desses times que eu citei, todos só elogiam, não se lembram mais da arbitragem.

Até porque eles eram fortes mesmo e mereciam ganhar. Hoje o Corinthians está na mesma situação e merece o título brasileiro.

O sol, dólar, Neymares, Ricardo Oliveira, Zico, Luxa e o mal

Leia o post original por Milton Neves

 

Neymar-UOL

Meu Deus, quente demais.

A temperatura da primavera, primamaria, primacélia, primasônia, todas as primas.

Até as primas de todo mundo, mas hoje com menos primos “abanando”.

Aquecido o Brasileirão, fervendo a cotação do dólar, a chapa do “esganado” Neymar pai enroscando o filho, as coisas do Planalto e os chamuscados jogadores e jogadoras correndo no emocionante e cruel horário das 11 horas do sol a pino.

E na primavera, pós-inverno quente como verão, não haverá em campo o horário das 17 horas, aos domingos.

Com o tal tradicional “Horário de Verão” que está chegando, não teremos neste ano o futebol começando às cinco da tarde.

Mantidas as 16 horas em função das grades das TVs esportivas ou de entretenimentos.

Certo, Faustão?

É a crise quente demais soltando suas labaredas para todos os lados.

Menos água mineral, cerveja, ventiladores, praia, aparelhos de ar condicionado, tudo virou supérfluo.

E vai piorar, cravam otimistas e pessimistas, pela primeira vez na vida lado a lado.

Mas bola para frente porque “agora não adianta chorar”, diria Fiori Gigliotti.

Mas tem gente sorrindo de orelha a orelha.

O bom Ricardo Oliveira, a oposição política, os críticos de Neymar pai, os corintianos em geral, o capeta que adora tudo que é quente e quem tinha ou tem dólar fora do país.

Mas devidamente declarado.

Quem mandou todo mês, ano após ano, obstinada e regularmente, seu rico dinheirinho, sempre via Banco Central, ganhou umas 100 vezes na Pequena Sena, na Média Sena, na Grande Sena ou na Mega Sena, acumuladas.

Depende do montante enviado, é claro.

Mas quem tem dólar de propina do amigão, nada feito, com briga ou sem briga na hora de repartir.

As verdinhas vão continuar escondidas sem poder “ostentar”.

Bem feito!

Mas bem feita mesmo foi a convocação de Ricardo Oliveira.

Menino pobre, hoje milionário e verdadeiro pastor evangélico com dinheiro que não caiu do céu, mas do suor de seu rosto e dos gols de seus pés, Ricardo irá classificar o Brasil para a Copa da Rússia.

Só que foi uma convocação “fast food”, comida de compra e consumo rápidos para se quebrar o galho.

Aos 38 anos, em 2018, ele não deverá ter lugar.

E por falar em “fast food”, saibam que, Ricardo Oliveira, esse homem com H maiúsculo, teve infância e adolescência muito pobres.

Era vendedor ambulante em faróis da zona norte de São Paulo e por ali vendia suas quinquilharias e se alimentava de sobras que todo dia viravam descarte de uma unidade do MC Donald’s.

Ele “catava” o que sobrava para comer.

Uma linda e vitoriosa história de vida, bem parecida com as de Zé Roberto, do Palmeiras, e de Edu Bala, antigo ponta da Lusa, do Verdão e do São Paulo.

Já Zico, que também não nasceu em português berço de ouro, virou um “menino abandonado”.

A CBF o jogou para as cobras e o “Pelé da Gávea” está sofrendo enorme constrangimento em sua miragem de virar presidente da FIFA.

Eu adoraria, só que, sozinho, coitado, virou um Levy Fidelix da eleição: faz um barulho, mas nada de votos ou chances.

Constrangimento que não teve Luxemburgo.

Com sua chapa quente no Brasil, foi para a… segunda divisão (!!!) da… China (!!!).

Pelo menos lá o dinheiro jorra e o sol não é tão “selegalesco”, diria o premiado jornalista Mauro “Hair” Beting.

Mas que o sol brilhe para todo mundo.

É minha torcida, sempre a favor.

“Os que torcem contra vivendo do mal e produzindo venenos, ferem-se em seus organismos dilacerando entranhas” (Tonhão do “zóio” pequeno).

OPINE!!!

Adeus, Valdívia. Lá se vai o ídolo de barro

Leia o post original por Quartarollo

Ontem foi o último dia de contrato de Jorge Valdívia com o Palmeiras.

Já estava fora desde antes da Copa América quando se apresentou á Seleção Chilena.

Palmeiras jamais quis renovar o seu contrato e até torceu para que não aceitasse a proposta feita mesmo que mais baixa do que o meia pretendia.

Sabe aquele pessoa que você não quer na sua casa, mas por educação é obrigado a convidar? Esse é Valdívia no atual Palmeiras.

Culpa dele mesmo. Tratou mal o time nessa sua segunda passagem, ficou mais fora que dentro de campo, arranjou problemas, foi chinelinho em muitas vezes e criou situações que poderia ter evitado.

É um alívio para os médicos do Palmeiras também. Eles ficaram na alça de mira muitas vezes por causa das famosas dolores de Valdívia.

Como ainda não existe o dorímetro, instrumento que diz se a dor é real ou não, os médicos tiveram que conviver com o auto diagnóstico do jogador.

Se ele diz que dói e porque dói e pronto. Não há como discutir.

É um desperdício de talento. Valdívia é um grande jogador quando quer jogar.

Tem técnica e habilidade, coisas raras nos dias atuais para vários jogadores de meio-campo mundo afora.

Não é de fazer muitos gols. Não entra muito na área, mas é bom armador.

Não joga muito para o time, joga para si mesmo e gosta que os holofotes estejam sobre sua cabeça permanentemente.

Em suma, é um egoísta como jogador, mas um egoísta com talento em meio a tantos egoístas sem talento nenhum, o que só torna a situação ainda mais grave.

Para o torcedor palmeirense que há muito tempo não vê um título de muita expressão, Valdívia chegou a ser uma esperança.

Para muitos ele tem o status de ídolo. Na verdade é apenas um ídolo de barro como dizia o inesquecível Capitão Nicoli na década de 80 quando se referia a Jorginho Putinati, que era mais jogador que Valdívia e raramente frequentava departamento médico.

Jorginho não teve muitos títulos na carreira, mas foi ao lado de Jorge Mendonça o grande jogador daquele time montado por Telê Santana que enfiou 4 no grande Flamengo de Zico, no Maracanã, em 1979, em uma das mais belas páginas da história do futebol.

Foi o jogo que levou Telê para a Seleção Brasileira para a Copa de 82, na Espanha.

Capitão Nicoli era folclórico e exagerava de vez em quando. Era boa praça, palmeirense de quatro costados, bravo, disciplinador e amigo dos amigos.

Eu brincava com ele todos os dias quando dizia: “Capitão, o senhor é tão corneteiro que até renova contrato no fim do ano” e ele dava risada.

Em tempo: naquela época os jogadores só assinavam por um ano e mesmo quando o contrato vencia continuavam presos aos clubes.

Nessa brincadeira, o Capitão também tinha contrato anual só para cornetar.

Antero Greco lembra bem do Capitão Nicoli e o imitava com maestria. Outro que o imita bem até hoje é o companheiro Flávio Prado.

Nicoli ficava bravo e exigia dedicação e muito futebol dos jogadores.

Se fosse hoje pegaria Valdívia pela orelha como andou pegando alguns e ameaçando técnicos na época.

É que ao contrário do torcedor atual, Nicoli viu duas Academias, viu o Palmeiras como único a parar o grande Santos de Pelé, viu grandes treinadores e viu Ademir da Guia do começo ao fim.

Por isso jamais qualquer Valdivia poderia ser aclamado como ídolo perto dele. Só mesmo quem não viu consegue cometer esta heresia.