Análise: não há ‘bolha’ que elimine risco de casos iguais ao do Catarinense

Leia o post original por Perrone

Depois que a Federação Catarinense adiou rodada das quartas de final de seu Estadual por conta de 14 testes positivos para covid-19 na Chapecoense fica a pergunta: outros estaduais pelo país podem passar por situação semelhante?

Conversas recentes e outras realizadas durante o crescimento da pandemia no país com infectologistas e outros profissionais da saúde dão a este blogueiro uma série de elementos para afirmar que sim, outras competições podem ter partidas suspensas por causa da contaminação de jogadores.

Uma série de elementos mostra que não há protocolo de prevenção totalmente seguro para a volta futebolística.

Uma das ameaças é a margem de erro dos testes feitos para identificar indivíduos comtaminados.

“Os testes não são perfeitos. Eles têm entre 30% e 40 % de chance de falso negativo. Depende da técnica de coleta e da qualidade dos kits.
Mas os melhores resultados são de 80% de sensibilidade, ou seja ainda teremos 20% de chance de alguém, jogador ou outro profissional, ter teste negativo e estar contaminado”, explicou ao blog o médico Luciano Cesar Pontes de Azevedo. Ele é intensivista e pesquisador do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Para sabotar os protocolos elaborados pelas federações existe também o risco de um jogador contaminado treinar e infectar os companheiros antes de fazer teste com resultado positivo.

Contra essa possibilidade, Moisés Cohen, presidente da comissão médica da Federação Paulista, aposta numa rotina de questionários a serem feitos pelos clubes com seus profissionais para tentar descobrir com antecedência eventuais casos de contaminação.

Buscar o diagnóstico precoce faz parte da riqueza de detalhes necessária para que se evite casos como o da Chape.

Até a “bolha” projetada pela Federação Paulista, com concentração integral até o fim da competição, tem suas janelas. E se um funcionário de um hotel em que determinado time se concentra for contaminado em casa ou em outro ambiente não controlado pelo clube?

“Tudo pode pode acontecer. Mas todos que tiverem contato com os jogadores vão ser testados. Você vai diminuindo as chances. Você ter um funcionário testado, bem orientado para se preve.nir voltando pra casa é bem melhor do que todos os jogadores indo e voltando. Ter 100% de segurança, infelizmente é impossível. Mas, estando testado, negativado e concentrado, a chance de contaminação é muito menor do que se o cara for para casa e voltar todo dia. Então, estamos numa situação diferente em relação ao Catarinense”, disse Cohen.

O Estadual de Santa Catarina voltou sem concentração integral obrigatória, mas agora a viabilidade da medida é estudada.

A corrida de obstáculos enfrentada por dirigentes e médicos de clubes por una retomada mais segura inclui até o fato de a volta acontecer no inverno. Nessa estação costuma haver aumento dos casos de doenças respiratórias.

Em junho, durante entrevista ao blog, o médico e cientista brasileiro renomado internacionalmente Miguel Nicolelis classificou como absurda a volta dos times aos treinos e alertou para a questão das temperaturas mais baixas no Sul do país no inverno.

Análises e explicações dadas por especialistas da área da saúde tornam sem surpresa o fato que aconteceu em Santa Catarina e alertam para a possibilidade de o caso se repetir em outros estados.

Não é coincidência o fato de Luiz Henrique Mandetta, pouco depois de deixar  o Ministério da Saúde, ter indagado em entrevista ao canal “Globonews” o que os dirigentes fariam se um jogador infectado contaminasse os demais. Ele perguntou ainda se o campeonato seria suspenso de novo. O enigma parece ter começado a ser desvendado em Santa Catarina.

Flamengo e seu treinador precisam de mais humildade !

Leia o post original por Nilson Cesar

Todos sabem o quanto falo que o Flamengo está à frente dos demais . Está para o futebol do Brasil como a Mercedes está para a Fórmula 1 . Tudo isso é fato , é verdade. Só não pode perder a humildade . Quanto se perde a humildade , perde-se o foco também . O time não está bem , pois está se perdendo na sua soberba e soberba do seu treinador .É superior e vai ganhar o campeonato carioca.

Fonte

Concentração integral na mira: federação de SC discute protocolo sanitário

Leia o post original por Perrone

A federação de futebol de Santa Catarina tem videoconferência com representantes da secretaria estadual da Saúde agendada para esta terça (14) para rever o protocolo de prevenção ao novo coronavírus no Campeonato Catarinense.

Eventuais mudanças entraram em pauta desde que a federação adiou rodada das quartas de final do Estadual depois de ser suspenso o jogo entre Chapecoense e Avaí, previsto para o último domingo. A medida foi tomada porque 14 profissionais, entre jogadores e membros da comissão técnica, da Chape testaram positivo para covid-19.

Uma das alterações analisadas é a concentração integral obrigatória até o fim da disputa, como ocorrerá na retomada do Campeonato Paulista.

Seria o ideal (fazer a concentração integral), vamos tentar alinhar”, disse 
Rubens Angelotti, presidente da Federação Catarinense.

O protocolo atual prevê testes antes das partidas, na concentração, isolamento dos contaminados e monitoramento dos demais.

Palmeiras deveria segurar o Dudu?

Leia o post original por Fernando Sampaio

Infelizmente os clubes brasileiros não conseguem segurar seus craques. Não tem como. É uma pena. Além da inviabilidade financeira, no final a decisão é do atleta. O Flamengo foi uma exceção no ano passado. Mesmo assim, os craques do time não são jovens com espaço nos times mais fortes da Europa. Os torcedores mais fanáticos não entendem. Normal, faz parte. Os santistas nunca se conformaram com a…

Fonte

Parceiro de Timão e Cruzeiro tem ‘parça’ de Neymar e tentou Galo e Santos

Leia o post original por Perrone

Antes de fechar contrato de patrocínio com Corinthians e Cruzeiro, a empresa responsável pela marca Galera.bet, voltada para sites de apostas, procurou Atlético-MG e Santos. Atualmente, o grupo busca outros times brasileiros que não sejam concorrentes das duas agremiações já parceiras.

Conforme apurou o blog, no Galo o discurso interno é de que não houve interesse do clube em seguir com as conversas. Já com o alvinegro do litoral paulista divergências comerciais impediram o acerto.

O Galera Group, detentor da Galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Seu braço brasileiro tem entre seus conselheiros um “parça” de Neymar e um empresário que ficou conhecido em seu começo de carreira pela amizade com Vanderlei Luxemburgo.

Na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a Galera Gaming, empresa criada pelo grupo no Brasil, está registrada com capital de R$140 mil.

Galo e Santos

A conversa da empresa com o Galo aconteceu faz cerca de dois meses. Segundo fonte no Atlético-MG, o clube não demonstrou interesse em seguir negociação para tentar viabilizar o patrocínio da Galera.bet.

No Santos, porém, as tratativas andaram mais após o departamento jurídico da agremiação dar sinal verde.

A proposta também era para patrocínio na omoplata. No entanto, conforme apurou o blog, a conversa travou porque o Santos queria incluir uma cláusula que permitisse a rescisão caso o clube fechasse patrocínio principal com outra empresa do ramo de aposta. Os responsáveis pela Galera.bet não aceitaram a condição.

Em maio, o Santos anunciou patrocínio do site “Casa de Apostas” na mesma parte da camisa negociada com o Galera Group. A avaliação entre os dirigentes santistas é de que o contrato fechado é mais rentável em relação à negociação que não vingou.

Em nota enviada ao blog, o Galera Group confirmou as conversas com Atlético-MG e Santos.

“Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com
muita precaução. E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiro, que são os senhores
Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso”, diz trecho do comunicado.

“Parça” 

João Celso, conselheiro da empresa, é conhecido “parça” de Neymar. O amigo do astro do PSG é empresário de jogadores.

Em 2018, após marcar um gol pelo PSG, Neymar homenageou o parceiro equilibrando uma chuteira na cabeça. Depois, postou em rede social fotos do empresário equilibrando copos na testa.

Também citado como assessor da empresa, Márcio Carmo começou no futebol sendo conhecido por sua amizade com Luxemburgo e carregando o apelido de Márcio da Kelme em alusão ao nome da empresa para qual trabalhava.

Mudança de nome

De acordo com registro na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a subsidiária do Galera Group no Brasil está cadastrada com o nome de Galera Gaming Jogos Eletrônicos Eireli. Esse é o novo nome de uma empresa criada como Canal 1 Participações, constituída em outubro de 2018. Em 20 de fevereiro de 2020, ela passou a ter a denominação atual.

Ao ser indagado se o capital de R$ 140 mil registrado pela Galera Gaming na Jucesp não é pequeno para quem acertou contratos milionários com Corinthians e Cruzeiro, o Galera Group respondeu o seguinte:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é uma subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos. Como o setor que ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro”.

Ainda segundo dados disponíveis na Jucesp, o quadro societário da Galera Gaming aponta como titular o israelense Isaac Michael Abihssira, residente em Israel. O brasileiro Saul Simão Valt, com residência em São Paulo, cidade em que fica a sede da empresa, aparece como administrador e procurador de  Abihssira, assinando pela companhia.

Na Jucesp há registro de outra empresa no mesmo endereço da parceira de Corinthians e Cruzeiro. Trata-se da B.K. Mining Consultoria de Mineração. Vinculados a ela estão Valt e Ibraim Neto.

O blog perguntou ao Galera Group se a  patrocinadora dos dois times brasileiros funciona no mesmo endereço de outras empresas.

“Atualmente, a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”, respondeu a empresa.

Respostas

A seguir, na íntegra, leia as respostas do Galera Group ao Blog. O comunicado detalha as parcerias com Corinthians e Cruzeiro, além de explicar o interesse no mercado brasileiro.

“Seguem abaixo as informações solicitadas sobre o Galera Group, além de dados complementares a respeito do mercado de apostas.

Como sabe, as apostas esportivas hoje representam um mercado consolidado de US$ 144 bilhões e que, todos os anos, cresce dois dígitos. Portanto é um dos poucos mercados globais com um alto potencial de crescimento, principalmente em países que
estão rumo à regulamentação – caso do Brasil.
É um mercado maduro, formado por empresas altamente eficientes, profissionais, com
alta credibilidade e reputação. Muitas delas inclusive são empresas de capital aberto listadas em bolsas de valores.
Por conta disso, em janeiro de 2020, executivos que já participaram de empresas consolidadas neste mercado, como William Hill, Intralot, Winner, bwin, PlayTech, Caliente e Intercasino, se uniram para formar o Galera Group.
O Galera Group é o detentor da marca galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Nossa empresa fará hospedagem, operação e gestão de todas as plataformas de apostas como a do Corinthians, Cruzeiro e também do GaleraBet, sempre de forma
remota, fora do Brasil.
Nossa parceria com os clubes tem o formato de licenciamento de marca para uma plataforma de jogos, e a parceria vai garantir, na forma de royalties, divisas para os clubes. Diferentemente de outros formatos comumente usados em todo o mundo, a marca que será estampada nas camisetas dos clubes será o nome escolhido pela torcida
dos respectivos clubes, em votações que já estão em curso, e não a marca do Galera.bet.
Essa é uma ação de marketing totalmente inovadora na qual colocamos o clube e seu torcedor como protagonistas da ação.
Portanto serão 3 plataformas distintas: Corinthians, Cruzeiro e a própria Galera.bet.
Acreditamos que esse formato, similar a um white label, via royalties, engaja a torcida e traz um ambiente seguro e confiável para o torcedor de cada time apostar.
Com isso, torcedores dos clubes parceiros, maiores de 18 anos, poderão jogar em modalidades como futebol, tênis, baseball, basquete, boxe, MMA, e-Sports entre outros.
Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições
contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com muita precaução.
E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiros, que são os senhores Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso.
O Galera Group é uma empresa nova, com um mindset extremante inovador, ágil, e que tem foco em mercados em ascensão já regulamentados ou em processo de regulamentação. Como o Brasil, muito em breve, terá a sua Lei Federal 13.756, de 12
de dezembro de 2018, regulamentada, o país se tornou a maior “aposta” do Galera
Group.
Segundo o Diário Oficial da União as apostas esportivas foram inclusive incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal e incluídas no Plano Nacional de Desestatização (PND), portanto muito em breve o Brasil terá a atividade regulamentada.
Por isso, neste momento, quisemos “colocar o pé no Brasil” criando uma subsidiária do Galera Group. Esta empresa brasileira se chama Galera Gaming, e é uma startup de tecnologia e marketing com foco em dados e entretenimento ligados ao mercado de
esporte. É fundamental termos um braço local, que entenda o mercado brasileiro. Este é um fator crucial para termos sucesso em nossa operação.
A Galera Gaming já começou a desenvolver no Brasil aplicações que usam inteligência artificial e machine learning para calcular probabilidades e estatísticas ligadas a esportes,
além de games sociais e outros serviços de Live Score.
Também tem como missão dois importantíssimos pilares muito ligados ao propósito do Galera Group:
1. entender os hábitos de consumo, e comportamento do brasileiro no que diz respeito a esportes e apostas esportivas para criar a melhor experiência possível aos nossos futuros usuários, e;
2. disseminar conteúdo relacionado ao Jogo Responsável, pois como o Brasil ainda é um mercado imaturo no que diz respeito a apostas esportivas, o pilar educacional é primordial.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming operará no Brasil envolverá apostas a dinheiro.
Como o Galera Gaming é uma subsidiária do Galera Group no Brasil, pode legalmente assinar os contratos com os clubes, pois tem todo o respaldo financeiro do grupo de investidores de nossa empresa.
E aqui, podemos já lhe adiantar uma informação relevante: alguns destes investidores têm ações listadas em bolsa de valores, ou seja, mais um motivo para que tenhamos todo o cuidado e fidúcia para atender as rígidas cláusulas de compliance destas empresas. E por esta, e outras razões tais como procedimentos e processos, o Galera Group, é auditado pela Ernst & Young. Com relação aos demais questionamentos, não respondidos acima, posso afirmar que:
• O Sr. Ibraim Neto não tem e nunca teve sociedade como o Sr. Edinho dos Santos (o blog havia perguntado se ele foi sócio do filho de Pelé);
• No que diz respeito ao Galera Group, o Sr. Josh Baazov participou apenas do escopo inicial do projeto, mas em março de 2020 não entrou de fato numa composição societária e portanto não faz parte do quadro de sócios do Galera Group (o blog obteve a informação de que Baazov teve seu nome vinculado à empresa durante as negociações com Santos e Atlético-MG);
• O Sr. Valt fez parte, de 2007 até 2010, do conselho administrativo de uma empresa no setor de trading de minérios em Israel, a qual possuía acordos em vários países do mundo. Não participou das operações da empresa e não responde a nenhum processo.
• O evento intitulado Panama Papers e os outros mencionados tratou-se de vazamento de informações com todos os nomes de empresas e sócios das mesmas que estavam presentes no país. O Sr. Valt ainda é sócio de duas empresas na localidade perfeitamente documentadas e regulamentadas.

Cordialmente, Galera Group”.

Após o envio desse comunicado, o blog fez novas perguntas e obteve a seguinte resposta:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é um subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro.

Atualmente a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”.

Ex-Corinthians vê ação do Barça como receita para naming rights no Brasil

Leia o post original por Perrone

Usar os naming rights de uma arena até aqui sem nome para fazer ações sociais durante a pandemia de covid-19 é uma alternativa para clubes tentarem “desencalhar” direitos que nunca foram vendidos.

Essa é a opinião de Gustavo Herbetta, executivo da Lmid, empresa especializada em marketing esportivo e ex-superintendente de marketing do Corinthians.

Em entrevista ao blog, Herbetta apontou que a decisão tomada recentemente pelo Barcelona indica uma alternativa para agremiações brasileiras que ainda não negociaram o nome de seus estádios, como é o caso corintiano.

O Barça decidiu, pela primeira vez em sua história, comercializar os naming rights do Camp Nou com contrato válido pela próxima temporada. O dinheiro arrecadado será usado em projetos para combater os efeitos da covid-19.

Durante o período do acordo, o estádio terá o nome do parceiro adicionado à marca Camp Nou. Uma parte da receita será usada em projeto de combate à pandemia escolhido pelo comprador. O restante será direcionado a iniciativas na mesma área apoiadas pelo Barcelona. A Fundação Barça vai administrar a operação.

“O Barcelona foi brilhante. Aproveitou o momento difícil no mundo e falou: ‘vamos fazer o primeiro ano de naming rights Social, com o valor revertido para a causa. Não existe associação de naming rights por um ano, só a longo prazo. Então, ele aproveitou esse momento para pegar uma propriedade, que ele sabe que ele precisa da receita dela pra ficar cada vez mais competitivo, e vai fazer uma associação comercial, com cunho social,  na qual ele vai conseguir aferir (o real potencial comercial). Fica mais fácil para ele ir ao mercado negociar um contrato mais longo depois”, disse Herbetta.

O executivo usa um exemplo que conhece bem para explicar o modelo.

“Seria como se o Corinthians chegasse para a Nike no primeiro ano da arena e falasse: ‘você vai ter por um ano o nome do estádio’. Depois, você chegaria para as empresas e falaria: ‘foi um teste, temos dados, demos tanto de retorno, fizemos essas ativações… Ficaria muito mais fácil do que você fazer uma apresentação para tentar convencer alguém a investir mais de R$ 300 milhões numa coisa que ele não sabe qual é o retorno”, raciocinou Herbetta.

O especialista em marketing diz que, se desde o início ficar claro que o contrato valerá por uma temporada, a iniciativa não espantará eventuais parceiros em associações mais longas sob o argumento de que o nome temporário “pegou”.

“Mas eu acredito que, ao trazer uma causa social por trás dessa parceria, o clube vai convencer a marca a ficar por mais tempo. Seis meses depois, você já tem argumentos: ‘olha o retorno que você está tendo, vai sair por quê?’ O parceiro pode responder: ‘mas  as pessoas não adotaram o nome’. Mais um motivo para você ficar mais tempo”, disse Herbetta.

Para o ex-funcionário do Corinthians, a ação do Barcelona deveria despertar clubes que parecem ter perdido a esperança de vender os nomes de seus estádios.

“O que a gente percebeu aqui no Brasil é que a principal janela para as arenas conseguirem comercializar essa propriedade foi ali na Copa do Mundo de 2014. E não aconteceu com ninguém. Tirando o Allianz Parque, que não estava na Copa e que fez durante a construção, ninguém fez isso. E agora parece que todo mundo desistiu. Então, espera aí: ‘não vai ter mais naming rights no Brasil’. Acho que tem que ter. Mas tem que criar ideias. E essa (ação do Barça) é a inspiração, pra facilitar a entrada. Depois que o parceiro entrou, a chance de ficar é muito maior”, ponderou Herbetta.

Um problema para a retomada de tentativas de venda de naming rights é a crise econômica deflagrada pela pandemia. O “derretimento” do setor aéreo, um dos principais alvos dos donos de arenas brasileiras, é o exemplo mais quente.

No entanto, Herbetta aponta o crescimento de alguns setores durante a crise. Entre outras que poderiam se interessar em naming rights, ele cita empresas varejistas, do ramo alimentício e da área da saúde.

“Quer um exemplo? Eu pego um atacadão e ofereço pra ele (além do nome) um ponto de venda na Arena Corinthians. Eu tenho terreno, eu tenho espaço, sobrando, tenho estacionamento. Dou um setor do estádio para ele fazer um rodízio de nome entre os parceiros dele. É clichê, mas é verdade. Na crise tem muita oportunidade. Esse é o momento de fazer alguma coisa diferente”, argumentou Herbetta.

Ele cita as arenas de Internacional, Grêmio e Athletico, entre outras, como as que poderiam seguir o Barcelona.

Corinthians

Herbetta chegou ao alvinegro depois que a arena corintiana estava construída e trabalhou diretamente na tentativa de negociar o nome do estádio.

Indagado sobre os motivos para a propriedade nunca ter sido negociada, ele respondeu o seguinte:

“Tem um seis fatores para não ter dado certo, apesar de todos os estudos que fizemos quando estive lá. A crise econômica brasileira, a crise de reputação do futebol mundial. Aí a gente tinha uma crise de reputação local, de lava jato, de Odebrecht, de Arena Corinthians quase sempre sendo veiculada com algum tipo de problema. Teve a perda da janela comercial mais apropriada para a venda, que é entre a construção e a inauguração. Passar essas barreiras, é praticamente impossível”.

De volta aos treinos, Botafogo-SP pede retorno do Paulista dia 29 de julho

Leia o post original por Perrone

Após obter autorização da prefeitura de Ribeirão Preto para treinar na cidade, o Botafogo-SP volta aos treinamentos neste sábado (11). O clube, porém, pede o adiamento da retomada do Paulistão para o próximo dia 29.

Em acordo com o Governo de São Paulo, a Federação Paulista marcou o recomeço para 22 de julho. A equipe do interior, no entanto, não vinha podendo treinar em sua cidade por determinação das autoridades competentes devido ao grave momento da pandemia de covid-19 em Ribeirão.

Com o município na fase vermelha, a mais restritiva em termos de distanciamento social, os jogadores faziam apenas testes fisiológicos e físicos.

Assim, o clube alega que está em desvantagem em relação aos adversários, que voltaram aos treinamentos antes.

Na reunião em que a FPF definiu a retomada, o Botafogo sugeriu a volta em 1° de agosto. Agora, o clube trabalha pelo dia 29 de julho.

“Queremos pelo menos mais uma semana de treinamento para estarmos em condições iguais. Por enquanto, estamos fazendo solicitações no âmbito esportivo”, afirmou Adalberto Baptista, presidente do Conselho de Administração da Botafogo S/A, empresa que gere o clube.

Como mostrou o blog, o dirigente analisa a possibilidade de acionar o Tribunal de Justiça Desportiva e, depois, se for preciso, a Justiça comum, em  busca do adiamento.

A FPF, no entanto, mantém a posição de que é impossível fazer a retomada após 22 de julho.

Dudu no Catar fará um grande sucesso !

Leia o post original por Nilson Cesar

Ainda alguns detalhes burocráticos adiam o anúncio definitivo de Dudu no futebol do Catar. Será um negócio excelente para todos . Trata-se de um jogador de grande qualidade que vai ganhar muito dinheiro em um momento do ápice de sua carreira . Pode ainda voltar a jogar no futebol do Brasil para encerrar a carreira . Dudu ganhou quase tudo com o Palmeiras. Tecnicamente é o melhor jogador da equipe .

Fonte

Presidente do Conselho Fiscal vê Corinthians em situação calamitosa

Leia o post original por Perrone

A situação financeira do Corinthians é calamitosa nas palavras do presidente do Conselho Fiscal do clube, Haroldo José Dantas da Silva.

Em entrevista ao blog, ele detalhou os motivos que levaram o órgão a recomendar ao Cori (Conselho de Orientação) e ao Conselho Deliberativo a reprovação das contas referentes ao ano passado.

O órgão também recomendou a não aprovação do balanço. Haroldo disse ainda que fatos mais graves podem ser descobertos se o conselho instalar a sindicância solicitada pelo Conselho Fiscal.

A investigação teria o objetivo de esmiuçar a operação na qual o alvinegro contraiu uma dívida milionária com o JMalucelli pela venda de Jucilei.

“O clube está numa situação calamitosa. A situação que já era praticamente insuportável, agora vai ficar ainda mais complicada”, afirmou Haroldo.

Ele se refere a um possível aumento de R$ 18.456.000 no déficit apresentado no balanço do clube relativo ao ano passado e que era de cerca de R$ 177 milhões.

Pelos cálculos do Conselho Fiscal, o valor correto do déficit pode chegar a pelo menos R$ 195.476.000. O aumento acontece, na análise do órgão, por conta de uma cobrança Judicial feita pelo JMalucelli e que não teria sido relatada no balanço financeiro corintiano.

Em junho, o JMalucelli conseguiu na Justiça um bloqueio de R$ 23 milhões nas contas do Corinthians alegando o descumprimento de um acordo firmado em 2019 pelo qual o alvinegro se comprometia a pagar R$ 17,9 milhões referentes à venda de Jucilei para o Anzhi, da Rússia, em 2011. Ao tomar conhecimento de tal fato, o Conselho Fiscal ouviu dois representantes da empresa que auditou o balanço do clube.

“Eles nos disseram que essa operação não aparece no balanço porque eles nāo foram informados sobre ela. Então, recomendamos a reprovação das contas e do balanço e pedimos a abertura de uma sindicância para apurar o que aconteceu”, afirmou Haroldo.

O presidente do Conselho Fiscal diz acreditar que a sindicância pode encontrar fatos graves que possam gerar o pedido de impeachment de Andrés Sanchez. O mandato do presidente termina no final deste ano.

Porém, a sindicância não é o único risco para Andrés. O estatuto corintiano diz que a reprovação das contas é um dos motivos para a abertura do pedido de impeachment. O balanço já estava na mira de conselheiros da oposição por conta da diferença entre a previsão orçamentária, que projetava superávit de R$ 650 mil, e o déficit anunciado (aproximadamente R$ 177 milhões).

O Conselho Deliberativo analisará o parecer dos conselheiros fiscais antes de votar as contas. “Nossa decisão protege o clube, que pode sofrer sanções previstas no Profut (programa de refinanciamento das dívidas fiscais das agremiações), se forem apresentadas irregularidades no balanço. Se os órgãos internos tomam as devidas providências, o clube não pode ser punido”, disse Haroldo.

Direção nega irregularidades

A diretoria corintiana nega irregularidades na prestação de contas. O diretor financeiro Matias Antonio Romano de Ávila não quis comentar as declarações de Haroldo. Porém, como mostrou o blog, ele define a situação financeira do clube como tranquila.

“Só o que posso dizer é que com a receita prevista para 2020 e com as vendas de jogadores que já foram feitas, o Corinthians vai ter um ano tranquilo”, disse o diretor financeiro, apesar das dificuldades para pagar as remunerações dos jogadores em dia. Os cartolas apontam problemas de fluxo de caixa que, de acordo com eles, serão sanados no segundo semestre. 

Internamente, o discurso da direção corintiana é de que a dívida com o JMalucelli está contabilizada no balanço de 2019, mas em seu valor principal: cerca de R$ 7 milhões, na versão dos cartolas. Juros que fazem parte de um acordo de parcelamento não teriam entrado conta sob o argumento de que não seriam pagos em 2019.

Também nos bastidores, a direção corintiana afirma ter ter acertado em um novo acordo valor inferior aos 23 milhões pedidos inicialmente pelo JMalucelli.

 

Gestor do Botafogo-SP estuda ir ao TJD contra volta do Paulista no dia 22

Leia o post original por Perrone

Contrário à volta do Campeonato Paulista no próximo dia 22, Adalberto Baptista, presidente do Conselho de Administração da Botafogo S/A, gestora do tricolor de Ribeirão Preto, disse em entrevista ao blog que estuda ir à Justiça Desportiva (TJD, no caso), para conseguir adiar o retorno. Ele defende a retomada em 1° de agosto.

“Eu tenho que defender a instituição. Não posso fazer com que uma ilegalidade gere prejuízo para a instituição. Então a gente vai fazer as avaliações jurídicas, de riscos, de perdas, de ganhos. Agora, eu acho que temos que tentar ter pelo menos mais tempo para treinar para que nossos jogadores tenham condições mínimas para atuar.  Ninguém quer que cancele campeonato, cancele rebaixamento. Queremos condições iguais para todos. Eu volto contra o Red Bull Bragantino, que voltou a treinar antes que todo mundo”, disse o dirigente.

Ele não descarta a chance de o Botafogo, que luta contra o rebaixamento, ir à Justiça comum, desde que sejam esgotadas as esferas desportivas. “Vamos analisar todas as possibilidades para defender o Botafogo, todas as possíveis e viáveis, cumprindo os ritos que forem necessários. Não sou especialista em direito,mas vamos buscar nossos direitos”, afirmou Baptista.

O dirigente alega que o plano inicial do governo do Estado era a volta em 1° de agosto e que houve um atropelo. Assim, precisa de tempo para colocar seus jogadores mínimante em forma.

Outro entrave apontado por ele é o momento grave da pandemia em Ribeirão Preto. O dirigente considera o retorno precipitado por conta da situação sanitária no estado. “Todos os dias falam em decretar lockdown na cidade. Se decretarem, como vamos treinar? O campeonato vai votar quando tem mais gente morrendo (por conta da covid-19)  do que quando parou”, declarou.

Baptista também é contra a Federação Paulista permitir a inscrição de novos jogadores já que elas estavam encerradas. Porém, ele vê com simpatia a ideia aventada de todos os jogos serem realizados na capital. O dirige te terá u.a reunião nesta sexta na prefeitura para discutir o tema.