Por prevenção e economia, times compartilham logística de voo fretado

Leia o post original por Perrone

A pandemia de covid-19 aumentou a importância de se locomover por meio de voos fretados para os times brasileiros. Porém, o alto custo para fretar um avião é obstáculo.

Para tentar driblar o problema,  ao menos parte das agremiações que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro busca compartilhar a logística das viagens. A ideia é aproveitar uma aeronave para dois times que farão bate e volta nas mesmas cidades, invertendo os locais de saída e chegada.

O São Paulo faria essa operação com o Atlético-GO, que acabou tendo o seu jogo na primeira rodada adiado porque o Corinthians chegou à final do Paulista.

A aeronave levaria no sábado (8) os são-paulinos para Goiânia a fim de enfrentarem o Goiás (o jogo não aconteceu por conta da demora na entrega de resultados positivos para covid-19 de jogadores do Goiás).

Depois de o São Paulo desembarcar, o avião seria higienizado para o embarque do Atlético-GO rumo à capital paulista. Quando terminasse o jogo com o Corinthians, a aeronave levaria o Atlético para casa e buscaria o São Paulo. O clube do Morumbi gastaria a metade do que acabou gastando para viajar em voo fretado para Goiânia.

As informações são trocadas num grupo de aplicativo de mensagens que tem como integrantes supervisores dos times. Além de tratarem sobre os voos, eles se ajudam em relação a outros temas ligados ao protocolo de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus.

Apesar de participar do grupo que troca informações e apoio logístico, o Red Bull Bragantino se antecipou e já fretou voo para as 15 partidas que tem fora de São Paulo no Brasileirão. A saída será sempre de Campinas.

A decisão foi tomada pela direção pensando em diminuir os riscos de contaminação dos jogadores, pois eles são testados constantemente e não dividirão aeronave com quem não enfrenta a mesma rotina.

A avaliação do clube, conforme apurou o blog, é que, além de protegerem a saúde de seus funcionários, os fretamentos evitam o risco de a agremiação ficar com atletas parados por pelo menos duas semanas, em caso de contaminação, enquanto continuam recebendo salários.

O Atlético-MG também planeja viajar em avião fretado sempre que jogar fora de casa no Brasileiro por considerar a medida mais segura em termos de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus.

Pensando nisso, o Galo dá preferência a aeroportos com menor trânsito de passageiros, como o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, em São Roque. O local é privado e fica a aproximadamente 70 quilômetros do centro da capital paulista.

O Corinthians é outro com entendimento de que fretar voos é uma medida necessária para preservar a saúde de seus profissionais. Pelo menos as viagens para os dois primeiros jogos fora de casa, contra Atlético-MG e Grêmio, serão em aviōes só para os alvinegros. Ainda não há uma definição sobre as demais partidas, segundo a assessoria de imprensa corintiana.

O Flamengo pretende fazer todas as viagens em aviões reservados só para sua delegação. No entanto, o clube anão relaciona a medida à pandemia. O assunto é tratado como aprimoramento de um esquema que funcionou em 2019, quando cerca de 80% das viagens foram em voos fretados. A direção entende que a redução do desgaste em relação às viagens em aeronaves abertas para outros passageiros compensa o investimento.

De acordo com um dos dirigentes ouvidos pelo blog, a CBF disponibiliza uma quantia para a compra de 23 passagens por jogo para cada time da Série A como visitante, mas o valor pode ser usado para pagar parte do fretamento. São Paulo e Atlético-MG já fizeram isso.

Mesmo assim, alguns clubes já concluíram que o fretamento é inviável para eles. “Não, não temos dinheiro para pagar a conta de voos fretados”, afirmou ao blog Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, ao ser questionado se iria aderir aos fretamentos.

Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, também disse que fretar aeronaves não cabe no bolso de seu clube. “Pra gente é mais caro ainda porque o avião não sai daqui. Ele sai de algum lugar para vir até aqui. Então tem que pagar essa gasolina de onde ele vem pra cá, aí fica meio inviável”, declarou Paz.

Por sua vez, conforme apurou o blog, o São Paulo calcula que se não tivesse optado pelo fretamento teria desembolsado praticamente a mesma quantia referente ao avião com mais uma diária de hotel e refeição para o time todo em Goiânia. O clube vai decidir o que fazer a cada rodada do campeonato avaliando o custo.

Entre as informações que os suprevisores compartilham estão dados sobre hotéis que facilitam a adoção das medidas de prevenção.

Já que é seguro, Feldman e Caboclo topariam viajar com times no Brasileiro?

Leia o post original por Perrone

O mais importante é que nenhuma vida de atleta foi colocada em risco”. A frase traiçoeira foi dita ao UOL Esporte por Walter Feldman, secretario-geral da CBF a respeito do protocolo contra a Covid-19 elaborado pela entidade. Isso apesar de nas séries A, B e C jogadores conviverem  com companheiros contaminados por conta de atrasos nas entregas dos testes.

Pelo Brasileirão, Goiás x São Paulo foi adiado depois de o time da casa saber que 10 de seus atletas têm covid-19 e acionar o STJD para a partida não acontecer neste domingo (9).

Apesar de toda essa perigosa lambança, Feldman disse que “o balanço é positivo. Tivemos sucessos em todas as outras operações”.

Diante da segurança das palavras de Feldman, uma pergunta é inevitável: o secretário-geral da CBF e seu presidente, Rogério Caboclo, topariam viajar e se concentrar com um time das três divisões do Campeonato Brasileiro a cada rodada?

Pensar nessa pergunta talvez ajudasse a dupla a enxergar como a confederação está sendo arrogante e alienada. Tal postura expôs jogadores a riscos desnecessários.  Confederação e clubes subestimaram a  pandemia.

Incrível terem feito isso depois de o novo coronavírus já ter mostrado ao mundo do que é capaz.

Ao contrário dos chineses, primeiros a enfrentar o problema, os cartolas brasileiros não estão pisando num solo totalmente desconhecido, apesar das inúmeras perguntas ainda sem resposta na pandemia.

Dava para desconfiar que laboratórios em locais mais sobrecarregados tivessem dificuldade para entregar os exames. Se a testagem em massa é um gargalo no Brasil desde o começo da pandemia, porque não seria para o futebol? Não seria mais humano deixar esses testes pra quem divide um cômodo com vários parentes e não tem como se proteger?

Não é egoísmo inventar testes periódicos para times de três divisões enquanto o país ainda não se livrou da macabra marca de mais de mil óbitos por covid-19 registrados por dia?

O confiante Feldman diz que “não há risco zero”. Nesse caso há, sim. Se não houver campeonato e nem treino, não tem como jogador se contaminar no exercício da profissão.

Forçar a volta do futebol antes de uma melhora média radical da situação no país é pensar que podemos controlar o vírus quando quisermos. As incontáveis mortes pelo mundo mostram dolorosamente que não funciona assim.

Não bastasse a arrogância de desafiar o vírus, os cartolas responsáveis pela volta do Brasileirão não tiveram nem a humildade de tentar aprender com a NBA. Num país que lidou mal com a doença como o nosso, a liga norte-americana de basquete enxergou o óbvio: não dá pra ficar colocando jogador em aeroporto com um vírus tão severo à solta.

Os responsáveis por um dos campeonatos mais famosos do mundo entre todas as modalidades se adaptaram, adotaram novo formato com  sede única na tentativa de diminuir os riscos.

Pessoalmente, também acredito que a NBA ainda não deveria ter voltado, e que sua bolha não é infalível, mas pelo menos houve um reconhecimento de que era preciso mudar.

No futebol brasileiro prevalece o “temos que entregar todos os jogos para a TV, senão ficamos sem parte do dinheiro”.

Preferiram colocar a saúde de atletas e demais profissionais em risco e passar vergonha a ter bom senso e enfrentar efeitos financeiros mais agudos da pandemia. A primeira rodada do Brasileiro deixou isso claro.

Porém, pelas palavras de Feldman, não teremos uma mudança radical em nome  da saúde. Pelo jeito, ele aposta numa velha máxima da cartolagem: “vamos acertando as coisas com o tempo. Quando os gols começarem a sair, esquecem os problemas”.

 

 

 

Atlético MG do Sampaoli será muito forte no Brasileirão .

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O técnico Jorge Sampaoli com o Atlético MG venceu o Flamengo no Maracanã . Evidente que o Mengão irá sofrer muito sem o português Jorge Jesus . No segundo tempo do jogo deste domingo Sampaoli deu um banho tático no recém chegado técnico do Flamengo . Vejo um galo mineiro com excelentes possibilidades no campeonato também . Domenec vai precisar conhecer bem as características dos jogadores do…

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Goiás estreia no Brasileirão com Tapetão

Leia o post original por Fernando Sampaio

O adiamento de Goiás x São Paulo mostrou logo na primeira rodada que o campeonato será uma bagunça. A tendência é o Brasileirão ser decidido no Tapetão. Pela Série C, o Vila Nova teve atleta testado positivo na terça-feira e mesmo assim viajou e jogou em Manaus. Depois, ficou sabendo que viajou com um atleta contaminado. O clube não sabia, a confusão aconteceu na coleta das amostras. Pela Série A…

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Opinião: Brasileirão ajuda país a fingir que pandemia está controlada

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É emblemático que o Brasileirão tenha começado no sábado (8) em que o país atingiu a marca, já superada, de 100 mil mortes oficiais por covid-19.

O número mostra o óbvio: a pandemia não está controlada, por mais que o presidente da República menospreze o potencial letal da doença. E por mais que os governos estaduais relaxem medidas de distânciamento social.

Lembra lá no começo quando Jair Bolsonaro dizia que o país não podia parar e que o futebol ajudaria a melhorar o ânimo das pessoas?

Então, a melhora emocional por meio do futebol projetada pelo presidente só pode ser alcançada com desvio de atenção. No lugar de nos voltarmos para os números da covid-19, olhamos os do Brasileirão e dos Estaduais.

Enquanto mais de 100 mil famílias choram as mortes de seus entes queridos, tratamos como drama uma disputa de pênaltis em final de Estadual.

Assim, mais uma, vez o futebol cumpre seu ridículo papel de ser o circo de um povo sob ameaça.

A sociedade não poderia desviar sua atenção da pandemia. Seja para se proteger ou para cobrar os governantes a respeito de como lidam com a saúde pública.

Em vez das entrevistas coletivas diárias de membros do Ministério da Saúde, que tanto incomodavam Bolsonaro, agora assistimos a mesas redondas e, a partir deste domingo, os gols da rodada do Brasileirão.

Enquanto isso,  pessoas morrem de covid-19. Dinheiro que veria ser usado para tratar doentes é desviado. Porém, provavelmente, teremos mais cobrança em técnicos que não arrumam o time, em goleiros frangueiros ou em atacantes de pé torto do que em gestores corruptos.

Jogadores e comissões técnicas farão testes aos montes, enquanto falta testagem para a população em geral.

Apesar dos testes, atletas e demais envolvidos nas partidas são expostos desnecessariamente ao risco de se contaminar.

E quem os assiste jogando muitas vezes acha que está tudo bem e relaxa nas medidas de prevenção. É só ver quantas pessoas que você conhece que se reuniram pra assistir às finais dos Estaduais fazendo churrasco ou simplesmente se juntando para torcer. E sem máscara e se abraçando para comemorar.

Não sabemos mais de cabeça como anda o fornecimento de equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde e quais os locais em situação mais grave.

Porém, sabemos quem treina qual time, quais são as promessas do Brasileiro e os favoritos da competição. É uma trágica inversão de prioridades simbolizada pela imagem postada por Bolsonaro parabenizando o Palmeiras pela conquista do Estadual no dia em que o Brasil chegou aos 100 mil mortos oficiais.

Com todo respeito ao merecido título alviverde, o presidente tinha a obrigação estar concentrado no combate da pandemia.

Ele deveria ter desconfiado de que publicar uma imagem que soa como  comemoração num dia tão trágico poderia ser interpretado como desrespeito às famílias dos mortos. Definitivamente, não é hora de futebol.

Palmeiras campeão . Venceu o melhor!

Leia o post original por Nilson Cesar

Tecnicamente foi um jogo de pouca qualidade . Isso é uma verdade . O que não faltou nesse segundo jogo decisivo do Paulistão , foi emoção . O Corinthians empatou aos 50 minutos do segundo tempo e levou para os pênaltis a decisão . Nos pênaltis deu Palmeiras . 4 x 3. Está surgindo no Palmeiras um garoto de muito talento . Patrick de Paula. Bateu o último pênalti como um gigante . Jogou a bola na…

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Verdão quebra jejum no Paulistão

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Foi uma final histórica. Não pela parte técnica mas pelo roteiro dos minutos finais da decisão. Na primeira partida faltou emoção no Itaquerão. Em compensação, na Arena do Palestra tivemos teste para cardíacos. O primeiro tempo foi equilibrado com uma chance clara de gol para cada lado. O segundo começou animado graças ao gol de Luiz Adriano. Nos acréscimos, quando tudo parecia decidido…

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O que falta para Ronaldinho poder deixar prisão em hotel e voltar ao Brasil

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Após o Ministério Público do Paraguai pedir que Ronaldinho Gaúcho e Assis fiquem em liberdade condicional no Brasil, a defesa dos irmãos entrou em compasso de espera.

Os advogados da dupla, que está em prisão domiciliar em um hotel em Assunção, espera que a Justiça local marque uma audiência para decidir se homologa o pedido do MP. Não há uma data marcada. Porém, existe a possibilidade de a sessão acontecer na próxima semana.

“O juiz homologando, estarão liberados (para voltar ao Brasil). Espero que não haja burocracia”, afirmou ao blog Sérgio Queiroz, advogado dos ex-jogadores. No final do post, leia a entrevista completa com o defensor. Ele considera que seus clientes ficaram presos injustamente no Paraguai desde março.

A possibilidade de a Justiça não aceitar a posição do Ministério Público é considerada remota pela defesa de Ronaldinho.

Apesar de Queiroz esperar a liberação rápida dos dois em caso de homologação, os promotores ressaltaram em sua decisão que é preciso haver cooperação da Justiça brasileira para que a medida sugerida funcione.

A proposta é para que ocorra a suspensão condicional do processo por um ano para Ronaldinho e por dois anos no caso de Assis. O ex-jogador do Barcelona pagaria multa de US$ 90 mil por danos sociais. Seu irmão teria que desembolsar US$ 110 mil.

Durante o período estipulado para cada um, eles teriam que se apresentar à Justiça brasileira trimestralmente. Se tudo for cumprido, ambos se livram do processo no final do prazo.

As condições estipuladas para Assis são mais duras porque os promotores entendem que a perícia em seu celular mostrou que ele sabia que os documentos paraguaios usados pelos dois para entrar no país tinham conteúdo falso. Isso antes mesmo de chegar ao país. Eles afirmam que não ficou comprovado que Ronaldinho participou da confecção dos passaportes e cédulas de identidades com conteúdo falso.

No momento, ambos aguardam a marcação da audiência no hotel em que cumprem prisão domiciliar em Assunção.

O juiz, vai decidir se convoca os ex-jogadores para a audiência ou apenas seus representantes no processo.

Abaixo, leia a entrevista com Sérgio Queiroz, advogado brasileiro de Ronaldinho e Assis, presos após entrarem no Paraguai em março com documentos paraguaios falsos.

Acredita que a posição do MP é justa com seus clientes?

Trata-se do mesmo posicionamento do dia 06/03. O juiz havia reconhecido que a utilização do passaporte com conteúdo adulterado não foi dolosa. De que não havia prévia ciência da mácula no documento público.

Portanto, aquela medida cautelar, que revogou a liberação dos defendidos, em sede de plantão, para investigar supostos outros crimes, se mostrou abusiva, arbitrária e ilegal. Justiça tardia nunca é a melhor justiça. A presunção de inocência não foi respeitada.

Importante destacar que eles ficaram presos por um suposto crime (lavagem de dinheiro), o qual, ao final, não foi comprovado. Aliás, nunca houve sequer indício de tal crime.

A utilização do passaporte sempre foi incontroversa.  Ou seja  ficaram presos injustamente. (Nota do blog: os promotores usaram como um dos argumentos para manter os brasileiros presos a necessidade de investigar se eles cometeram outros crimes. Lavagem de dinheiro era uma suspeita. Nada foi provado).

Qual a sensação de ver a volta dos dois ao Brasil tão próxima depois de tanto tempo?

O processo ainda não finalizou. Vamos aguardar a audiência com o magistrado.

O que foi mais difícil nesse período?

Vamos aguardar o desfecho do processo para fazermos um balanço. Mas, é certo que a privação ilegal da liberdade é um dano sem precedentes.

Pensa em recorrer para tentar a absolvição sem a liberdade condicional?

Passo a passo. Durante todo o processo sustentamos que não houve má-fé. Vamos aguardar que a audiência seja aprazada. A utilização do passaporte é incontroversa. Portanto, não é caso de absolvição direta. Como não houve dolo, não houve má-fé, o instituto é a suspensão, com posterior decretação de absolvição.

MP do Paraguai abre caminho para Ronaldinho pagar multa e voltar ao Brasil

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O Ministério Público do Paraguai concluiu sua apuração a respeito da denúncia contra Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, pelo porte e uso de documentos paraguaios falsos.

Os promotores indicam que Ronaldinho cometeu um crime que tem pena prevista de dois anos de prisão. Mas consideram que como o ex-jogador não tem antecedentes criminais e não foi provada sua participação direta na produção dos passaportes falsos, ele tem direito ao benefício da suspensão condicional do processo por um ano.

Para isso ele terá que cumprir obrigações como pagar multa de US$ 90 mil por dano social, indicar residência fixa e se apresentar trimestralmente à Justiça brasileira. O procedimento é equivalente à liberdade condicional.

Se tudo for cumprido por Ronaldinho, ele se livra do processo ao final do prazo de um ano.

Antes , porém, um juiz paraguaio precisa homologar o pedido do MP. Existe a possibilidade de o magistrado ser contrário, mas a chance é considerada remota pela defesa do brasileiro.

No caso de Assis o período de suspensão condicional do processo seria de dois anos com multa de US$ 110 mil.

As condições são mais duras porque o MP entende ter ficado provado após perícia em telefones celulares que, antes de chegar ao Paraguai, Assis sabia que seriam confeccionados documentos falsos para ele e seu irmão. Sua defesa, no entanto, diz que Assis acreditava que os passaportes e cédulas de identidade eram autênticas.

Os promotores afirmam que o crime cometido pelo irmão de Ronaldinho tem previsão de até cinco anos de prisão, mas entendem que sua liberdade condicionada a regras não coloca a sociedade em risco.

“Foi reconhecido pelo Ministério Público que inexiste crime de natureza financeira ou corretado em relação ao Ronaldo e ao Roberto. Após cinco longos meses, restou demonstrado exatamente o que se defendeu desde início: a utilização de documentos públicos adulterados sem o conhecimento dos defendidos”, disse Sérgio Queiroz, advogado dos brasileiros.

O MP manteve ambos presos no Paraguai sob o argumento de que era necessário identificar se eles cometeram outros crimes, além do uso dos documentos falsificados. Nada foi encontrado durante as investigações.

“Resumindo: o processo ficará suspenso. Será fixado um prazo. Após, é declarada a absolvição do Ronaldo. Na verdade, tudo que aconteceu no dia 6 de março está acontecendo agora. Utilizou  documento adulterado, sem saber que estava adulterado. Não houve má-fé”, completou Queiroz.

Ele se referiu à primeira decisão que dava à dupla o benefício de retornar ao Brasil apenas pagando indenização por não ter antecedentes criminais. Os dois foram presos em março e ficaram parte do período em um quartel usado também como prisão.

Os irmãos aguardam a posição da Justiça no hotel em Assunção no qual cumprem prisão domiciliar.

 

Gastos com demissão de Jesualdo viram munição contra Peres no Santos

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A demissão de Jesualdo Ferreira virou munição para ao menos parte dos conselheiros que defendem o rápido afastamento de José Carlos Peres da presidência do Santos após a reprovação das contas de 2019.

De acordo com membros do Conselho Deliberativo, o clube vai gastar com a rescisão contratual do treinador e seus assistentes cerca de R$ 7,3 milhões. Só a multa referente ao contrato do português é de R$ 5 milhões.

O argumento é de que a demissão de Jesualdo mostra que, se não for afastado logo, Peres irá agravar ainda mais a situação financeira do clube. Salários atrasam com frequência e clubes credores cobram dívidas do alvinegro litorâneo na Fifa.

Quem defende essa tese diz que o correto seria dar mais tempo para Jesualdo. Se o time não rendesse, seria possível gastar menos com a demissão já que o valor da multa ficaria menor no decorrer do contrato.

Porém, prevaleceu no Comitê de Gestão o pensamento de que o clube correria o risco de se complicar no Brasileirão caso não demitisse o português antes de a competição começar. Essa ideia também era defendida por parte dos conselheiros.

A reprovação das contas pelo Conselho Deliberativo, consumada na última segunda (5), abre caminho estatutário para um processo de afastamento do presidente em sintonia com o Profut, programa que refinanciou dívidas fiscais dos clubes.

Nesse momento, a Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), responsável por analisar o caso e indicar ao conselho eventuais punições a Peres, é cobrada para agir com rapidez, sem atropelar os prazos para a defesa do dirigente.

O presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, também é pressionado para dar celeridade ao processo.

Os que têm mais pressa esperam que ainda em agosto a CIS apresente seu relatório. Ele acreditam num pedido de abertura do processo e do afastamento temporário do cartola enquanto ele se defende.

Os números dos gastos provocados pela saída Jesualdo são martelados para pedir  uma definição rápida, antes que a dívida do Santos aumente ainda mais graças a outras atitudes do presidente.

O eventual afastamento de Peres, se aprovado pelo conselho, teria que passar também pelo crivo dos sócios. Na versão considerada rápida, o processo terminaria só em novembro. As regras de flexibilização de distanciamento social por conta da pandemia de covid-19 podem gerar contratempos. Porém, no cenário planejado pelos principais críticos do presidente, ele ficaria suspenso durante todo esse período.

Indagado sobre os gastos com a demissão de Jesualdo serem usados por conselheiros para pedir seu afastamento de maneira rápida, Peres não respondeu até a conclusão deste post. Ele também não comentou os valores.

O dirigente diz que não cometeu irregularidades e contesta a rejeição de suas contas.