Opinião: saída de Neymar do PSG seria saudável para jogador e clube

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As recentes trocas de farpas entre Neymar e a comissão técnica do PSG indicam que a relação entre ambos está com prazo de validade vencido.

Os dois lados não se incomodam mais em manter as aparências e em evitar danos maiores.

Quando Thomas Tuchel não gostou de ver o jogador marcando sua festa de aniversário com a presença de companheiros de time, perto de um jogo de equipe, teria sido mais produtivo para o PSG debater o tema apenas internamente.

O mesmo vale para as queixas de Neymar sobre ter sido poupado pela comissão técnica antes da derrota contra o Borussia Dortmund pela Champions League, por 2 a 1. Hoje em dia, até um juvenil sabe que o mais prudente nesses casos é lavar a roupa suja em casa.

Porém, nas duas situações, técnico e jogador não se importaram com a turbulência que suas declarações poderiam causar. Agiram como aquele casal que não espera chegar em casa para discutir. Briga em meio ao almoço de família na frente de todos os parentes. De certa forma, já preparam os familiares para a possível notícia de uma separação.

Essa é a sensação que tenho em relação ao casamento entre Neymar e PSG: ele parece estar no fim.

No ponto em que a relação chegou o divórcio pinta mesmo como a melhor solução para todos.

Chega a fazer mal para a saúde quando um trabalhador exerce suas funções insatisfeito com as decisões de seus chefes. A recíproca é verdadeira.

Assim, será mais saudável para o brasileiro se ele deixar o clube parisiense num futuro próximo.

Por sua vez, o PSG ficaria livre dessa relação tóxica e do ambiente carregado que ela provoca. Isso apesar de Neymar estar fazendo una temporada muito boa. Com o dinheiro que pode entrar numa eventual venda, é possível contratar alguém para ter desempenho semelhante, mas num  ambiente pacífico.

Apesar de irritação com FPF, São Paulo está longe de romper com entidade

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Apesar da irritação de dirigentes do São Paulo com a Federação Paulista por conta de recentes erros de arbitragem contra o time, o clube está longe de romper com a entidade, como fez o Palmeiras em 2018.

Isso principalmente porque os cartolas tricolores entendem que a FPF recebeu suas críticas de maneira respeitosa e num clima propício ao diálogo. Nos bastidores do Morumbi o discurso é de que os dirigentes da entidade admitiram os erros contra a equipe e que prometeram tomar providências.

Do lado da federação há  um sentimento de compreensão com as queixas do clube. Mauro Silva, um dos vices da casa, conversou com jogadores, como Tiago Volpi, e agradeceu pelo comportamento deles diante dos erros de arbitragem no empate com o Novorizontino. Isso porque crê que eles tiveram calma para evitar uma rebelião de maiores proporções em campo.

Na ocasião a FPF admitiu que dois gols tricolores foram anulados incorretamente e que a equipe sofreu com a não marcação de dois pênaltis a seu favor.

Como mostrou a coluna De Primeira, o São Paulo montou uma ofensiva para cobrar a FPF. Foram pelo menos três ligações com cobranças feitas entre sábado, dia do jogo contra o Corinthians em que o clube reclamou da não marcação de um pênalti que teria ocorrido a seu favor, e a última segunda.

O presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, telefonou para Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da federação, que estava na Itália.

Os dirigentes remunerados  Raí e Alexandre Pássaro ligaram para Mauro Silva. Nos telefonemas, os cartolas do São Paulo repetiram críticas que foram feitas em público por Lugano e Raí.

Em entrevista coletiva depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí chegou a dizer que seu clube tem sido roubado em jogos em casa e que isso não pode acontecer.

Apesar da forte cobrança, nenhuma das conversas descambou para o bate-boca, o que sustenta a tese de que um atrito maior está descartado neste momento.

Leco não se pronunciou publicamente sobre o tema. Mas gente que conversou recentemente com o dirigente tricolor o descreve como muito irritado com a Federação Paulista, porém, sem citar a possibilidade de rompimento.

Opinião: São Paulo acerta ao fazer campanha para defender trabalho de Diniz

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O São Paulo está em campanha pública para defender o estilo de jogo implantado por Fernando Diniz. Trata-se de comprar uma boa briga já que parte significativa da torcida contesta o treinador.

A crítica geralmente bate na tecla de que não adianta jogar bem. É preciso obter melhores resultados, taças.

Na opinião deste blogueiro, o clube está certo  em se esforçar para defender o técnico. O trabalho da diretoria é criar condições para que a comissão técnica supere dificuldades. Convencer o torcedor de que vale à pena continuar com o projeto é parte dessa função.

Prova de que a direção do São Paulo não se limita a “prestigiar” Diniz  é uma postagem feita no perfil oficial da agremiação no Twitter na última segunda-feira (17).

O texto é praticamente uma carta aberta ao torcedor tricolor com o objetivo de convencê-lo de que a manutenção de Diniz é o melhor caminho.

Diz a postagem: “Construir e ter prazer em jogar futebol. O que se treina é o que se joga. O time que cria mais e oferece menos chances é o time que está mais perto de ganhar. É a probabilidade, e vamos ficar com ela. Perseverança e persistência”.

 A mensagem é acompanhada vídeo com lances em que o São Paulo troca passes desde o seu campo de defesa até chegar à área corintiana no clássico do último sábado, no Morumbi.

As jogadas mostram paciência dos atletas para encontrar espaços e sugerem um treinamento bem feito.

O clube poderia ainda ter acrescentado dados estatísticos para reforçar a tese de que não se trata de uma edição de imagens com o objetivo de criar falsa realidade.

De acordo com o site especializado em estatísticas “Footstats”, o time comandado por Diniz fica, em média, com a posse de bola durante 61% de uma partida do Paulista. É a melhor marca do Estadual.

Empatado com o Corinthians, o São Paulo tem também o mais alto índice médio de acertos de passe: 93,2%.

A equipe tricolor é a que mais finalizações fez até agora no Paulista. Foram 116. Segundo colocado nesse ranking, o Palmeiras acumula 104 arremates. O índice médio de acerto de conclusões são-paulino é apenas o 6º melhor da competição (38,8%). Mesmo assim, o time do Morumbi é o que mais acerta finalizações por jogo em média. São 7,5 arremates certos por partida.

Os torcedores mais incomodados com Diniz, porém, vão me mandar enfiar toda essa numeralha no bolso. Dirão que ela de nada adianta se não for acompanhada de vitórias e títulos. E o último caneco relevante levantado pelo tricolor foi o da copa sul-americana, em 2012.

Já que o São Paulo vai bem em estatísticas importantes e o clube tem até um vídeo para defender o estilo de jogo do time, o torcedor que critica Diniz está errado? Claro que não. Só quem nunca se desesperou com seu time pode condenar um fã irritado, desde que pacífico.

Quem não pode entrar nessa é a diretoria. Pelo menos publicamente, a do São Paulo tem feito isso bem com Diniz, apesar do seu histórico de moer treinadores.

A divisão de papéis no futebol é simples e clara. A torcida pode agir mais com a emoção do que com a razão. Por sua vez dirigentes deveriam ser, nesse aspecto, frios, calculistas e profissionais, o que raramente se vê no futebol brasileiro.

Por enquanto, a direção do São Paulo age bem ao não se limitar a fazer uma defesa protocolar de Diniz.Vamos ver se isso não muda de repente.

 

Wild vence partida mais longa do Rio Open

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Thiago Wild, número 206 do mundo, alcançou uma vitória histórica nesta segunda-feira no Rio Open, maior torneio da América do Sul, evento ATP 500 jogado no Jockey Club do Rio de Janeiro. Wild derrotou o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, 90º colocado, por 2 sets a 1 com parciais de 5/7 7/6 (7/3) 7/5 após 3h49min de duração. A partida bateu o recorde anterior do torneio de 3h19min do evento que…

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FPF assina acordo com entidade de combate à corrupção no esporte

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Na última segunda (17), a Federação Paulista de Futebol assinou acordo de cooperação com a SIGA (sigla em inglês para Aliança Global de Integridade Esportiva). A nova parceira da FPF é uma entidade internacional que desenvolve ações voltadas, principalmente, para boas práticas de gestão, fair-play  financeiro e combate à corrupção.

 Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da federação, assinou o acordo pela entidade em Roma, na Itália.

A SIGA vai ajudar a FPF a estudar mudanças em seu estatuto e regulamentos visando o combate à corrupção no futebol dentro de sua jurisdição.

Haverá ações para promover governança e compliance, como reuniões, intercâmbio de informações e eventos. As atividades vão envolver os clubes paulistas.

No dia 22 de agosto deste ano deve acontecer um seminário da SIGA em São Paulo.

Por conta da concretização do acordo, o presidente da FPF se ausentou da entidade no auge das críticas do São Paulo contra a arbitragem no Estadual. A viagem já estava programada antes de a crise ocorrer.

De olho em patrocinadores, ajuste em estatuto corintiano visa transparência

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Na última quinta-feira, além de aprovar seu orçamento ajustado para 2020, o Conselho Deliberativo do Corinthians autorizou a instalação de comissão para estudar uma reforma estatutária.

Entre os principais objetivos da equipe que prepara as mudanças está estabelecer novas regras de transparência com intuito de adequar as regras na agremiação à atual legislação e tentar atrair patrocinadores importantes.

A avaliação do grupo é de que o estatuto está defasado em relação a algumas leis referentes aos clubes.

Também existe o entendimento de que o Corinthians não está em sintonia com as regras de compliance exigidas por grandes empresas que querem associar suas marcas a times de futebol. A suspeita é de que isso pode estar afastando eventuais patrocinadores.

Uma das ideias é estabelecer regras claras para a diretoria manter atualizados no site oficial os gastos com o departamento de futebol e da maneira mais detalhada possível.

Outra sugestão é criar regras de compliance para todas as operações feitas pela instituição.

Antes mesmo de ser formalizada, a comissão acredita que foi vítima de informações falsas nas alamedas do Parque São Jorge. Isso porque alguns conselheiros diziam que uma das intenções era alterar o estatuto para permitir que o clube pudesse se transformar em empresa e vender  ações.

Porém, membros do grupo que estuda o assunto dizem que isso nunca esteve em pauta. Segundo eles, o que será discutida é uma mudança no artigo que permite ao Corinthians constituir sociedade empresarial, podendo ter parceiros para explorar suas atividades.

O argumento é de que as regras atuais possibilitam que um sócio tenha o controle acionário de uma eventual nova empresa, por isso deve ser sugerido que tal constituição só possa ser feita se o alvinegro tiver participação majoritária.

A comissão será presidida por Antônio Goulart dos Reis, presidente do conselho, e terá como relator o promotor de Justiça José Carlos Blat, integrante do órgão corintiano.

A equipe vai debater  internamente as ideias, fará um relatório, apresentará o documento para o conselho deliberativo e, se ele for aprovado, será submetido aos sócios.

Parte dos conselheiros se queixa de que deveria ter ocorrido uma discussão maior para definir quem seriam os membros do grupo. Goulart escolheu os nomes primeiramente e os submeteu ao conselho, que deu seu aval.

São Paulo precisa ser mais inteligente para combater erros de arbitragem

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O São Paulo já foi muito prejudicado pela arbitragem neste Campeonato Paulista. Na opinião deste blogueiro, isso aconteceu de novo em pênalti de Camacho em Igor Gomes não marcado no empate com o Corinthians no último sábado (15). Porém, a diretoria tricolor não reage ao problema da melhor forma.

Sobram barulho em intimidação, faltam inteligência e ações efetivas.

Entupir a entrada do vestiário de gente raivosa rosnando para equipe de arbitragem é uma das práticas mais mofadas e ineficientes do futebol.

Protestar e mostrar indignação diante de erros do juiz é necessário. Mas há limites. Fazer as contestações ainda no gramado é suficiente. 

Um ídolo do clube como Lugano cercar o árbitro no túnel de acesso ao vestiário, como se fosse um dirigente amador, é desgastante para a imagem dele e pouco eficaz. Parece mais medida para agradar a torcida do que para resolver o problema.

Esse tipo de comportamento deixa os juízes que vão apitar as próximas partidas da equipe extremamente pressionados. Em tese, um cara nervoso tende a errar mais. A história nos mostra, como acontece hoje com o próprio São Paulo, que nem sempre o erro vai ser a favor de quem pressiona.

O melhor para equipe do Morumbi é ter em seus jogos árbitros que, além de excelentes tecnicamente, tenham tranquilidade para trabalhar.

Nesse cenário é mais produtivo que a direção do São Paulo sente com os cartolas da federação cobre soluções e apresente sugestões para diminuir esses erros.

Pode ser cobrando determinados critérios para árbitros poderem ser escalados em jogos da primeira divisão do Estadual, sugerindo a contratação de juízes melhores que estejam atuando em outras praças ou pregando a implantação imediata do VAR, antes dos mata-matas.

Em sua entrevista depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí cobrou corretamente que a FPF apresente soluções. Como isso já deveria ter acontecido faz tempo, é hora de o São Paulo agir. Porém, mais com a cabeça, menos com a garganta. A situação é como abrir um vidro de palmito. É preciso mais jeito do que força.

Bilionário russo tem opções na Europa, se não avançar com Fortaleza

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O bilionário russo Ivan Savvids ainda não tem um plano b definido, caso o desejo de comprar o Fortaleza não se transforme em realidade.

O dono do clube grego PAOK tem também como opções equipes na Europa. O México é outro possível destino para dezenas de milhões de euros do investidor.

O estafe do magnata, no entanto, não informou ao blog os nomes das eventuais alternativas.

A chance de agremiação do Ceará ser substituída por outro time brasileiro, se as conversas não evoluírem, também não está descartada. Mas hoje não há outro nome de equipe brasileira definido.

Uma vantagem do tricolor cearense em relação a possíveis concorrentes europeus é o fato de Savvids ter interesse de investir no Brasil, especialmente no ramo do turismo. Ele já tem uma série de negócios na Europa. Recentemente fez um investimento milionário voltado para o turismo em Halkidiki, na Grécia. A região é conhecida por suas praias paradisíacas.

Porém, há pelo menos uma desvantagem para o Fortaleza ou outro clube brasileiro. Estudos preliminares feitos pelos profissionais que trabalham para o russo apontaram dificuldades burocráticas para investir em variadas áreas no Brasil.

Vale lembrar que a ideia de comprar o Fortaleza ainda está em estágio embrionário.

Neste momento a equipe do magnata estuda as opções para viabilizar a eventual operação com o tricolor cearense. Isso inclui questões legais no Brasil.

Como mostrou o blog, uma barreira importante é o fato de o bilionário não abrir mão, pelo menos por enquanto, de adquirir o clube.

Por sua vez, Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, entende que o caminho mais rápido e viável seria uma parceria ou um patrocínio. A venda depende de mudança estatutária e aprovação do Conselho Deliberativo, entre outros pontos.

Também como noticiou o blog, representantes de Savvids esperam vir ao Brasil no final deste mês para conversar com o presidente do Fortaleza e tentar se reunir com integrantes do governo brasileiro para debater outros investimentos.

Saiba como anda interesse de bilionário russo em comprar o Fortaleza

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Uma delegação representando o bilionário russo Ivan Savvids, dono do clube grego PAOK, planeja desembarcar no Brasil no final de fevereiro. Na pauta estarão investimentos no país, incluindo a possibilidade de uma oferta para comprar o Fortaleza.

A intenção é conversar com integrantes do governo brasileiro sobre investimentos, especialmente na área do turismo, e se encontrar com o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

O tricolor cearense já foi sondado. Apesar de o plano ainda ser embrionário, neste momento, pode ser considerado difícil.

Isso porque, inicialmente, Paz avalia ser mais interessante uma parceria.

 Por sua vez, Savvids entende que para investir numa agremiação é preciso que ele tenha o controle absoluto. Ou seja, o desejo é a aquisição.

“Não posso decidir sobre venda do clube. Isso teria que passar por mudança de estatuto no Conselho Deliberativo. O que seria mais viável e rápido seria patrocínio ou parceria”, disse o presidente do Fortaleza ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

O trâmite para a venda da agremiação, entre outros pontos, dependeria da aprovação do conselho, além da reforma estatutária.

O brasileiro Leonardo Cornacini, agente de jogadores e representante do PAOK, explica o interesse do bilionário e de seus filhos no Fortaleza.

“Eles encomendaram um estudo que apontou o Fortaleza como o time com mais potencial para se tornar autosustentável no Brasil”, afirmou Cornacini. Ele está escalado para vir ao Brasil com os russos e participar das conversas.

“A ideia é investir em outras áreas no país. O ideal é que isso avance para avançar o projeto de ter um clube. Ele [Savvidis] é apaixonado por futebol e entende que ter um time seria bom para os outros negócios. Mas não é só isso, A ideia é ter um clube satélite mesmo”, explicou Cornacini. 

Se não der certo com o Fortaleza, outra equipe pode ser procurada. Segundo o representante do PAOK, o time brasileiro receberia jogadores da “matriz” grega que teria interesse em levar jovens talentos revelados na “filial” brasileira. 

Savvids já foi deputado na Rússia e em 2018 chegou a ser banido dos estádios gregos por três anos. Ele foi acusado de invadir o gramado com uma arma na cintura durante jogo de seu time para protestar contra a arbitragem.

Apesar de seus erros, Tiago Nunes faz trabalho promissor no Corinthians

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Tiago Nunes cometeu erros que colaboraram para a eliminação do Corinthians ainda na fase de classificação para os grupos da Libertadores, na opinião deste blogueiro. Mesmo assim, mostrou um trabalho promissor.

O primeiro erro do treinador foi não assumir a equipe logo após sua contratação ser anunciada. Ele desperdiçou um tempo para conhecer os jogadores que fez falta no início de 2020.

Já segurando a prancheta alvinegra sua principal falha foi insistir com Sidcley. Ainda fora de forma, o lateral-esquerdo levou um baile no jogo de ida contra o Guaraní e teve participação importante no gol da vitória do adversário.

Parecia óbvia a entrada de Piton na lateral esquerda para a partida de volta por conta de seu desempenho superior ao do  titular, fato comprovado pelas estatísticas.

A presença de Sidcley no segundo jogo foi um problema mais pelo que Piton não teve chance de fazer fazer enquanto esteve no banco do que pelo que o titular fez até ser substituído.

O reserva poderia ter sido mais útil ao time, principalmente em termos ofensivos.

Depois do jogo, Nunes citou que precisou substituir Sidcley porque, com um jogador a menos por conta da expulsão de Pedrinho, o lateral ficou sobrecarregado e se desgastou demais.

Piton está em melhor forma física e técnica, em tese, teria se desgastado menos e produzido mais.

Outro vacilo,  foi demorar para colocar Janderson em campo. A partir da expulsão de Pedrinho, ele era a melhor opção para cavar um cartão vermelho paraguaio nas jogadas individuais. Foi o que acabou acontecendo no final do jogo.

Nunes também arriscou alto ao escalar Pedrinho, jogador com quem nunca tinha atuado e que vinha de uma competição desgastante com a seleção brasileira sub-23. Isso, porém, não teve nada a ver com a expulsão do jogador.

Na prática, a formação escolhida pelo treinador funcionou bem. Apesar da eliminação com vitória por 2 a 1 sobre o Guaraní, em Itaquera, o alvinegro mostrou estar num caminho que pode render muitos frutos.

A movimentação ofensiva, com Luan, Boselli e Love trocando de posições foi bonita de se ver e eficiente. Mostra o caminho que o treinador quer seguir.

A organização do Corinthians foi tanta que, mesmo com um a menos na maior parte do jogo, o time só levou o gol em lance de bola parada. E numa falta marcada contra Gil que gerou críticas ao árbitro não apenas por parte dos corintianos. Sálvio Spínola, comentarista do grupo Globo, por exemplo, cravou que não houve infração. O juiz Nestor Pitana ainda demonstrou falta de critérios ao advertir os jogadores. Os cartões saíam de seu bolso mais facilmente quando eram mostrados para os corintianos.

O trabalho bem feito pelo treinador em busca de uma equipe organizada fez com que o Corinthians mantivesse maior volume de jogo sem ficar exageradamente exposto aos contra-ataques, apesar da desvantagem numérica.

É preciso lembrar que Nunes está começando no clube. Estamos apenas no segundo mês do ano e ele promove uma mudança radical no estilo de jogo da equipe em relação aos últimos anos.

Irregularidade e uma dose de dificuldade por parte dos atletas para assimilar o esquema são naturais. Mas nesta quarta-feira os sinais foram positivos, apesar da queda.

Os corintianos começam a trocar passes objetivos e a procurar os espaços em campo com mais naturalidade. Isso vai ajudar os atletas a diminuírem os seus erros na tomada de decisão. Eles ainda são muitos.

A recomposição defensiva foi muito bem feita durante a vitória sobre o Guaraní, apesar das adversidades. Quando perdia a bola, o time, incluindo quem falhou, voltava rapidamente para defesa.

No ataque, além da movimentação constante, a equipe dificulta a marcação adversária abrindo o jogo pelas pontas. Essa amplitude não impede o Corinthians de agredir o rival também pelo meio da área numa alternância interessante.

Claro que não chegar à fase de grupos da Libertadores faz um estrago considerável financeiramente, esportivamente e para o torcedor nas redes sociais.

Mas há boas perspectivas pela frente. Não é o que os corintianos queriam, mas Nunes terá um calendário mais suave para aprimorar seu estilo de jogo. A tendência é de que ele monte um time forte e com capacidade para sustentar um sistema eficiente por mais de uma temporada.