Em meio à pandemia, defesa trabalha por volta de Marin assim que for solto

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Depois de conseguir que a Justiça americana alterasse a sentença de José Maria Marin considerando a pena cumprida, os advogados do ex-dirigente agora trabalham para viabilizar o desejo de seu cliente de retornar imediatamente ao Brasil assim que consiga deixar a prisão nos Estados Unidos.

Para isso, os advogados do ex-presidente da CBF e ex-governador de São Paulo terão que driblar os problemas de locomoção causados pelo avanço do novo coronavírus no mundo.

Marin tinha ainda nove meses de pena para cumprir por conta de condenação por prática de crimes de corrupção, acusação que sempre negou. Em 2018, ele havia sido sentenciado a quatro anos de prisão.

Os advogados do ex-presidente da CBF, de 87 anos, pediram a redução de sentença em função da idade avançada dele, alegaram que foi cumprido tempo suficiente e que com a pandemia seria um risco deixá-lo na prisão. Por conta da idade, o ex-cartola faz parte do grupo considerado de risco pelos médicos.

A defesa do dirigente espera que ele seja solto nos próximos dias, mas evita cravar uma data. Sem entrar em detalhes, Júlio Barbosa, um dos advogados de Marin, disse que ainda precisam ser finalizados procedimentos burocráticos para que seu cliente seja colocado em liberdade.

Agora, os defensores trabalham numa logística que permita Marin voltar o mais rapidamente possível para o Brasil. A pandemia provocou uma série de restrições e diminuição da oferta de voos praticamente no mundo inteiro. “Veremos tudo o que é necessário para mandar Marin de volta para casa”, afirmou Barbosa.

De acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), neste momento a previsão é de cerca de 15 voos semanais dos Estados Unidos para o Brasil. Uma alternativa para Marin seria fretar uma aeronave.

Vale lembrar que o ex-dirigente não pode retomar suas atividades no futebol porque foi banido pela Fifa.

Clubes podem cortar salários sem atletas concordarem? Advogados divergem

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O que acontece se jogadores não aceitarem eventuais reduções salariais impostas por seus clubes? Em busca dessa e de outras respostas sobre os efeitos da interrupção dos campeonatos por conta do avanço do novo coronavírus, o blog ouviu dois advogados com larga experiência na área.

Eduardo Carlezzo e João Henrique Chiminazzo têm entendimentos diferentes sobre a possibilidade de redução salarial. Abaixo, confira as respostas de ambos para as mesmas perguntas

 Blog do Perrone – Se os jogadores de um clube não aceitarem a redução salarial proposta pela direção, como fica a situação?

Eduardo Carlezzo – Entendo que a melhor via seria uma solução bilateral, com flexibilização de ambos os lados. Contudo, a realidade é que isto está cada vez mais distante e, sendo assim, o clube tem a opção, unilateral e prevista na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) de reduzir os salários em até 25% neste período de crise. Segundo o art. 503 da CLT, isto pode ser feito em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, o que é justamente o que estamos vivenciando. Nestas condições pode haver a redução geral dos salários dos empregados, proporcionalmente aos salários de cada um, não podendo ser superior a 25% (vinte e cinco por cento). Não tenho dúvidas de que essa força maior já foi configurada.

João Henrique Chiminazzo – Para haver a redução, as partes precisam chegar a um acordo. Não pode ser imposto pelo clube. Eu acho que esse artigo (503 da CLT) é inconstitucional.

Blog – Há margem para algum jogador contestar a redução na Justiça do Trabalho?

Carlezzo – O artigo da lei tem um texto bastante claro, de forma que havendo um caso de força maior, que é claramente o que estamos vivendo hoje, aliado ao prejuízo financeiro, que claramente os clubes estão sofrendo em razão da paralisação,  vejo como baixa a chance de êxito por parte dos atletas caso o assunto chegue ao judiciário.

Chiminazzo – Entendo que sim. Os jogadores têm boas chances de vencer na Justiça. A constituição diz que o salário é irredutível, e como a constituição é posterior à CLT e é uma “lei maior”, ela tem prevalência.

Blog – Os contratos podem ser prorrogados automaticamente para se adequarem às mudanças do calendário?

Carlezzo – Neste caso não há previsão legal. Deveria haver um entendimento geral que passe pela CBF para que isso ocorra, na hipótese de prorrogação das competições. A FIFA está neste momento estudando o assunto e suponho que irá se posicionar sobre o tema, já que não é simplesmente uma questão local, mas sim global.

Chiminazzo – Entendo que sim. Desde que seja mantido o pagamento integral dos salários.

Blog – E como fica, por exemplo, um jogador contratado só para o Estadual e que já tenha assinado pré-contrato com outro clube para o segundo semestre?

Carlezzo – Neste momento, estão valendo as disposições e prazos dos contratos assinados.

Chiminazzo – Eu acho que se ele comprovar a impossibilidade da prorrogação, por ter um pré contrato assinado, desde que não seja de ma-fé, acredito que a prorrogação não poderá ser exercida  Mas acho que vale o bom senso.

Blog – Tem algo mais que gostaria de esclarecer?

Carlezzo– É isso. Abordamos o principal e mais urgente.

Chiminazzo – O clube conceder férias agora acho viável e justo.

 

Como anda o “caso Ronaldinho Gaúcho”?

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Achou estranho que o caso  “Ronaldinho Gaúcho” desapareceu em meio ao noticiário sobre o avanço do novo coronavírus? Neste post, o blog atualiza a situação do ex-jogador do Barcelona e de seu irmão, Assis, que seguem presos no Paraguai por portarem e usarem documentos paraguaios falsos para entrar no país.

Com o endurecimento das regras de isolamento social no Paraguai, a Justiça local trabalha em regime de urgência. Isso limita os pedidos que os advogados dos brasileiros podem fazer na tentativa de apelar novamente contra as prisões preventivas de ambos.

Os defensores dos irmãos esperam receber uma notificação informando que foi concluída a perícia nos celulares deles.

O Ministério Público não estipulou um prazo para o trabalho ser finalizado. Porém, a defesa trabalha com no máximo 15 dias a partir de 17 de março, quando a perícia foi iniciada.

Procurado pelo blog, Osmar Legal, um dos promotores responsáveis pelo caso, não respondeu às mensagens sobre os exames nos aparelhos.

Os advogados de Ronaldinho e Assis têm demonstrado tranquilidade neste momento. O discurso é de confiança de que os dois serão colocados em liberdade depois da conclusão das perícias.

Eles afirmam que não serão encontradas mensagens que indiquem participação de ambos em outros crimes ou algum vínculo com pessoas suspeitas de outros delitos.

Um dos argumentos da Justiça para manter as prisões preventivas é a necessidade de investigar se eles estão envolvidos em outras ações criminosas. Lavagem de dinheiro é uma das possibilidades levantadas pelas autoridades paraguaias.

Covid-19: contra crise, ministério busca mais 200 milhões de máscaras

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ESPECIAL  COVID-19

Um dos principais gargalos no combate ao avanço do novo coronavírus no Brasil é a disponibilidade de máscaras descartáveis de proteção para profissionais da área da saúde e de pacientes. O que o Ministério da Saúde tem feito para tentar resolver o problema?

O blog enviou essa pergunta para a pasta. A resposta é recheada de números estratosféricos. Foi realizado processo de compra de 45 milhões de máscaras cirúrgicas, sendo que 10 milhões delas já foram distribuídas, segundo a nota da área de comunicação.

Também de acordo com a assessoria de imprensa do ministério, novo processo de compra foi iniciado para a aquisição de mais 200 milhões de máscaras cirúrgicas.

A pasta informa prever um investimento de R$ 140 milhões para reforçar os estoques estaduais e municipais de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) usados por profissionais da saúde.

Entidades das classe médica e de enfermagem relatam situações dramáticas por conta da falta desses equipamentos. Profissionais têm sido contaminados por causa dessa carência.

Médicos que examinam pacientes com suspeita de contaminação ou contaminados pelo vírus são orientados a descartar os equipamentos após cada exame. O kit de proteção tem outras peças, como luvas, gorro, óculos e avental.

Devido à pandemia, as compras estão sendo feitas em regime de dispensa de licitação. Os contratos ficam disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Como exemplo de custo das máscaras, a pasta se comprometeu a pagar R$ 2.400.000 para a empresa Farma Supply pela aquisição de 1.500.000 máscaras cirúrgicas. O custo de cada uma é de R$ 1,60.  Abaixo, leia a nota enviada pela comunicação do Ministério da Saúde na íntegra.

“O Ministério da Saúde informa que realizou processo de compra de 45 milhões de máscaras cirúrgicas, das quais já foram distribuídas 10 milhões para todo o país. Desse total, além do envio das unidades destinadas ao uso de profissionais da linha de frente no atendimento da rede pública e pacientes nos estados, 940 mil máscaras foram para Polícia Federal, 349 mil para hospitais federais e 120 mil para a administração penitenciária. Novo processo de compra já foi iniciado para  aquisição de mais 200 milhões de máscaras cirúrgicas.

Cabe ressaltar que a demanda mundial de máscaras por conta da pandemia de coronavírus tem feito com que o Brasil busque alternativas para abastecimento desse insumo. A pasta comprou toda a produção nacional e aguarda a chegada de insumos vindos da China.

As máscaras cirúrgicas são parte dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que estão sendo adquiridos pelo Ministério da Saúde para reforçar os estoques de estados e municípios no enfrentamento do COVID-19. A previsão inicial da pasta para garantir esse reforço é de R$ 140 milhões.  Para saber mais sobre os contratos assinados pelo Ministério da Saúde relacionados ao COVID-19 acesse: https://www.saude.gov.br/contratos-coronavirus “.

 

‘Todos terão prejuízos com adiamento dos Jogos’, diz presidente do COB

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Em entrevista ao blog, Paulo Wanderley, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) falou sobre as consequências do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio por conta do avanço do novo coronavírus no mundo.

O dirigente explicou que a entidade tem contratos que vencerão neste ano, pois estavam atrelados às Olimpíadas. Apesar de os pagamentos se encerrarem em 2020, os parceiros terão as contrapartidas acertadas na ocasião em que a Olimpíada for realizada.

Ele também explicou sobre problemas de logística, como armazenamento de material que já está no Japão e trocas de passagens.

Vanderlei falou ainda sobre a próxima eleição presidencial no COB. Ele será um dos candidatos. Confira a seguir a entrevista na íntegra.

Blog do Perrone – Com o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio já existe uma definição ou pelo menos uma previsão de quando será a eleição presidencial no COB?

As eleições do COB serão realizadas em novembro de 2020, na data prevista, sem alteração devido ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

Blog – O COB tem contratos de patrocínios que vencem em 2020? Caso tenha, existe a possibilidade de eles serem prorrogados para depois dos Jogos Olímpicos? 

Paulo Wanderley – Além dos parceiros do programa TOP do Comitê Olímpico Internacional, o COB tem parceiros nacionais tais como: Peak, Estácio, Travel Ace, Alliansce Sonae, Ajinomoto, BRW, Max Recovery e Wollner. Todos os contratos estão atrelados à entrega nos Jogos Olímpicos do ciclo 2017-2020 e o COB honrará, sem dúvida, com este compromisso. Os pagamentos são feitos em 2020. Mas os jogos acontecem em 2021.  Então, eles terão a entrega que compraram nos Jogos de Tóquio, quando eles forem realizados.

Mantemos contato próximo com nossos parceiros, inclusive nesse período recente de incertezas quanto aos Jogos de Tóquio.

Alguns já nos sinalizaram que pretendem continuar conosco até Paris 2024, porém as negociações ainda estão no início. Também estávamos fechando novos contratos com empresas privadas para ações em Tóquio e elas já nos informaram que o interesse continua.

A prioridade agora é o combate à pandemia e tão logo seja possível daremos andamento a todas as conversas.

Blog – Quais medidas estão sendo tomadas pelo COB em relação à logística devido ao adiamento da Olimpíada? 

Paulo Wanderley –  A diretoria do COB e a área de Jogos Internacionais e Operações estão se reunindo com frequência, via videoconferência, para debater os contratos relacionados à viagem e à aclimatação em Tóquio, entre outros assuntos. Também já foram realizadas reuniões com o COI (Comitê Olímpico Internacional), neste mesmo sistema.

Já iniciamos o contato com todas as nossas bases e todos os nossos fornecedores para informar sobre o adiamento e deixá-los antecipadamente cientes de nosso interesse de manutenção das parcerias para 2021, sabendo que precisamos esperar a definição das datas exatas para que possamos nos programar para o ano que vem. Já nos colocamos à disposição, deixando clara nossa intenção.

Também estamos elaborando o aditamento de contratos com fornecedores como os dos depósitos que a gente tem no Japão, do transporte e da alimentação. Houve o cancelamento do envio de seis contêineres que iriam para o Japão agora no início de abril. Vamos reprogramar para o ano que vem. O material já estava todo separado em um galpão e pronto para fazer a ovação, mas tivemos que parar essa operação. Por isso, deveremos ter um custo extra de armazenamento tanto dos materiais que já estão no Japão, quanto os que ficaram no Brasil.

Em relação às passagens, houve um contato inicial com a Air Canada. A gente começa uma negociação agora, mas ainda dependemos das datas para poder calcular as chegadas e partidas dos integrantes da delegação. Inicialmente, a Air Canada se colocou à disposição para fazer o ajuste de voos de acordo com a nossa demanda para 2021.

Temos confiança que conseguiremos mitigar todos os prejuízos, com o objetivo de seguir com nosso planejamento visando os Jogos de Tóquio no próximo ano.

Blog – Mesmo tendo apoiado o adiamento, vê risco de algum efeito colateral para o COB, as confederações, atletas e para o esporte olímpico brasileiro de maneira geral com o adiamento?

Paulo Wanderley – O maior risco, na minha opinião, seria a realização dos Jogos Olímpicos neste ano, o que poderia causar a exposição dos atletas ao COVID-19. O COB, foi um dos primeiros Comitês Olímpicos Nacionais a se posicionar a favor do adiamento e estamos aliviados com a decisão dificílima que o Comitê Olímpico Internacional, na figura do presidente Thomas Bach, precisou tomar ao lidar com essa complicadíssima questão. Nossa preocupação está em proporcionar as melhores condições para os atletas, afinal, são eles as grandes estrelas do esporte.

Estamos vivendo uma situação totalmente inédita com o adiamento dos Jogos Olímpicos. Ainda estamos passando por grandes indefinições. Por exemplo, não sabemos quando exatamente serão realizados os Jogos, e nem como se darão os processos de classificação das diferentes modalidades, suas regras e prazos. O risco que todo o sistema esportivo mundial atravessa é passar pelo desconhecido.

É algo que todos terão que passar da melhor forma possível. Acredito muito na equipe do COB e sei que vamos superar todos os problemas que, com certeza, aparecerão.

Blog – Várias confederações têm contratos com patrocinadores que terminam neste ano. O COB tem algum projeto para ajudá-las nessa situação já que há risco de ficarem sem esses patrocinadores antes da Olimpíada de Tóquio?

Paulo Wanderley – O COB está sempre disposto a ajudar as Confederações Brasileiras Olímpicas, dentro de seus limites estatutários. Além de distribuir a maior parte dos recursos da Lei das Loterias entre as Confederações e também assumir parte da preparação das equipes olímpicas, o COB socorre as entidades que ficam impossibilitadas de receber a verba por força da lei. 

No momento estamos também com uma parceria com a Caixa, com o objetivo de aumentar o volume de apostas em seus produtos e, consequentemente, os recursos para o esporte olímpico do Brasil. 

Blog – Avalia que o COB pode ter algum prejuízo com o adiamento da Olimpíada? É possível calcular de quanto? O COI ofereceu algum tipo de ajuda para os Comitês Olímpicos Nacionais com o objetivo de minimizar eventuais prejuízos?

Paulo Wanderley – Todos terão prejuízos com o adiamento dos Jogos. Até alguns meses atrás essa era uma situação impensável. Porém, ainda não é possível dimensionar o tamanho do prejuízo nesse momento. 

Todos os estudos operacionais estão sendo refeitos, mas dependem crucialmente da data dos Jogos, que ainda não foi definida. Em várias frentes, teremos que replanejar, fazer novos estudos, falar com nossos patrocinadores e fornecedores… Porém, ainda não é possível dimensionar tal prejuízo nesse momento. 

Mas a estrutura definida para esse ano não se perde, por isso não consideramos ter um prejuízo tão grande. Os uniformes serão os mesmos, as bases serão as mesmas, a cenografia das bases serão as mesmas e aí por diante.

O principal fator de variação nesse momento é o dólar, que não podemos prever como ficará para a frente.

Blog – Qual a sua avaliação sobre possíveis prejuízos causados ao COB e ao esporte olímpico brasileiro de maneira geral com a pandemia do novo coronavírus?

Paulo Wanderley – O maior prejuízo teria sido a manutenção dos Jogos Olímpicos na data prevista. Esse é um momento em que temos que deixar algumas questões de lado e priorizar a saúde e a integridade física de todos. Desde o primeiro momento o COB decidiu lidar desta forma com essa questão, fechando o CT Time Brasil, liberando seus funcionários para trabalharem de casa e recomendando o mesmo a todos os atletas.

Blog – Quais as suas principais propostas (na disputa da próxima eleição) para mais um período no comando do COB? Em sua opinião, o que a entidade mais precisa na próxima gestão? Qual será o maior desafio de quem estiver na presidência? 

Paulo Wanderley – A prioridade absoluta agora está em oferecer as melhores condições aos atletas e equipes para que o Brasil se prepare de forma adequada para fazer uma excelente campanha nos Jogos Olímpicos. Por toda complexidade do contexto atual e de todos os desafios que virão pela frente, acredito que este não seja o momento mais adequado para abordar este tema. Temos que rediscutir contratos, buscar receitas, coordenar as operações com as modalidades. É hora de trabalho, não de política. As eleições no COB estão programadas para o final do ano e até lá existe muito a ser feito. Entendo que o debate político e de ideias, que é sempre salutar e necessário, deve ser postergado momentaneamente, dando espaço às necessidades que se impõem agora.

Blog – Atletas do mundo inteiro querem ter mais participação nas decisões de entidades de administração do Esporte. O novo estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro dá uma participação até então inédita no país aos atletas olímpicos. Existe algum plano de ampliar essa participação?

Paulo Wanderley – Os  atletas são o motivo da existência de todo o Movimento Olímpico. Avalio como altamente saudável a maior participação deles nas decisões das entidades diretivas. Quando implantamos mecanismos de governança e democratizamos a entidade, buscávamos justamente uma maior participação da comunidade esportiva.
Os atletas, por exemplo, obtiveram maior representatividade na Assembleia do COB e na eleição da entidade, passando de um para 12 votos. O nosso CEO, Rogério Sampaio, é um campeão olímpico. São avanços históricos implementados em nossa gestão. A participação dos atletas vai aumentar ainda mais, já que estão previstos mais 7 votos a eles para o próximo ciclo. É um incremento de mais de 50% no colégio eleitoral.
Além disso, o processo para presidente e vice-presidente do COB se tornou mais acessível, abrangente e inclusivo. Hoje, qualquer brasileiro maior de 18 anos, que esteja em conformidade com as regras de candidatura e tenha apoio de 3 dos 47 votantes pode se candidatar à presidência do COB. Antes, a única possibilidade de alguém se tornar candidato à Presidência era ser membro da Assembleia do COB há pelo menos cinco anos, receber dez indicações de outros integrantes da Assembleia e formalizar uma chapa com, pelo menos, oito meses de antecedência.

Blog –  Empresa de auditoria contratada pelo próprio COB sugeriu uma devassa nas contratações feitas na área de tecnologia da entidade suspeitando de esquema de contratações de empresas ligadas a amigos e familiares de um funcionário do comitê próximo ao senhor. Esse funcionário já foi demitido, certo?  A investigação sugerida foi feita pelo COB? Em sua campanha eleitoral, vai sugerir medidas que possam impedir situações como essa?

Paulo Wanderley – Seguindo firme no propósito de adotar as melhores práticas de ética e transparência implementados na minha gestão, o COB fez questão de tomar uma série de medidas, além das indicadas pela Kroll (responsável pela auditoria), após o recebimento das denúncias. 

Contratamos um novo Gerente Executivo Administrativo, uma nova Supervisora de Compras, um novo Líder de Conformidade e desligamos os funcionários de TI envolvidos, incluindo o antigo gerente Executivo.

Além disso, a Kroll apontou a necessidade de novas verificações em todos os contratos da área de TI, o que já está sendo feito desde o ano passado. Outra recomendação da Kroll foi a atualização da política de contratação de recursos humanos (RH), profissionais autônomos (RPA) e compras com recursos próprios, além do aperfeiçoamento das estruturas de controle da entidade. 

Vale destacar que os fatos ocorridos não geraram qualquer prejuízo para o COB e confederações e também não houve aplicação de recursos públicos nos projetos investigados. 

Penso que todas as medidas que estão sendo tomadas irão dificultar em muito que novas fraudes semelhantes aconteçam. Estamos trabalhando pra isso. 

Covid-19: anúncio de medidas vira aula de como não se prevenir

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS*

Uma aula de como não se prevenir contra a transmissão do novo coronavírus. Foi o que se viu no pronunciamento de Jair Bolsonaro e dos presidentes do Banco Central, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, nesta sexta (28), para anunciar medidas visando minimizar os efeitos econômicos da pandemia. A falta de cuidados continuou na entrevista coletiva realizada na sequência, sem a presença do presidente da República.

Apesar de terem sido disponibilizados microfones individuais, eles acabaram usando o mesmo quase o tempo inteiro.

Além disso, durante o pronunciamento, os participantes se mantiveram próximos uns dos outros, sem respeitar a distância mínima de dois metros recomendada por muitos especialistas.

Bolsonaro, que tem 65 anos e está na faixa etária de maior preocupação para os médicos, abriu os trabalhos. Falou e deu lugar a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Ele meteu a mão no microfone para ajustá-lo e, em seguida, segurou o púlpito.

Neto interrompeu sua fala e foi para outro microfone. Imediatamente, Bolsonaro se dirigiu para onde o executivo estava. Foi reclamar dos problemas no sistema de som. O capitão colocou as mãos sobre o púlpito, antes local de descanso para as mãos de Neto.

Autoridades da área da saúde recomendam desinfetar superfícies que foram tocadas por outras pessoas. Se isso não for possível, como era o caso, a recomendação é não tocar nesses lugares.

A sequência de descuidos continuou com Pedro Guimarães, presidente da Caixa, decidindo se afastar do microfone que estava à sua frente para usar o de Neto. Enquanto isso, Bolsonaro cochichava com um dos participantes do pronunciamento. A orientação dos especialistas é para que se evite falar muito perto de outra pessoa. Guimarães também cochichou com uma mulher que apareceu no palco.

Ao trocar de microfone com Bolsonaro, o presidente da Caixa tocou no braço do chefe. A orientação para se evitar contato físico foi desrespeitada por ele de novo com pelo menos um toque nas costas de Neto, que encostou no suporte do microfone, tocado em seguida por Gustavo Montezano, presidente do BNDES.

E foi assim até o final, sem alguns dos cuidados que o Ministério da Saúde pede para a população adotar com o objetivo de dificultar a transmissão do vírus. 

Diretor do Procon diz que pandemia é explorada por quadrilhas

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ESPCIAL NOVO CORONAVÍRUS*

Em entrevista ao blog, Fernando Capez, diretor executivo do Procon de São Paulo, afirmou que já existem no Estado quadrilhas com o objetivo de explorar consumidores durante o avanço do novo coronavírus.

“São quadrilhas especializadas em vender máscaras e álcool em gel por preços abusivos. Eles arrumam uma casa, um ponto comercial, e fazem a distribuição clandestina. Como a procura é muito grande, os produtos acabam logo. Eles fecham o local, dificultando o trabalho da polícia”, disse Capez.

“Encontramos caixa de máscara que custa no maximo R$ 100 sendo vendida por R$ 400”, disse o diretor.

Segundo ele, também há estabelecimentos formais praticando preços abusivos. O Procon pediu a 500 locais notas fiscais referentes a compras de determinados produtos nos últimos três meses para checar se houve reajuste abusivo dos preços. “Vamos multar quem estiver fazendo isso. Os aumentos não vão compensar o valor da multa”, declarou.

Ainda segundo o diretor, um homem foi detido nesta semana em Arujá por vender uma caixa de máscaras por R$ 400. “O preço é abusivo e ele foi detido por crime contra a economia popular”, afirmou o diretor.

Capez pede que os consumidores que detectem cobranças abusivas façam denúncias por meio do site do Procon (http://www.procon.sp.gov.br/) ou pelas redes sociais da instituição.

A pedido do blog, o diretor deu dicas para o consumidor se proteger na compra de outros produtos durante a pandemia. Confira abaixo.

Gás

“O preço correto do botijão é R$ 70. Não existem motivos para cobrarem mais. Não pague R$ 100 num botijão, denuncie”.

Supermercados

“Conversei com representantes de supermercados e eles me garantiram que não há risco de desabastecimento. Então, não é preciso estocar mantimentos. Também não há motivos para grandes mudanças nos preços”.

Passagens aéreas

“Uma medida provisória determina que as companhias devem dar créditos em até 12 meses para quem não conseguiu viajar (por causa da pandemia). É melhor aceitar os créditos do que ir à Justiça. O processo pode demorar e você pode perder”.

*Além dos habituais posts publicados neste blog, por tempo indeterminado, esse espaço também será dedicado a temas relacionados ao novo coronavírus

Covid-19: com teste positivo, prefeito de Atibaia reclama de Bolsonaro

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ESPECIAL COVID-19*

O prefeito de Atibaia, Saulo Pedroso Souza (PSD), divulgou em rede social que testou positivo para o novo coronavírus.

Em entrevista ao blog, ele confirmou a autenticidade do vídeo e disse que neste momento se sente bem, sem apresentar sintomas da Covi-19

Na gravação, o prefeito relatou que não conseguiu fazer o teste pela rede pública de saúde. “Doze dias atrás apresentei pequenos sintomas. Procurei o sistema de saúde, tentei fazer exame. Como os sintomas eram médios, acabei tendo dificuldade para fazer esse exame. Acabei tendo que buscar uma alternativa de fazer por via particular”, afirmou Saulo no vídeo.

A dificuldade se deve ao fato de que a orientação em todo o país para o sistema público de saúde é para que só sejam feitos testes em pacientes considerados graves.

“O Ministério da Saúde já informou que vai enviar mais kits para os testes para a Secretaria Estadual da Saúde. Estamos esperando chegarem aqui”, afirmou ele.

O prefeito declarou não saber como se contaminou, mas confirmou ter estado num evento do qual participou morador da cidade infectado pelo novo coronavírus e hoje internado em São Paulo.

“Isso foi no dia 7 e foi muito rápido, não dá para saber. Na prefeitura já estávamos adotando todos os protocolos de prevenção”, disse.

De acordo com assessoria de imprensa da prefeitura de Atibaia, até a última quarta-feira (24), tinham sido registrados apenas três casos na cidade. “Temos um caso grave de um morador de 49 anos”, informou o prefeito.

Atibaia está em seu terceiro dia de quarentena. Saulo diz que a entrevista do presidente Jair Bolsonaro, na qual ele se posicionou contra a quarentena total, tem atrapalhado a prevenção na cidade.

“Essa fala do presidente está dificultando porque deixou uma interrogação na cabeça das pessoas. A pessoa pensa: sou atleta, então posso sair de casa que não vai acontecer nada?”, disse o prefeito.

Bolsonaro havia afirmado que tem histórico de atleta e que, por conta disso, se for contaminado, o máximo que terá é uma gripezinha 

Trabalhando de casa, Saulo afirmou que já estava em isolamento antes do resultado chegar e que ficará 14 dias em quarentena. Declarou ainda ter reforçado medidas para assegurar o cumprimento do isolamento social na cidade.

“O fato de eu estar me sentindo bem, não me fará flexibilizar em nada as ações”, declarou.

*Além dos habituais posts publicados neste blog, por tempo indeterminado, esse espaço também será dedicado a temas relacionados ao novo coronavírus.

Opinião: contra isolamento, Bolsonaro lembra Eurico em queda de alambrado

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O discurso de Jair Bolsonaro na última terça-feira (24) estimulando a população a sair de casa, apesar da quarentena imposta por governadores, lembrou uma das atuações mais bizarras do polêmico ex-presidente do Vasco Eurico Miranda. 

Em 2000, o então comandante vascaíno forçou a barra para tentar tirar torcedores caídos no campo após a queda do alambrado de São Januário. Ele queria seguir a todo custo com a final entre seu time e o São Caetano valendo o título da Copa João Havelange, correspondente ao Brasileiro daquele ano.

Tanto Jair na terça como Eurico no passado receberam críticas de todas as partes por deixarem a impressão de que consideravam algo mais importante do que vidas.

As duas desastrosas ações também se assemelham nos quesitos ataques a governadores, à imprensa de maneira geral e à TV Globo especificamente.

O presidente da República causou indignação em parte considerável da sociedade brasileira com falas contrárias ao isolamento social para combater o avanço do novo coronavírus. Foram declarações como: “nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos”, “o sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade” e “por que fechar escolas?”.

Em 2000, Eurico, morto no ano passado, foi mais seco ao entrar esbaforido, encharcado de suor e com sangue nos olhos para tentar tirar vítimas do acidente em São Januário do campo. 

 “Se você pode andar, cai fora. Se não pode andar, fica aí”, disse o cartola, conforme registro da Folha de S. Paulo à época.

Hoje, Bolsonaro demonstra tanta preocupação com a economia do país que minimiza a pandemia responsável por mais de 16 mil mortes no mundo. Até ontem à noite,  57 delas tinham acontecido no Brasil.

Por sua vez, em 2000, Eurico minimizou o acidente com mais de 160 feridos para tentar dar prosseguimento ao jogo por razões óbvias. O jogo tinha apenas pouco mais de 20 minutos, mas o 0 a 0 que vinha sendo registrado daria o título ao Vasco.

Jogar outra partida inteira daria mais tempo para o São Caetano buscar a vitória. Além disso, Romário havia saído machucado e naquele momento não se sabia as condições dele para uma eventual nova apresentação. O presidente vascaíno não tinha nem a garantia de que o outro jogo seria no caldeirão de São Januário. E não foi.

No já histórico discurso de terça, Bolsonaro disparou contra os governadores que decretaram quarentena em seus Estados. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, como proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa”, ordenou o capitão.

Na partida decisiva interrompida, o entrevero de Eurico foi com Anthony Garotinho, então governador do Rio e que determinou a paralisação do jogo.

“O governador é um frouxo, incompetente. Ele manda no coronel (responsável pela segurança do estádio), não manda no Vasco. Ele fica num gabinete com ar condicionado, fazendo preces para Jesus”, disse. 

A fúria do dirigente atingiu também a imprensa. Ele chegou a ser acusado de tentar agredir um repórter depois de chamá-lo de idiota. O cartola ainda mirou na Globo, que era um de seus alvos preferidos noutra semelhança com Bolsonaro. “Vai dar problema para a televisão. Tem emissora que está com medo do que vai acontecer com sua programação”, disse.

Ou seja, em meio à confusão no estádio, com gente ferida no gramado, o dirigente arrumou tempo para atacar a imprensa e a Globo.

Soa familiar para você? O presidente da República fez a mesma coisa num cenário muito mais grave, enfrentando uma feroz pandemia. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão (de acalmar a população). Espalharam exatamente a sensação de pavor”, queixou-se Bolsonaro em seu discurso.

Depois, alfinetou sua inimiga íntima, a Globo, rotineiramente atacada pelo ex-presidente vascaíno.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico (Dráuzio Varella) daquela conhecida televisão.

Duas décadas atrás, Eurico venceu sua guerra. O Vasco bateu o São Caetano por 3 a 1 na nova partida, no Maracanã e levantou o caneco. Já o confronto de Bolsonaro contra os efeitos do avanço do novo coronavírus no Brasil está longe de ter um fim. No entanto, é certo que, aconteça o que acontecer, não será um final feliz. Não há felicidade quando se perde vidas.

Covid-19: quarentena em comunidade tem futebol, baralho e obra

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O fraco movimento de veículos no viaduto na região central de São Paulo por volta das 17 horas de terça-feira (24) denuncia que a cidade está num ritmo diferente. Ao lado dele, a pelada no campinho de terra no coração da comunidade do Moinho, próxima à região conhecida como Cracolândia, lembra um simpático feriado.

Mas, na verdade, é a primeira tarde da  quarentena que só não fechou o comércio essencial na capital paulista. Deveriam ser tempos de absoluto isolamento social para combater o avanço do novo coronavírus.

Foto: Ricardo Perrone/UOL

Do alto da janela de um edifício vizinho, os dez caras que mostram até mais disposição do que alguns profissionais, como todo bom peladeiro, parecem ignorar as orientações de prevenção contra a transmissão do vírus.

No momento em que não tocar o próximo virou regra de proteção à saúde, o jogo tem divididas e agarrões. Enquanto alguém vai buscar a bola rola até uma imitação de MMA entre dois amigos capaz de deixar o doutor Drauzio Varella sem ar, tamanha a transgressão às regras para evitar contágio.

Em volta do campo, uma turma que espera sua vez de jogar indica que mais gente na comunidade, colada a uma estrada de ferro ativa, trocou o isolamento pelo lazer.

Para completar o cenário de domingo no parque, um garoto passeia de bicicleta em volta do campo. Sem pressa, também passa por lá um casal.

Relativamente perto de onde se disputa a partida há um grupo jogando baralho numa mesa ao ar livre. Eles estão em frente do que parece ser um boteco.

Porém, nem todos na comunidade do Moinho estão em ritmo de folga. Bem próximo ao  viaduto tem gente dando duro. Homens estão descarregando um caminhão cheio de tijolos para tocar uma obra. O trabalho termina antes da pelada, que só se encerra quando acaba a luz natural.

A estreita rua principal, abarrotada de barracos, fica mais movimentada. É a vez de quem chega do trabalho com passo apertado atravessar a comunidade, que já foi alvo de pelo menos dois graves incêndios.

A galera do baralho resiste mais um pouco, numa troca frenética de jogadores. Às 20 horas eles já não estão mais lá.

 Ainda há movimento na rua, mas a comunidade está razoavelmente silenciosa. Um cão latindo aqui e uma criança gritando ali. O bar que praticamente todos os dias e noites toca forró no último volume parece ter dado um tempo, entrando no espírito da quarentena.

Baralho no lugar de quarentena

Por volta das 20h30, o silêncio é interrompido por um panelaço na região. São muitos os moradores de prédios na vizinhança protestando contra o presidente Jair Bolsonaro. Não dá para saber se parte do barulho vem da comunidade.

Apesar da sensação de tranquilidade demonstrada por moradores que desfrutavam a tarde ensolarada em meio à aglomeração de barracos, a situação das comunidades brasileiras têm sido alvo de preocupação de médicos durante a pandemia.

“Na minha opinião, sim, lugares que têm mais aglomeração de pessoas pela própria característica da comunidade merecem receber atenção especial a fim de minimizar os riscos de transmissão” disse ao blog Maria Luísa do Nascimento Moura. Infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Vila Nova Star”.

A médica respondia se, em sua avaliação, as comunidades precisam receber atenção especial das autoridades em relação a informações sobre a prevenção contra o novo coronavírus.

Maria Luiza também explicou os riscos de contaminação a que ficam expostas pessoas que jogam futebol ou cartas durante a pandemia como ocorreu na comunidade do Moinho.

“Qualquer ambiente que propicie aglomeração está sujeito a um maior risco de transmissão de coronavírus, isso porque o vírus é transmitido por gotículas presentes em secreções respiratórias que frequentemente são passadas por contato próximo ou por contato com superfícies contaminadas pelas mãos de pessoas infectadas. Sendo assim, atividades como jogar cartas e futebol, pelo contato próximo que as pessoas acabam tendo, também podem propiciar maior transmissão”, analisou a médica.