Quase

Leia o post original por Cristian Toledo

Ouvindo o jogo entre Coritiba e Vasco na 98FM, o Guilherme de Paula chamou o Coxa de “o time do quase”. Depois, lendo os textos do Leonardo Mendes Júnior e do Rodrigo Fernandes na Gazeta do Povo Online, em que eles vão pela mesma toada, compreendi que um time com a qualidade e o potencial alviverde não consegue transmitir confiança. Joga bem, mas quase ganha. Vence rivais difíceis, mas quase embala no Brasileiro.

Acho o Coritiba um dos elencos mais fortes da Série A – não somente eu, muitos colegas têm a mesma opinião. Mas a análise não fará o Coxa sair da zona intermediária, onde está há um bom tempo. Trafega entre a oitava e a 12ª posição e não consegue superar isto, pois quando pode dar um salto na classificação, perde – como contra o Atlético-GO, como contra o Vasco. E aí fica estritamente no meio da tabela, a sete pontos do G4 e a oito da ZR.

E o que parece é que há um conformismo. Como se estar perto das primeiras posições fosse suficiente, pois o projeto de longo prazo ainda está no início. Alguns jogadores caíram de produção, como se já estivessem satisfeitos com o que fizeram em 2011. Mas o Coritiba pode mais, basta o time ter essa vontade. A torcida tem a sensação de que é possível, tanto que enche o Couto Pereira todo jogo – fará isso domingo contra o Botafogo. Mas será que a turma que estará no gramado também vai acreditar?