Ah, se todos fossem iguais ao Tostão

Leia o post original por Mion

Tostão, um craque em campo e na imprensa esportiva.

De repente ex-jogadores e ex-árbitros invadiram os meios de comunicação. No começo como convidados e depois colaboradores. Hoje há uma enxurrada de gente, muitos sem a menor condição para cumprir tal função.

 O ícone de todos é Tostão, para mim, o melhor colunista da imprensa esportiva. Analisa o futebol profundamente e tem uma linha de pensamento de fácil compreensão e coerente. Tostão foi craque em campo e na função de colunista mantém o status. A cada coluna é uma aula de conhecimento e sensibilidade em perceber o que acontece no mundo da bola.

Na contramão surgiu Muller. Fala o óbvio, comenta lances isolados, como o que o jogador deveria fazer. Ele foi jogador, sabe muito bem: lá dentro não é bem assim, muitas vezes o jogador tem menos de um segundo para pensar. Sentado em uma cabine é tão fácil falar…

Um exemplo claro aconteceu no jogo entre Figueirense e Santos. Muricy substituiu o meia Felipe Anderson pelo lateral Pará. O narrador pediu uma análise tática e como o Santos ficaria distribuído em campo.

Sinceramente não acreditei no que ouvi: Muller falou o seguinte: “é lógico que o Ibson vai recuar para a sua função de volante e o Danilo vai para o meio”. Meu Deus do seu! Qualquer torcedor que acompanha mais de perto o futebol sabe que Ibson começou como meia no Flamengo e Danilo é volante. Em 2004 o meio-de campo flamenguista era Da Silva, Fabio Baiano,Ibson e Felipe.

 Minutos depois, Muller consertou “é o Danilo fica mais recuado e Ibson continua na armação”. Realmente é lamentável. Ah, se todos fossem iguais a Tostão, seriamos poupados de ouvir ou ler cada coisa!