O melhor

Leia o post original por JC

Aconteça o que acontecer na última rodada do Brasileirão, a equipe que marcará o ano de 2011 – seja ou não campeã – foi definida ontem no Engenhão. A vitória do Vasco sobre o Fluminense serviu para mostrar que, definitivamente, o Gigante da Colina é por justiça o melhor time do campeonato.

E que outro time, se não o melhor, ignoraria a vaga antecipada na Libertadores e buscaria com toda seriedade o título brasileiro?

Ou conseguiria manter o nível – aliás, melhorá-lo – depois de perder seu treinador por um problema de saúde que poderia ter lhe tirado a vida no meio de uma partida contra seu maior rival?

E um time que não fosse o melhor compensaria os vários pontos perdidos por erros de arbitragens – ontem tivemos o quinto (!!!!) gol injustamente invalidado no campeonato – com vitórias construídas com raça e uma entrega há muito não vistas?

Ser o único clube do país a estar em duas competições e, a despeito do desgaste e das contusões no elenco, estar bem nas duas é coisa para um time que não seja o melhor?

E um time que não fosse o melhor poderia chegar à última rodada ainda brigando pelo título, superando tudo o que foi falado acima e ainda tendo uma tabela com seis clássicos nas últimas sete rodadas?

Diante disso tudo, não daria mesmo para o Fluminense. Mesmo jogando bem, valorizado o resultado e mostrando as razões de ter sido um dos últimos clubes a ainda manter chances de ser campeão, essa tarde de domingo no Engenhão só poderia ter um vencedor.  Um time que vai além das suas forças para vencer, que vem superando todos os problemas que aparecem e que vai brigar, até a última rodada, pelo pentacampeonato.

Nesse clássico, só o melhor time do campeonato poderia ter vencido.

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Nelson Piquet, nosso primeiro tricampeão na Fórmula 1, recebeu uma bela homenagem pelos 30 anos do seu primeiro título na categoria. E o piloto também fez uma bela homenagem ao seu clube do coração, ao levar, junto com sua Brabham, o pavilhão cruzmaltino pelas curvas de Interlagos.

Se Piquet sempre foi um grande ídolo, de um tempo em que a qualidade do piloto fazia mais diferença que os avanços tecnológicos dos carros, agora ele merece ainda mais essa idolatria.

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