A volta

Leia o post original por Cristian Toledo

Bem, recomeçamos a caminhada. Com tristezas, mas tocando em frente. Hoje acabam as férias, então vou retomar os textos aqui no blog, da mesma forma que se reinicia o trabalho na 98FM e na ÓTV.

Peço que entendam – por motivos já conhecidos, não pude me inteirar sobre os nossos times como necessário. Fiz uma “imersão” nos últimos dias, mas acho que coisas faltarão, mas até o final da semana acho que consigo estar por dentro de tudo.

Não que tenha acontecido muita coisa. A rigor, a maior movimentação ficou para o final do ano passado, com a eleição no Atlético e as negociações do Coritiba. De quarta-feira passada, quando foi a reapresentação, até agora, p0ucos fatos novos – o mais recente é a saída iminente de Marcos Aurélio para o Internacional.

Já que ainda faltam subsídios (e se houver erros no texto, peço desculpas antecipadamente), vamos num texto só sobre os nossos três times. Na ordem cronológica, como sempre.

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Mario Celso Petraglia venceu a eleição do Atlético, apontou quem vai cuidar do futebol (Dagoberto dos Santos, Sandro Orlandelli) e saiu de cena. Vai cuidar da obra da Arena para a Copa do Mundo, como prometeu. Não conheço os novos dirigentes, e portanto não posso avaliá-los. Mas imagino que haja um controle interno do trabalho deles, pois eles também não conhecem a grandeza do Atlético. Não houve contratações até o momento em que escrevo, e o tempo tá passando.

Sobre Juan Carrasco, que ele seja menos folclórico e mais ofensivo nesse trabalho no Furacão. Seus métodos podem não ser bem compreendidos pelos jogadores brasileiros, e por isso tanto os atletas quanto o treinador precisam ceder em um primeiro momento. Até porque os projetos pessoais, por ora, precisam ficar em segundo plano, pois o objetivo é a volta imediata à primeira divisão.

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Fiquei surpreso com as saídas de titulares do Coritiba. Claro que Marcos Aurélio vinha instável, que Leandro Donizete sofreu com lesões o ano passado inteiro, que Jéci só cresceu na reta final da temporada e Bill… Bem, era o Bill. Mas Jonas e Léo Gago foram dois dos destaques do time no ano, e no todo são seis jogadores. A direção coxa aproveitou o momento para fazer bons negócios.

As reposições são interessantes, principalmente Jackson, Lincoln e Júnior Urso – sem contar Marcel, que já tá aí desde o ano passado. A base segue forte, com Vanderlei, Emerson, Lucas Mendes e Rafinha. Mas ainda falta aquele “cara”. O Coritiba precisa ter um centralizador, alguém que pegue a camisa 10 (ou qualquer outro número) e diga “deixa comigo”. A saída de Marcos Aurélio abre exatamente esse caminho.

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Se a Federação não quer se emendar, o Paraná Clube tem que dar de ombros e começar a planejar o seu 2012. Ficou evidente que a FPF não quis achar um termo comum para a realização da segunda divisão do Paranaense – não em janeiro, mas também não em maio -, e não sei se adianta ficar batendo ainda nessa tecla. Caberá ao Tricolor fazer seu trabalho e lutar em duas frentes por quase sete meses.

E o negócio é organizar a casa nesse tempo em que é possível. Se não dá pra montar um grupo fechado agora, por não ter receita pra garantir pagamento de salário, que se façam acertos prévios visando a Série B – e se der pra trazer alguém agora, pensando na Copa do Brasil, tanto melhor. O Paraná não pode pensar em montar um grupo apenas em abril, esquecendo do mata-mata nacional. Tá na hora de ver aparecer o tal “planejamento estratégico”.