Conversa

Leia o post original por Cristian Toledo

Felipe Ximenes, o gerente executivo do Coritiba, esteve na terça-feira no estúdio da 98FM. Conversou com toda a equipe, tanto na entrevista ao vivo quanto depois, naquele papo mais descontraído. E é bom ter a oportunidade de conversar com esses profissionais, coisa cada vez mais rara no fechado futebol de hoje.

Ximenes têm suas idéias sobre o futebol e sobre a relação dos clubes com a imprensa. Nesse aspecto, ressalvadas possíveis discordâncias, ele tem razão em vários aspectos. Mas isso é tema para outra hora. Agora, vamos ao que a torcida alviverde quer saber – o elenco do Coxa.

O gerente não aceita a tese de que o clube perdeu “meio time”. Na visão de Ximenes, nenhum dos jogadores negociados era titular absoluto – incluindo aí Marcos Aurélio e já com a permanência de Jonas. O Coritiba, segundo o diretor, ficou mais jovem e mais rápido com as alterações no grupo, tanto que apesar de “estar sempre atento ao mercado”, o pensamento de agora é parar com as contratações, para quem sabe voltar ao mercado após o Paranaense (como no ano passado).

Ele bota muita fé em Lincoln. Não conversamos a esse ponto, mas ficou claro que a diretoria alviverde também percebeu que faltou um líder no time – um líder não só moral (como Pereira, Jéci, Tcheco e Edson Bastos), mas um líder técnico, aquele que aparece nas horas decisivas e assume a bronca. Para Ximenes, esse cara será Lincoln. Mesma opinião do Fabrício, nos comentários aqui do blog. “Creio que o “camisa” 10 do Coritiba tem nome: Lincoln”.

Felipe Ximenes pediu um voto de confiança. “Acho que todos viram que fizemos um trabalho correto em 2010 e 2011. Estamos fazendo um planejamento semelhante, e mesmo assim fomos cobrados”, desabafou. Diferente de outros dirigentes do clube, ele não faz projeções superiores às de 2011. “Ano passado foi um ano mágico”, resumiu o diretor.

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De toda a conversa que nós da 98FM tivemos com o gerente executivo do Coritiba, uma frase me marcou. “No futebol não existe passado nem futuro, só existe o presente”. Daí partem o pedido de confiança, a cautela nas declarações, a luta incessante para que as apostas (inevitáveis quando se trata de contratações, seja o jogador que for) deem certo. Ximenes, profissional experiente, tem consciência de que o clube está no bom caminho, mas sabe que tudo depende do que acontecer dentro de campo. Por isso, a avaliação começa na hora em que o Coxa pisar no gramado do 14 de Dezembro, pra abrir o Paranaense contra o Toledo.