Estaduais

Leia o post original por carlos cereto

Para quem gosta de futebol, o meio de semana de jogos decisivos pela Copa do Brasil e Libertadores é um prato dos mais saborosos, para ser saboreado em frente à TV, de controle remoto na mão, zapeando o mais rápido possível para perder nenhum lance das competições que mais despertam o interesse nesse primeiro semestre. No fim de semana teremos as definições dos estaduais, mas infelizmente o interesse não será o mesmo como comprovam os públicos abaixo do esperado nos jogos do último domingo. É claro que ausência de clássicos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas, contribuíram para o esvaziamento das finais, mas cabe no mínimo uma reflexão. A conclusão é simples. Os estaduais não despertam mais o interesse como antes porque não tem a mesma importância de antes. Os tempos são outros e em época de globalização as preferências mudaram. A Libertadores ganhou muito em importância e é hoje muito mais atraente do que antes e a Copa do Brasil está cada vez mais interessante. Infelizmente os estaduais transformaram-se em competições secundárias. Como bem disse Muricy Ramalho, sob a visão do torcedor, ganhar o estadual não é mais do que a obrigação, mas perder causa muita dor de cabeça. Ou pelo menos causava. Corinthians e Palmeiras foram eliminados do campeonato paulista e nada aconteceu, mas certamente em caso de eliminação da Libertadores e Copa do Brasil a crise será instalada em proporções desastrosas. Então qual é a solução? Quero deixar claro que não sou a favor do término dos estaduais. Como bom “caipira” sei da importância, história e tradição dessas competições ,sobretudo para o interior, mas já passou da hora de se repensar o modelo dos torneios domésticos. A começar pelo tamanho. No caso do Paulista, por exemplo, é um exagero disputar a competição com 20 clubes, por maior que seja a importância econômica do estado de São Paulo. A Federação Paulista de Futebol já manifestou o interesse em modificar o regulamento para o ano que vem, ma sem diminuir o número de clubes, o que por hora está descartado, fica difícil encontrar uma fórmula mais adequada do ponto de vista do calendário, disputa e regulamento. De todo modo já um avanço que se pense na mudanças. Gosto do sistema do Rio de Janeiro, com os confrontos dos campeões de turno e returno. Seria uma alternativa mais interessante, mas ainda longe da ideal. Faria ainda algo diferente. Tiro curto, dinâmico. Dois grupos de 10. Turno com 9 jogos e classificação de 4 times de cada grupo para a fase de quartas de final. Jogos de mata-mata em ida e volta, nas quartas, na semi e nas finais do campeonato. Em 15 datas o campeonato seria resolvido. Os times eliminados disputariam torneios de consolação, troféu do interior, e para definir os rebaixados. Seriam 8 datas a menos em relação ao atual campeonato, com 23 datas. A competição poderia começar um mês depois, com tempo suficiente para a pré-temporada. É claro que todos os lados envolvidos devem ser consultados e os compromissos comerciais respeitados. O importante é que haja o debate sobre o assunto e que todos os lados sejam pesados na decisão.
E pra você? Qual seria a melhor fórmula para os estaduais?