Alegria

Leia o post original por Mauro Beting

 

 

Não teve “chupa”. Teve alegria. Orgulho. Corinthians.

Zoado por décadas, o fiel campeão da América (não, não é mentira…) não saiu por São Paulo gritando contra os rivais que tanto o apoquentaram. Buzinou e soltou rojão na mais longa das noites para ele – e para os que não dormiram. Mas não devolveu no berro o que tantos gritaram contra ele e sua paixão.

Era alegria. Imensa. Era alívio. Eterno. Era um sentimento que não tem palavra. A não ser Corinthians. Ser Corinthians.

É isso. O sorriso que se abriu como o choro é de algo que não se pode medir ou falar. Ou aquilo que expressou Ronaldo Giovanelli, 601 jogos pelo Corinthians dele, que disse horas depois do título invicto que estava mais cansado e dolorido que depois das tantas partidas que fez pelo Timão.

Mas nunca foi tão fácil para quem adora dizer que tudo é mais difícil. O Corinthians não sofreu contra o maior campeão deste século. O Boca foi minguante expressão do que já foi. Foi Riquelme. Que se despediu dizendo que não pode seguir no clube do coração jogando meia bola. Um quarto de Boca.

O Corinthians foi coração toda a Libertadores. Foi também cabeça. Foi muito corintiano ao não ter um time de estrelas. Mas o melhor time. Com futebol competitivo. Campeão. E, sim, Tite: sorte campeã.

Concordo que tem gente que desmerece o trabalho de um vencedor só falando da fortuna. Mas o Timão teve a felicidade que faltou em outros anos. E que sobrou na campanha irrepreensível. A partir da defesa de Cássio na bola de Diego Souza. Quando Alessandro deixou de ser o Guinei modelo 2012 para ser o capitão campeão da América.

Quando ali, estava na cara que só poderia dar Corinthians. Com futebol e sorte de campeão.

Também por isso o corintiano foi enorme na celebração. Não zoou. Porque ninguém pode contestá-lo.

Não mandou ninguém chupar.

Até porque, no fundo, e falo por mi e por muitos, os rivais ficaram como em 13 de outubro de 1977.

Era hora do Timão.

Foi, Corinthians.