Chimarrão e churrasco: santo remédio para Luxa

Leia o post original por Mion

Luxemburgo reencontrou equilíbrio e colocou todo o seu conhecimento em prática no Olímpico.

A vida mais tranqüila no sul fez bem a Vanderlei Luxemburgo. Em 2010 o técnico falava em um período de reflexão e necessidade de reciclagem. O Grêmio proporcionou as duas coisas sem forçar nada, aconteceu naturalmente. E como detalhe importante, sem deixar de trabalhar em um grande clube brasileiro e ter responsabilidade de brigar por vitórias e títulos, porém sem a pressão alucinada do eixo Rio-São Paulo.

Chegou em ferevereiro no Olímpico falando em reestruturação do time, novo projeto, bem aquilo que gosta de fazer. A receptividade natural dos gaúchos, o ambiente descontraído, aquele chimarrão pela manhã, churrasco e afeto deixaram Luxa relaxado, com a cabeça centrada no futebol. Longe das badalações do Rio e excesso de exposição na mídia criaram terreno fértil para o treinador fazer a sua semeadura e começar a colher os frutos. E olha que o começo foi difícil, nem sequer participou da final do Gauchão 2012. O Inter faturou o título em cima do Caxias. Nada abalou a confiança em seu trabalho. A partir daí viu que estava realmente em casa e tinha a confiança da diretoria, estímulo da torcida e respeito da imprensa. Esses pontos foram fundamentais para Vanderlei, significou o recomeço de sua carreira, soube que poderia trabalhar em paz.

Brigar pelo vice do Brasileirão é a demonstração de que Luxemburgo retornou de verdade. Se o Grêmio e Luxemburgo tiverem juízo renovam a parceria por mais uma temporada. Com dois ou três reforços de qualidade, o Grêmio será favorito ao Gaúchão, fará bonito na Libertadores e entra para brigar por mais título do Brasileirão.

Nada mau para o clube que andava em crise e um técnico considerado ultrapassado em final de carreira. Os dois ressurgiram das cinzas, hoje botam banca, respeitados e temidos por todos, principalmente no eixo Rio-São Paulo.