Brasileiros em alta

Leia o post original por Gaciba

Não são somente as equipes brasileiras (que conseguiram um feito inédito de classificar seus 6 representantes para fase de oitavas de final) que estão fazendo história na Libertadores deste ano. Após longo tempo os árbitros brasileiros recobraram a liderança em número de escalas na competição. Se nas pistas de atletismo as coisas não andam muito bem, parece que dentro dos gramados nossos árbitros vem agradando a Conmebol.

Em 2012, na mesma competição, ao final da fase de grupos os brasileiros somavam 15 escalas ficando atrás dos argentinos (17 designações) e dos uruguaios (16 indicações) em 108 jogos disputados. Com o mesmo número de partidas este ano a liderança no ranking de escalas é do Brasil com significantes 24 escalas contra  14 de argentinos e colombianos. Pulamos de 13,9% das escalas possíveis para 20,4%.

Confira o quadro comparativo abaixo por País nas edições de 2012 e 2013:

Quando o assunto é número de faltas marcadas, os árbitros brasileiros seguem sendo uma das maiores médias (28,2 por jogo) praticamente empatados com os chilenos (28,3). Uma melhora em relação a média do campeonato brasileiro de 2012 que ficou com um excessivo número de 37 faltas marcadas em média por partida. Neste quesito, o número mais surpreendente é o dos árbitros argentinos que marcam apenas 20,8 faltas em média por jogo. “Siga la pelota”!

Infelizmente, mais uma vez, um confronto entre brasileiros, apitado por um árbitro brasileiro (e bem) foi a partida com o maior número de faltas entre as 108 disputadas. Assim como Santos e Internacional com 42 faltas foi o recorde de 2012; São Paulo e Atlético MG chegaram a alarmantes 50 infrações este ano.

Em confrontos diretos, somadas as duas partidas, o recorde negativo coube a Corinthians e Tijuana. Foram 92 faltas somando os jogos do México (49) e do Brasil (43). Como curiosidade, a partida com o menor número de faltas ocorreu entre Olimpia e defensor, ainda na 1ª fase apitada pelo árbitro brasileiro Heber Lopes. O jogo só foi paralisado 10 vezes por este motivo.

A média de faltas da competição deu um salto. Neste momento (final da fase de grupos) em 2012 apresentava 19,9 faltas marcadas em média por jogo e hoje é de 25,8 por partida (muito semelhante a Liga dos Campeões da Europa – 26 por jogo).

Confira o quadro comparativo dos árbitros por País e suas respectivas médias na competição:

Se a média de faltas marcadas aumentou, os cartões amarelos diminuíram. Sim, mais faltas, menos cartões amarelos. Terminamos  a segunda fase da competição de 2012 com 534 amarelos apresentados (4,94 por jogo) e  em 2013 foram apresentados 508 amarelos (média de 4,70 por partida) Seria o efeito da punição por um jogo para aqueles que somarem 3 advertências? Creio que sim! Percebi menos cartões por reclamações, o que já é um avanço! Também nas expulsões tivemos uma pequena melhora de 42 vermelhos em 2012 (0,39 em média) para 40 em 2013 (0,37 por partida).

Tivemos um “jogo perfeito” (sem a apresentação de nenhum cartão). Na primeira rodada do grupo 7 o árbitro equatoriano Omar Ponce não precisou retirar as “tarjetas” do bolso na partida entre Universidad do Chile e Deportivo Lara da Venezuela. Fato bem diferente do que ocorreu no grupo 2 na partida entre Sporting Cristal do Peru e Libertad do Paraguai onde o árbitro Roberto Silvera do Uruguai “abriu o bolso” 11 vezes (10 amarelos e 1 vermelho) no jogo com maior número de cartões na competição.

Na relação por Países, impressiona os números dos argentinos que apresentam “apenas” uma média de 3,1 cartões amarelos por jogo e a severidade fica por conta dos colombianos que usam o amarelo em média 5,9 vezes por partida. Filosofia ou coincidência?

Individualmente o árbitro com o maior número de escalas foi Wilmar Roldan da Colômbia com 7 jogos seguido de perto por Roberto Silvera do Uruguai com 6. Entre os brasileiros, Heber Lopes, com 5 jogos, foi o mais designado. Roldan, aliás, é o árbitro com a maior média de amarelos por jogo (7,0) com Silvera em segundo com 6,5 por partida (se levarmos em conta os árbitros que apitaram no mínimo duas partidas). Um aviso da Conmebol?

Usando o mesmo critério de um mínimo de duas partidas apitadas; Carlos Vera do Equador (5 em 5) Antonio Arias do Paraguai (4 em 4) e PC Oliveira do Brasil (3 em 3) são os árbitros com maior média de vermelhos 1,00 por partida.

Na média de faltas maracadas (no mesmo critério) Ricardo Marques do Brasil tem a maior média de todos: 34,3 por jogo e Saul Laverni da Argentina a menor 18,3 por partida.

Ao todo a Conmebol escalou 37 árbitros para estas 108 partidas. Confira o quadro disciplinar de todos os apitadores abaixo:

 

Agora é aguardar o “mata-mata” para sabermos quem chegará a final.