Galo com sorte de campeão como Guga em 1997 em Roland Garros

Leia o post original por Milton Neves

O eterno mata-mata do tênis é como futebol em suas copas e competições quando de jogos eliminatórios.

Explico.

Um dia, em 2005, ao vivo, no Terceiro Tempo, então na Rede Record, o grande Guga, nosso Éder Jofre ou Ayrton Senna do tênis, me disse algo muito interessante sobre o próximo adversário de cada um nesse tipo de competição, o terrível mata-mata.

“Muitas vezes ou quase sempre, quando a gente acaba por ganhar o título, ganhamos de quem ganhou daquele que ia ganhar da gente”.

Muito simples.

E ele lembrou que naquele seu primeiro título de Roland Garros foi fácil só a final contra o espanhol Sergi Bruguera.

“Contra Kafelnikov e Medvedev estive quase derrotado, mas contra os adversários que eles eliminaram para me enfrentar, acho que teria sido pior”, imagina.

Pois, agora com o Galo, guardados as devidas proporções de genialidades, as coisas estão bem parecidas.

Agora vem aí o Newell´s Old Boys e quem não garante que o Boca Juniors não eliminaria o time de Cuca?

E o Flu também não seria pior?

E contra o Tijuana o Galo esteve para perder os dois jogos.

No sintético deu 2 a 2 para um Atlético lotérico.

E bota loteria no jogo desta quinta-feira.

Vi tudo aqui na “Fazenda do Ipê” de Guaxupé-MG, com 3 graus de temperatura, a 505 quilômetros de Belo Horizonte e 302 de São Paulo.

Emocionante, inacreditável, espetacular, talvez inédito, impressionante e inesquecível.

“São” Victor, por três vezes, sendo a do pênalti válida por 10 milhões, operou milagres para os aplausos de Kafunga, Marcial, Renato, Mussúla, Taffarel e Mazurkiewcz.

E vi o jogo ao lado do Lucas, o Lukinha, hoje Secretário Municipal de Esportes de Muzambinho-MG, ex-goleiro do Ituano, da Caldense, da Seleção Paulista de Novos e do Paulista de Jundiaí quando Victor era reserva dele.

É mole?

É a vida.

Lukinha parou com a bola e hoje é casado com a filha do meu amigo Jairo Paçoca, o Jairo Rondinelli, primo de “Deus da Raça” do Flamengo, nascido aqui pertinho em São José do Rio Pardo-SP.

“O Victor sempre foi largo para pegar pênalti nos treinos”, lembra o ex-titular nos tempos de reserva do atual ídolo atleticano.

Pois agora pode ocorrer algo parecido com o Galo “reserva”, em títulos, de grandões do futebol brasileiro como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Fluminense e Grêmio.

O clube Atlético Mineiro que pode virar titular pelo Brasil na Libertadores e no Mundial de Marrocos em 2013.

Teve talento, muito talento, antes dos dois jogos lotéricos contra o Tijuana, e acabou por avançar graças ao que ele nunca teve na vida: sorte, sorte de campeão!

E, como “sorte é o encontro da capacidade com a oportunidade”, o primeiro título de “Roland Garros” do Galo está logo ali por algumas semanas.

E lá na França de Roland Garros não é tudo na base de… galo?

Certo, Guga?

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