Confederações – 1ª rodada

Leia o post original por Gaciba

Hoje, o enfrentamento (ou a festa) ocorrido entre Nigéria e Taiti em Belo Horizonte marcou o término da primeira rodada da Copa das Confederações.

Bons e interessantes jogos em que a arbitragem não foi motivo de reclamação enfática de nenhuma das seleções. Mas, para aqueles que gostam, vale a pena ressaltarmos os destaques (positivos e negativos) desta rodada. Números e lances óbvios e interessantes de cada uma das 8 seleções que lutam pelo título.

MÉDIA DE GOLS MARCADOS: 16 em 4 jogos (EXCELENTE MÉDIA: 4,0 POR JOGO)

GOLEADORES: Oduamadi (Nigéria) 3 gols; Echiejile (Nigéria) 2 gols; Jô, Neymar e Paulinho (Brasil); Pedro e Soldado (Espanha); Baloteli e Pirlo (Itália); Hernandez (México); Jonathan Tehau (Taiti) e Suarez (Uruguai), 1 gol cada.

GOLS MAIS RÁPIDOS: Neymar – BRA (Brasil x Japão) 2’53″; Echiejile – NIG (Nigéria x Taiti) 4’54″; Odumadi – NIG (Nigéria x Taiti) 9’42″.

FALTAS COMETIDAS: 119 em 4 jogos. Alta média (para os padrões internacionais) de 29,75 faltas por jogo (Para aqueles que consideram as médias de nosso futebol absurdas o Brasileirão de 2013, até a quinta rodada tem média de 33 faltas marcadas por jogo – até que não estamos tão longe).

EQUIPES MENOS FALTOSAS: Aplausos ao TAITI que só fez 5 faltas contra a Nigéria. A própria NIGÉRIA é a segunda menos faltosa com 13 faltas cometidas. Óbvio que Nigéria e Taiti foi a partida com menos faltas marcadas: 18.

EQUIPES MAIS FALTOSAS: Uruguai (21), México (19) e Itália (17). México x Itália e Espanha x Uruguai somaram 36 faltas em suas partidas.

OS CAÇADORES: Os jogadores que mais cometeram faltas foram – Ogude (Nigéria) com 8 faltas (e não levou cartão amarelo); Lugano (Uruguai), Uchida (Japão), Rodriguez e Torrado (México) todos com 4 faltas feitas.

OS CAÇADOS: Os jogadores que mais sofreram faltas foram: Alvin Tehau (Taiti) 6 faltas e Pirlo e Baloteli (Itália) 5 faltas recebidas cada.

ATLETAS ADVERTIDOS COM  1 CARTÃO AMARELO: Pendurados no torneio que pune com uma partida de suspensão os atletas que receberem 2 cartões – Omeruo (Nigéria); Barzagli, de Rossi e Baloteli (Itália); Giovani dos Santos e Héctor Moreno (México); Hasebe (Japão); Lugano e Cavani (Uruguai); Arbeloa e Piqué (Espanha). Somente Brasil e Taiti não tiveram jogadores advertidos.

Foram 11 amarelos em 4 jogos, uma boa e baixa média de 2,75 advertências por jogo. Não houve nenhum cartão vermelho na primeira rodada.

Confira os lances que mais charam a atenção nos jogos da primeira rodada para a arbitragem:

A ASSISTÊNCIA

A Nigéria não precisava mas teve uma mãozinha (na verdade uma perna) de ajuda do árbitro Joel Aguilar de El Salvador em seu primeiro gol contra o Taiti. O corte de cabeça do defensor encontrou Joel mal posicionado e a bola que bateu no árbitro serviu-se para Echiejile chutar para o gol. Nas estatísticas da FIFA, Aguilar larga com uma assistência para gol. Retirando o tom de brincadeira essa é uma das jogadas que mais frustra um árbitro de futebol. Não fiz nenhuma assistência para gol em minha carreira mas ofereci alguns “passes” e realizei alguns “desarmes”. Nestas situações só resta rezar para que o desfecho não seja semelhante ao de Aguilar e pedir desculpas a equipe prejudicada. Faz parte…

O EQUÍVOCO

A alta velocidade do ataque Espanhol e o drible surpreendente de Soldado pegou o árbitro Japonês Nishimura mal colocado no final da partida contra o Uruguai. Soldado foi derrubado em situação clara e manifesta de gol, fora da área e a arbitragem não detectou a infração. Falando tecnicamente para os árbitros que nos visitam (e pessoas que gostam de “entender” a arbitragem), neste tipo de jogada o árbitro deve “fechar” sua diagonal rapidamente para que possa ver a situação de forma lateral. Ao procurar “abrir” sua diagonal, Nashimura ficou com os corpos dos atletas entre seu campo de visão e a bola e não percebeu a infração. Perceba na “capa” do vídeo a colocação do árbitro ao fundo.

A POLÊMICA

A jogada de mais difícil interprtação, na minha opinião, ocorreu na partida entre a Itália e o México. Pirlo dribla dentro da área Mexicana, o defensor afasta a bola e na sequência atinge a perna do Italiano. Pênalti?

Lance bacana de ser discutido. Tenho visto uma vertente dizer que o atleta, após atingir a bola não pode atingir o adversário pois deve ser considerado infração. Não é bem assim mas, neste lance, não teremos unanimidade em opiniões. Eu, considero o lance como faltoso já que houve um pequeno “raspão” na bola e um contato forte com o adversário (imprudência). Agora, se o atleta pegasse em cheio a bola e depois atingisse Pirlo, era outra história. Mais uma prova que nenhuma jogada é igual a outra no futebol. Um exemplo que utilizam para defender que não houve falta nesta jogada é comparar a uma saída de gol dos goleiros nos pés dos atacantes. Muitas vezes o goleiro tira a bola e posteriormente se choca com o adversário e observamos a jogada como normal já que o goleiro tocou primeiro na bola. Vale ou não vale uma discussão? Escreva a sua opinião!

Me permitam fazer uma observação para que possamos diferenciar o analista de arbitragem do árbitro. Vendo o lance em velocidade normal, ou seja, tendo os recursos que Osses (muito próximo da jogada) teve dentro do campo de jogo, provavelmente eu não marcaria a penalidade também pelo fato da bola ter trocado de trajetória. Minha opinião baseia-se no replay por ângulo invertido. É importante sempre lembrarmos as diferenças entre “o jogo do campo” e “o jogo da TV”!