Nunca é o bastante

Leia o post original por JC

Mais uma vez o Vasco teve a chance de dar uma respirada no Brasileirão e mais uma vez deixou a chance ir embora. Ainda que estejamos no momento fora do Z4, não há muitos motivos para comemorar o empate contra o Santos, na Arena Maracanã. Primeiro, porque se terminamos a rodada fora da degola, não foi por mérito nosso, e sim pela ajuda do Fluzim. Depois, porque ainda que se leve em consideração os problemas que tivemos ao longo do jogo, eles não justificam os erros que continuamos cometendo e que sempre comprometem os resultados dos jogos.

Falando dos problemas, é impossível não considerar o impacto de se perder dois jogadores por contusão ainda nos primeiros 25 minutos de jogo, ainda mais quando um deles é o craque do time. O Vasco, que vinha tentando impor seu ritmo no começo da partida, sentiu a saída do Juninho logo aos 8 minutos e viu o Santos passar a jogar com mais consciência e ter as melhores chances. Sem seu líder em campo, o time acusou o golpe e pareceu mais nervoso, errando passes e falhando na marcação, dando muito espaço para o Peixe encaixar seus contra-ataques.

Com a lesão do Reginaldo e a segunda substituição precoce acontecendo, o Santos precisou de apenas um minuto para abrir o placar, numa situação bem conhecida pela torcida: jogador jovem do time adversário, que não havia marcado um gol sequer em toda a competição, tenta um chute do meio da rua e conta com a colaboração do nosso goleiro (seja ele qual for). Em desvantagem no placar, o time se perdeu de vez e sofreu outro gol três minutos depois, numa cochilada coletiva da defesa após bola alçada à área.

Diminuir o prejuízo poucos minutos depois, com mais um gol de Edmilson, deu alguma esperança aos mais 56 mil vascaínos presentes no estádio. Mas seria preciso mais que a força da torcida para que o time revertesse a situação no segundo tempo.

E como no atual momento o Vasco não pode pensar em perder pontos, no segundo tempo o time voltou com outra postura, mais ofensivo e com uma marcação mais adiantada. Contando com o Santos, que passou a esperar pelos contra-ataques, o Vasco passou a dominar a partida e pressionar o adversário. As chances surgiam, mas não se concretizavam por conta da boa atuação do goleiro Aranha ou por conclusões erradas ou precipitadas. O empate só veio depois dos 30 minutos, em tabela feita entre Edmilson e André, que marcou ao acertar um chute de virada.

O empate fez o Santos acordar para o jogo e os minutos finais foi de fortes emoções, com ambos os times procurando o gol da vitória. Mas se houve alguma festa até o final da partida para a torcida na Arena, foi apenas quando soubemos do gol do Pato, que decretou a derrota do Fluminense e a saída do Vasco do Z4.

O time lutou, conseguiu empatar na base da raça, terminar a rodada fora da zona de rebaixamento, mas isso foi muito pouco. Perdemos a chance de abrir três pontos do Z4 e chegar à 15ª colocação num momento em que não poderíamos vacilar. Agora teremos duas partidas dificílimas fora de casa e nossos concorrentes terão adversários teoricamente menos complicados. Dependemos apenas das nossas forças, mas a situação não permite qualquer relaxamento. Precisamos muito de pelo menos uma vitória contra Grêmio ou Corinthians para continuar fora da degola. E para isso acontecer, será necessário fazer mais do que fizemos ontem.

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Quem merece os parabéns pela atuação de ontem, como não poderia deixar de ser, é a torcida. Compareceu em peso – e é a nova dona do recorde de público pagante na Arena Maracanã – e apoiou o time sempre. Como disse o Adilson Batista, os torcedores presentes mereciam uma vitória como retribuição.

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