Grêmio e Inter são favoritos na rodada do fim de semana do Brasileirão

Leia o post original por Lisiane Lisboa

Grêmio e Inter são melhores do que Ponte Preta e Coritiba, respectivamente, seus adversários neste final de semana pela penúltima rodada do Brasileirão. Podem ser considerados favoritos por isso. Mas não dá para ver barbadas nesses enfrentamentos.

Primeiro porque a Dupla não está com tudo isso. Segundo porque os adversários estão apavorados com a ideia de rebaixamento. A Ponte está praticamente na Série B de 2014, mas seu presidente manda dizer que, enquanto existir um pingo de esperança, seu time vai com todas as forças. Até mandou fazer promoção de ingressos. O torcedor pagará somente R$ 10 para ver o jogo, e o Moisés Lucarelli deve lotar. Pressão contra o Grêmio.

Já o Coritiba chegou sexta-feira a Caxias do Sul e vai treinar neste sábado no Centenário para conhecer o gramado. O Coxa também faz desse jogo uma decisão. Joga a vida. Portanto, Grêmio e Inter que se cuidem se não quiserem ser surpreendidos.

Realidade

O Palmeiras até pensou em contratar um treinador famoso mas esbarrou em altas pedidas. Assim, o Verdão decidiu encarar a realidade de não pagar salários altíssimos, sob pena de ver seu orçamento combalido.

Foi renovar com Gilson Kleina e ofereceu um salário menor do que ele ganha neste ano, com prêmios sobre conquistas. Além de pagar pouco – em relação ao que era desembolsado -, o Palmeiras valoriza a produtividade, como qualquer empresa que respeita seu orçamento.

Exemplo

Recém chegado da Série B, o Palmeiras dá um exemplo de como se deve fazer para não inviabilizar um clube.

Sou do tempo em que jogadores e treinadores faziam muita questão do bicho. Ele era importante porque os salários eram bons, mas longe desta loucura que se vive agora. Um jogador que ganha R$ 500 mil ou mais, como muitos que andam por aí, está nem aí para o bichos. Não altera sua vida.

Melhor é dar um salário civilizado e compensar com produtividade, ou seja, vitórias. Se não consegui-las, vai ganhar pouco.

É demaaais!

Até sou capaz de entender dirigentes atuais da Dupla que pagam salários milionários. O mercado estava enlouquecido, puxando para cima. Para ter um técnico de primeira linha, era preciso passar dos R$ 500 mil por mês, sem garantia de que daria certo. Mas a grave crise que os clubes enfrentam está colocando a todos na real. Ou termina com a loucura ou a loucura termina com os clubes.