Respiro na hora certa

Leia o post original por JC

O Vasco ainda tem muito o que fazer nesse campeonato para garantir sua permanência na elite do futebol brasileiro, mas começou bem a série de jogos decisivos. Compensando a falta de técnica com muita garra, o time venceu o Cruzeiro por 2 a 1 e segue vivo na briga para fugir do Z4.

Com uma maioria de reservas e obviamente já pensando nas férias, a raposa acabou surpreendida por um Vasco lutador e que tinha muito mais interesse na partida. O gol de Thalles, mostrando mais uma vez sua estrela no novo estádio, logo aos dois minutos do primeiro tempo também nos ajudou. Além de ter empolgado a torcida e os jogadores, a vantagem deu mais tranquilidade para a equipe, que conseguiu se segurar mesmo quando o Cruzeiro partia para o ataque. Com uma transição entre seus setores defensivo e ofensivo muito mais eficiente que a do Vasco, o time mineiro criou algumas chances e poderiam até ter empatado, como num perigoso chute do Éverton Ribeiro, defendido por Alessandro.

Mas no lance seguinte, o Vasco ampliou: numa das raras saídas de bola não feitas com um chutão do goleiro para o ataque, Yotun tocou para Marlone, que passou para Pedro Ken. O camisa 10 se livrou da marcação, tocou para trás e Edmilson recebeu. O atacante acertou uma bomba de fora da área ampliando a vantagem vascaína.

Na volta do intervalo, Marcelo Oliveira mexeu na sua equipe, colocando Julio Baptista no lugar do apagado Vinícius Araújo. E logo no primeiro minuto o time mineiro conseguiu marcar um gol, anulado pela arbitragem. Era o sinal de que o Cruzeiro não estava morto no jogo. Nosso adversário mantinha a posse de bola, mas sem muita contundência e nós passamos a esperar pelos contra-ataques. E a melhor chance do Vasco no segundo tempo surgiu num contragolpe, com Thalles arrancando e obrigando o goleiro cruzeirense a fazer uma grande defesa após um belo chute.

O Cruzeiro ainda conseguiu diminuir, com Éverto Ribeiro cobrando falta que tinha a intenção de ser um cruzamento mas que acabou no fundo das redes. Com o risco de um empate mais próximo, Adilson aproveitou a contusão do Fagner e colocou Renato Silva em seu lugar, deixando clara a intenção de segurar o resultado. Para isso contou com as dificuldades do próprio Cruzeiro, que mesmo tendo mais posse de bola, não chegava a ameaçar. No fim do jogo, o Vasco passou a segurar a bola no campo adversário esperando o apito final, que veio sem alterações no placar.

Claro que seria inocência acreditar que a atuação de ontem seria a mesma contra um Cruzeiro ainda brigando por alguma coisa, mas o Vasco fez por onde conquistar a vitória. Não é difícil para qualquer vascaíno lembrar de vários jogos em que o adversário facilitou a nossa vida e mesmo assim não conseguimos os três pontos. Não foi o caso de ontem: mesmo com as já conhecidas dificuldades da equipe, criamos jogadas, finalizamos um bom número de vezes e podemos dizer que não seria injusto se nossa vantagem fosse mais folgada.

Ainda estamos longe de uma posição confortável. Continuamos precisando vencer os dois jogos que nos restam e, para garantir, secar nossos adversários na luta contra o rebaixamento. Mas essa vitória dá um novo ânimo ao time e à torcida num momento crucial da competição. Conseguimos um breve respiro e temos mais razões para crer que nada está perdido.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Em breve publicarei uma coluna sobre o jogo no site Torcida Carioca, e quando estiver no ar, avisarei por aqui.

Update: já está no ar a coluna no site Torcida Carioca, falando das ridículas suspeitas levantadas sobre a partida…