A sorte só acompanha os competentes

Leia o post original por JC

Dizem que a sorte acompanha quem é competente. E como o Vasco demorou muito para mostrar alguma competência nesse campeonato, mesmo quando ele cumpre seu papel, os bons ventos parecem estar longe de São Januário. Quando o time começa a conseguir seus objetivos, como nessa segunda vitória seguida na competição, dessa vez diante do Náutico, nossa situação continua das mais complicadas.

E nem precisamos jogar bem para vencer a combalida equipe pernambucana. Rebaixado há séculos, com grandes problemas internos e sem qualquer força ou motivação para fazer qualquer coisa no campeonato, o Timbu ainda nos deu mais trabalho do que esperávamos. Muito por conta das nossas limitações, já que o Náutico é realmente um arremedo de time. Nosso adversário chegou a protagonizar momentos de comédia pastelão, mostrando porque sua defesa consegue ser pior que a nossa. O Vasco dominou facilmente a partida no primeiro tempo, marcando o primeiro gol logo aos 5 minutos, com Edmilson aproveitando uma sobra de bola após pelo chute de Yotún, que estourou na trave. Mas o Vasco não conseguiu transformar a vantagem no placar e na posse de bola em chances claras de gol.

No segundo tempo, as coisas não melhoraram. O Vasco manteve a posse de bola, mas sem objetividade. Em muitos momentos, parecia que víamos mais um protesto do movimento Bom Senso, com o time trocando centenas de passes inócuos. E, pior ainda, por alguns minutos chegamos a levar calor da fraca equipe alvirrubra. O 1 a 0 não era um placar confiável e Adilson só resolveu mexer na equipe depois de ouvir muito os pedidos da torcida por Bernardo. E mais uma vez ele mostrou sua estrela, marcando o gol da vitória quase no fim do jogo em bela arrancada.

Mas ainda que tenhamos conseguido a vitória, o fator sorte – ou no caso, a falta da mesma – deu as caras, mostrando como os vários pontos perdidos ao longo do campeonato poderiam fazer a diferença. Como apenas o Fluzim não venceu na rodada, o Vasco não conseguiu sair do Z4 e vai para a última partida precisando não apenas vencer o Atlético-PR (que precisará do resultado diante da sua torcida para se garantir na Libertadores), mas também dependendo que outros concorrentes percam pontos. É o preço que se paga por demorarmos a mostrar  uma maior competência.

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