Garfados. De novo.

Leia o post original por JC

Senão vejamos: no primeiro tempo, o Vasco massacrou o Framengo, dominando amplamente a partida (chegamos a ter quase 70% de posse de bola), comandando as ações no meio de campo e criando chances de gol. Aí a arbitragem começou a fazer lambança, primeiro não confirmando um gol que até Stevie Wonder veria e depois, quando já havíamos aberto o placar – em bela jogada de Douglas, que foi muito bem na estreia – inventou uma falta em Elano em lance que terminou no gol de empate.

O empate mulambo, pela forma como aconteceu (com o juiz de linha do nosso lado fazendo o trabalho que o meliante do lado oposto não fez) tiraria do sério qualquer equipe, mesmo que fosse uma seleção budista do Nepal. Prova disso foi o destempero dos jogadores do Vasco no final da primeira etapa, quando o quinteto de arbitragem precisou da ajuda da polícia para sair de campo.

No segundo tempo, vendo que as coisas estavam bem ruins para seu time, o treinador da urubulândia tratou de jogar sua equipe pra frente. A framengada equilibrou o jogo e em alguns momentos teve mais posse de bola. Mas na prática, o Vasco correu poucos riscos. O problema é que, enquanto as alterações mulambas melhoraram seu time, as nossas, quando foram feitas, tiveram efeito contrário: Barbio, Ken e Bernardo seriam, no máximo, trocas seis por meia dúzia. E nem isso foram. Sem Aranda – que vale lembrar, já tinha um amarelo – perdemos um pouco de força no combate pelo meio  e sem Douglas, passamos a não ter qualquer jogador para armar jogadas.

Abusando das ligações diretas e dependendo apenas dos contra-ataques que poderiam surgir com a velocidade do Barbio, o Vasco passou a claramente gostar do resultado e esperava o apito final. O preço dessa atitude foi sofremos um gol aos 44 minutos do segundo tempo, num lance bobo e infeliz, no qual a bola só entrou por conta de um desvio na nossa marcação.

O resultado foi injusto, não apenas por não refletir o que aconteceu no jogo, mas principalmente porque se não fossem as pixotadas da arbitragem – e podem incluir aí um pênalti claro sofrido pelo Everton Costa no primeiro tempo – poderíamos ter vencido a partida. Não fosse o placar construído em cima dos erros dos árbitros, agora estaríamos falando da evolução do time, que teve no primeiro tempo do jogo sua melhor atuação no ano.

Perder um jogo para a mulambada por erro de arbitragem é como a violência no Rio: acontece sempre e as autoridades são incompetentes demais para resolver o problema. Os dirigentes, tanto do Vasco quanto da FERJ, não fazem nada para mudar o que já podemos infelizmente chamar de tradição carioca. O pior é saber que além de perdemos na garfada, termos caído na tabela e perdido nossa invencibilidade, a maioria da torcida não poderá avaliar com isenção o que houve de positivo no time do Vasco.

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Um erro é pouco…

No Brasileiro de 2011, o Sr. Péricles Bassols apitou as duas partidas entre Vasco e mulambos. Nas duas ocasiões, o dito “árbitro de futebol” ignorou solenemente dois pênaltis claríssimos a nosso favor, um em cada jogo. Como prêmio – além de ter sido promovido ao quadro da FIFA – o Sr. Bassols foi um dos escolhidos pelo Sr. Jorge Rabello, presidente da comissão de árbitros do Rio, para o sorteio dos árbitros para a final do Estadual de 2012.

À época, para explicar a escolha, Rabello disse:

Entendemos que na final tem que estar os melhores, e obviamente ele (Bassols) é um dos melhores”.

Ontem, após a falha clamorosa do Sr. Rodrigo Castanheira, dito “fiscal de linha”, Rabello foi taxativo:

Não vai haver punição. (…) Não há como se opor às imagens do replay. Infelizmente ele errou. Normal”.

Diante dessas atitudes, podemos deduzir que, para o dito “presidente da comissão de árbitros do Rio”, o normal é a arbitragem errar contra o Vasco. E mesmo com o reconhecido erro e com evidências de que ele seja torcedor do framengo, seguindo essa lógica, o Sr. Castanheira deve receber uma promoção em breve.

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