“No mata-mata, ganhar por um a zero vale o mesmo que golear por 5 a 0″, diz Thiago Ribeiro, atacante do Santos

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Ganhar por um a zero é o mesmo que vencer por cinco a zero. O atacante Thiago Ribeiro usa esta frase para explicar que, sim, o Santos gosta de fazer gols. E, não, o Santos sabe que os tempos difíceis estão chegando e não vai ser fácil continuar com chuva de tentos. “O Campeonato está afunilando. Se ganharmos de um a zero até a final será ótimo”, disse o santista ao Blog do Boleiro.

Numa conversa por telefone, Thiago, 28, repetiu em três ocasiões que os jogadores do Peixe “estão com os pés no chão” e sabem que “não ganharam nada”. Ele acha que as quatro partidas em que o Santos fez cinco gols (sobre Corinthians, Botafogo, Bragantino e Mogi Mirim) mostram apenas que o time santista tem vocação ofensiva e uma filosofia de jogo.

A equipe dirigida pelo técnico Oswaldo Oliveira tem a melhor campanha do Campeonato Paulista depois de 13 rodadas: 32 pontos ganhos. A pontuação é a mesma do Palmeiras, mas os santistas ficam na frente no critério gols marcados: 34 contra 23. Golear na primeira fase do torneio é uma arma: “Se ficarmos em primeiro e chegarmos à final, significa que jogamos mais três confrontos decisivos na Vila Belmiro”, calcula Thiago. “E jogar na Vila é jogar mais à vontade”, completou.

Blog do Boleiro – Catorze gols nos últimos três jogos. Isto significa que o Santos optou de vez pelo ataque?
Thiago Ribeiro –
Significa que a gente joga para vencer. E, para vencer, a gente precisa fazer gols. As goleadas são consequência desta maneira de jogar que o Santos tem e que não muda mesmo quando está em desvantagem. Uma a zero vale o mesmo que 5 a 0. Mas se vier goleada, melhor.

Dos 13 jogos que o Santos já disputou no Campeonato Paulista, cinco terminaram com vitórias por goleada e quatro deles com o ataque marcando cinco gols. Era esperado por vocês?
Assim não. Nós marcamos muito a saída de bola do adversário porque se tomarmos a bola, vamos estar mais perto do gol deles. Mas há momentos em que o adversário, por sua qualidade, não permite que façamos esta marcação. Então nossa obrigação passa a ser voltar para ajudar lá atrás. A ideia é deixar a defesa protegida. Temos sofridos contra-ataques e ela tem trabalhado bem.

Os jogadores do Santos falam sobre este desempenho ofensivo? Vocês acham que dá para seguir goleando?
A gente fala sim. Temos conversado que é importante continuar procurando o gol. Nossa vocação é ofensiva. Agora, a gente sabe que estes gols não valerão nada a partir do mata-mata. Temos os pés no chão e sabemos que não ganhamos nada. O campeonato está afunilando. Os jogos serão mais difíceis, decididos nos pequenos detalhes. Acho que não vão ser jogos de muitos gols. Se a gente chegar à final ganhando todos os jogos por um a zero vai estar ótimo.

Você é um dos artilheiros do time. Aliás, você, Geuvânio, Cícero e Gabriel. Até aqui todos marcaram cinco gols cada.
Isso é bom. Porque as defesas adversárias não podem jogar para anular o Thiago ou outro jogador individualmente. A gente tem um time que chega bem em grupo. Isso sem falar no Leandro Damião que já tem quatro gols e é artilheiro. O Arouca e o Emerson também já deixaram a marca deles. Isto mostra que, quando os homens de frente ficam sem espaço, os homens do meio aparecem para definir.

Desde que você chegou em agosto do ano passado, esta é a melhor fase do Santos?
Ah é. Mas é porque encontramos uma maneira de jogar e não mudamos mais. Jogamos sempre para a frente. Sempre igual. Isso vale quando estamos pressionados ou quando estamos vencendo por três ou quatro gols. A gente não muda a marcação e não muda a postura.

O Santos entra no mata-mata com o favorito?
Entra como um dos favoritos. O Palmeiras está muito bem. Somos duas equipes com favoritismo, cada um jogando de modo diferente do outro. Vamos ver quando começar o mata mata. Porque o São Paulo vem crescendo também e o Corinthians ainda pode se classificar. E, no mata-mata, tudo muda.