Pós-jogo: América 1 x 1 Villa Nova

Leia o post original por Flávio Drummond

Design Arthur Henriques (Twitter: @arthurhenriques).

Dois passos em frente, um passo atrás.

Ê, América, como é possível? Tava indo bem…

Mais um jogo de 45 minutos. O América parece desconhecer que o jogo tem dois tempos de 45′. Ontem então, a demora do time para voltar dos vestiários no intervalo, só reforçou minha suspeita. Voltaram correndinho, com o Villa já postado em campo para jogo, apressados. Tão apressados que esqueceram o futebol lá dentro, tomando uma ducha fria.

“Coelho e Leão empatam em jogo bom no Independência”

“Moacir Júnior lamenta má atuação no segundo tempo do empate com o Villa”

Se o Moacir lamenta, imaginem eu!

O primeiro tempo foi bom, mas só isso também. Bom. Não brilhante. Ainda assim tivemos várias oportunidades e o placar de 1×0 ao final poderia ter sido melhor.

A fase estava muito ruim e vem melhorando, mas não dá pra abusar da sorte. O time precisa se manter focado em cada lance, não pode dar a partida como vencida, nem deixar de disputar cada bola.

Matheus quase entregou. Quiz fazer bonito ao invés de fazer o mais fácil. Ainda não é hora pra isso.

Repito, o time está melhorando, encontrando seu caminho, mas não pode se descuidar. Graça a gente faz quando está sobrando, e estamos bem longe disso.

Para mim esta atitude do Matheus reflete o estado de espírito da equipe. Os resultados anteriores vieram e permitiram a equipe alguma tranquilidade. Tranquilidade esta que foi confundida de relaxamento.

Não, o América ainda não está pronto pra isso, meus caros boleiros. Embora a situação na tabela estivesse sob controle antes da partida, ainda não dá pra achar que a vitória virá sem o esforço de cada um dentro de campo. Ou já se esqueceram que o resultado contra o Guarani foi no sufoco, contra um time de 10, valendo-se ainda de um gol muito mal resolvido? Tem que comer capim.

Mesmo no bom primeiro tempo, tivemos um gol de bola parada enquanto as chances criadas eram perdidas nos detalhes: no drible a mais, no passe displicente, no querer resolver sozinho, no medo de chutar a gol. A cabeça podia estar no jogo, mas não com toda a vontade que deveriam ter. Não pode cochilar, nem por um minuto.

Antibiótico, já tomaram? Pois é. É mais ou menos por aí. Inicia-se o tratamento com a posologia indicada pelo médico. Antes mesmo do fim, uma melhora nos sintomas e o retorno do vigor nos faz crer que já estamos curados, mas o doutor avisou, toma tudinho. Siga com o tratamento até o final pois o risco da recaída existe e o mal-estar pode voltar com ainda mais agressividade. Então, Coelhão, toma o remedinho, sem fazer cara feia.

Nada é natural nessa vida. É tudo fruto de trabalho. Vamos remar! Capinar cada centímetro do campo.

Ainda dá. Tá difícil, mas enquanto houver possibilidade matemática, temos que buscar cada resultado. Acorda, Coelhão!!!

Acerta o time aí, Moacir. De novo! Vamos pra cima.

MELHORES MOMENTOS

Henrique Pinheiro

@geral_americafb.com/Geral.America

#REAGEAmérica

“Coelho na raça, deca no peito!”