As previsíveis dificuldades do Corinthians com o Itaquerão

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Quando o Ricardo Teixeira, há sete anos, disse que os estádios da Copa do Mundo seriam pagos pela iniciativa privada, o fez inclusive no simpósio com governadores, eu não acreditei e fui criticado.

Minha linha de raciocínio era muito simples.

Se levantar Arenas fosse um negócio bom e fácil de ser gerido, as empresas teriam construído algumas antes de o Brasil ser confirmado como país que receberá o Mundial deste ano.

Me posicionei contra a candidatura porque nenhuma fez isso e conheço o histórico brasileiro de mau uso de dinheiro público.

O fato de saber que o compromisso de sediar a competição era também do governo, e que isso talvez gerasse lobbys ruins como a troca de favores com empreiteiras, aumentou minha convicção.

Diante desse cenário, fica claro que é difícil, não impossível, para qualquer clube, mesmo com ajuda de lobby do governo, atrair investidores da iniciativa privada para bancarem obras de estádios.

Os problemas que o Corinthians enfrenta para pagar o Itaquerão são tão normais quanto eram previsíveis.

Isso explica a razão de a diretoria não ter investido em contratações no começo do ano.

Aliás, na maioria das vezes que uma equipe decidiu construir nova casa ela diminuiu a grana para reforçar o time de futebol.

O colega Perrone, no blog dele, cita conversas que teve com dirigentes sobre o assunto.

http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2014/03/para-dirigentes-corintianos-ficou-mais-dificil-ainda-pagar-estadio/