A vida humana não pode ser banalizada

Leia o post original por Pedro Ernesto

Recebo telefone do coronel da Brigada Militar Paulo Roberto Mendes para falar de racismo e violência. Ele me relata que vibra com a pressão que a imprensa faz em função do caso de racismo envolvendo o árbitro Márcio Chagas da Silva. Mas o coronel também me lembra que quer ver a maioria da imprensa com a mesma força batendo em cima dos crimes contra a vida.

Na semana passada, lembra ele, em apenas uma semana, em uma única vila da cidade de Gravataí, aconteceram oito assassinatos. Não ganhou a mesma intensidade de notícias na maioria dos veículos _ vale lembrar que no Diário Gaúcho o caso foi manchete durante três dias e, muito pela cobrança do jornal, a polícia fez uma operação na região.

Segundo Mendes, a vida humana está banalizada. Ele não faz uma crítica a imprensa, mas sim a sociedade. Mendes quer, e eu concordo, que a sociedade trate os casos de homicídios com a mesma veemência que estamos tratando o caso de racismo do qual Márcio Chagas é a vítima. Não podemos deixar a vida ser banalizada e nos conformarmos com as dezenas e centenas de homicídios que ocorrem a nossa volta.

Volantes

Claro que o Grêmio tem que jogar com três volantes contra o Newell’s Old Boys. Este é um esquema ajustado cujo funcionamento deu para o Grêmio a melhor campanha entre os 32 times da Libertadores.

A entrada de Dudu é uma grande opção para qualquer eventualidade. Mas, para começar o jogo, é preciso ter robustez defensiva. Além disto, é importante esclarecer que os volantes do Grêmio têm boa capacidade ofensiva. Contra o Nacional, em Montevidéu, foi um cruzamento de Ramiro para o gol de Riveros.

Barcos

São nove gols em nove jogos. Uma média maravilhosa para um centroavante. Só que são gols marcados contra adversários do Gauchão. Na Libertadores, em dois jogos, Barcos não marcou.

Em Gre-Nais, foram dois gols, todos de pênalti. E no Brasileirão do ano passado foram quatro ou cinco. Um time que quer ser campeão de uma competição como a Libertadores precisa que seu centro avante faça mais do que isto. Quinta-feira, Barcos terá uma grande oportunidade de se tornar protagonista.

Demais

Acho que D’Alessandro não vai fazer muita falta no jogo de amanhã contra o Remo. Seu substituto, Alan Patrick, tem feito jogos de grande participação e categoria.

O problema do Inter está no sistema de marcação. Joga com só um volante que costuma se soltar para o ataque. Precisa ainda contar com mais efetividade de Jorge Henrique, que é titular absoluto segundo Abel Braga mas que, invariavelmente, tem deixado a desejar.