Palmeiras faz a sua estreia com vitória e muita lama na Copa do Brasil

Leia o post original por Flavio Canuto


Nem sei se vale a pena comentar sobre um jogo bizarro desses. Acho muito legal quando vejo o Palmeiras sendo recebido em outros estados, a recepção sempre é muito calorosa, nossa torcida é maravilhosa nos quatro cantos do País, mas não pode ficar apenas nisso.

Para receber uma partida de futebol oficial, o estádio da cidade deve estar pronto para um evento de tamanha importância tanto para torcida local quanto para quem acompanha de longe.

Não vimos isso hoje em Vilhena, onde o Palmeiras estreou na Copa do Brasil com uma vitória magra,  por 1 a 0, contra a equipe do Vilhena,.

O resultado não permitiu ao Verdão eliminasse o jogo de volta, marcado para o dia 10 de abril, mas ao menos proporcionará a classificação para a próxima fase do torneio com um simples empate.

Se o campo do Vilhena já não seria uma beleza em condições normais, com a chuva que caiu antes da partida as coisas pioraram ainda mais. Em algumas partes do campo, a bola simplesmente não rolava.

Aproveitando-se disso, o time da casa, mesmo limitado, mostrou-se muito aplicado e entrosado, travando o desenvolvimento do nosso meio-campo.

A primeira chance razoável de gol do Verdão ocorreu em chute de Alan Kardec que desviou e foi para escanteio aos 13 minutos. Fernando Prass fez boa defesa aos 22 minutos, enquanto Valdivia foi parado por uma poça d’agua gigante e pelo goleiro adversário, quando estava na área do Vilhena aos 24 minutos e com boas chances de marcar o gol.

Juninho quase faz aos 27 minutos, em cobrança de falta, enquanto Edilsinho, o jogador mais consciente do time local, chutou para fora a melhor oportunidade de sua equipe aos 29 minutos, em visível impedimento que o árbitro e o bandeirinha simplesmente ignoraram. E João Leandro obrigou Fernando Prass a outra boa defesa aos 32 minutos.

Não tem muito o que comentar sobre esse primeiro tempo, pois o Palmeiras foi armado com o Valdívia e Patrick Vieira, jogadores que jogam com a bola no pé, com a bola rolando. O gramado não permitia isso e o Gilson Kleina deveria saber disso.

O início do Palmeiras na segunda etapa foi muito bom, com Juninho acertando dois bons cruzamentos que Alan Kardec, logo aos 26 segundos, e Vinícius, aos 7 minutos, finalizaram para fora.

Esse gol perdido pelo Vinícius, praticamente sem marcação, com o goleiro plantado embaixo das traves esperando pra sair na foto, é uma prova que esse rapaz realmente não treina finalização. Nada justifica (mais) um gol perdido desses.

Valdivia, por sua vez, perdeu gol em cruzamento feito por Patrick Vieira. O gol parecia próximo.

O principal fator que contribuiu para essa melhora foi que o lado que o Palmeiras agora estava atacando estava menos encharcado e a bola corria um pouco melhor, principalmente do lado esquerdo, com o Juninho.

Uma cabeçada para fora de Egúren aos 9 minutos, em nova assistência bem feita por Juninho, marcou o momento em que o Palmeiras começou a perder o fôlego. Aos 19 minutos, Gilson Kleina finalmente mexe e colocou Mendieta e Leandro nas vagas de Patrick Vieira e Vinícius.

Inicialmente, não deu muito certo, especialmente no caso do meia paraguaio que errou todos os passes que tentou fazer e no final quase deu um gol de presente para o Vilhena.

Fazendo muitas faltas e truncando o jogo, o Vilhena ameaçou o gol alviverde aos 20 minutos, quando Fernando Prass pôs para escanteio chute perigoso de João Leandro. Até lá, o Prass precisou salvar o time.

Quando viu que o jogo caminhava para um empate sem gols, Kleina resolveu arriscar tudo e sacou o volante Eguren, colocando Bruno Cesar para ir pro tudo ou nada.

Aos 42 minutos, enfim o gol quase salvador. Bruno Cesar ganha na raça do jogador do Vilhena e cruzou bola açucarada para Leandro. O atacante dominou e chutou com segurança, abrindo o marcador. Mas aí já era tarde para conseguir o segundo gol, com o time local fazendo muita cera e o juiz dando só três minutos de tempo adicional.

Vencemos, mas não conseguimos o objetivo que era matar o jogo da volta. Se o Palmeiras estiver na final do Paulistão (e estará), essa porcaria de jogo será justamente na semana que antecede a segunda partida.

Nosso adversário poderá aproveitar para treinar, adiantar a concentração enquanto vamos jogar novamente contra o Vilhena num Pacaembu vazio.

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Abraço a todos!