A goleada surpreendente do Inter

Leia o post original por Pedro Ernesto

Confesso que fiquei surpreso com a goleada que o Inter meteu no Remo. Esperava muito mais dificuldades. Pelo retrospecto colorado, que, apesar dos números, não tinha grandes atuações. Pelo time paraense, que esperava fosse melhor. Pelo público, que também esperava ser muito maior e pelas péssimas condições do gramado.

Mas o Inter teve uma partida muito boa e a tese de Abel Braga, de que prefere atacar do que ser atacado, jogando com somente um volante, neste jogo foi perfeita. O Remo pouco respirou. O Inter fez seis gols e poderia fazer mais.

E nem precisou do precioso futebol de D’Alessandro, repelindo a ideia de que o time só anda se tiver este jogador. No Mangueirão, ficou provado que D’Ale é importante, mas não é tudo. Tem vida, e muita vida, o time sem ele também. Uma grande estreia na Copa do Brasil, uma data a menos a ser preenchida e agora toda força colorada dedicada somente para as finais do Gauchão.

Rafael Moura

Poucos acreditavam neste jogador. Ele teve uma passagem muito ruim no ano passado e não deixou boa imagem. Abel Braga chegou a Porto Alegre dizendo que vivera grandes momentos no Fluminense com ele e queria sua recuperação.

A maioria das pessoas tratou o assunto com ceticismo. A realidade, no entanto, mostra que o treinador estava certo. O He-Man tem média de um gol por partida. Verdade que é no Gauchão e num jogo contra o Remo, na Copa do Brasil. Mas é um desempenho muito melhor em relação a ele mesmo.

Desperdício

O Grêmio teve três oportunidades muito claras para ganhar do Newell’s. Barcos perdeu um gol certo, Pará explodiu uma bola no travessão, Werley errou em bola quase dentro do gol e, por aí, foi-se a possibilidade de vitória tricolor.

Mesmo assim, o Grêmio termina o primeiro turno com uma grande campanha – são duas vitórias e um empate, nenhum gol sofrido. O Tricolor tem a melhor campenha entre os 32 times da Libertadores. Agora, tem que buscar um empate fora e, depois, ganhar do Nacional-Uru em casa, para assegurar a classificação e, possivelmente, o primeiro lugar geral. Para, assim, desfrutrar das vantagens que isso representa.

Duas derrotas fora de casa e uma vitória no Mineirão. Uma campanha até certo ponto decepcionante do campeão brasileiro. O Cruzeiro perdeu para o Real Garcilaso, do Peru, e para o Defensor, do Uruguai, dois times com pouca tradição, mas goleou o melhor dos seus adversários, que é o Universidad do Chile.

Acho que a Raposa ainda classifica, mas a campanha está distante da expectativa que se formou de um time que ganhou o Brasileirão de ponta a ponta.