VISÃO TÁTICA: DAVA PRA MANTER 100%

Leia o post original por K.O.N.G

Luís Fernando Cordeiro é Galo de corpo e alma. Op Logístico, estudante de Engenharia de Produção, ex-atleta profissional. Não torce para um time, torce para uma nação.  Siga no twitter: @luisfernando_4

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O Galo começou mal a partida: a defesa batendo cabeça, os volantes não marcavam e o setor ofensivo não produzia. Essa desorganização tática surtiu efeito cedo, quando o Nacional abriu o placar com um passe em diagonal nas costas de Dátolo, mais uma vez improvisado na lateral e com o jovem Alex Silva no banco… vai entender. Não parou por aí e os paraguaios quase ampliaram numa cabeçada na trave de Victor. Nacional e Atlético começaram o jogo com o mesmo esquema, o 4-2-3-1, porém os paraguaios eram mais eficientes no ataque. Após 20  minutos, diminuíram a pressão e o Galo passou a dominar a partida.

                        Nacional 4-2-3-1

O Galo acordou e numa investida de Josué, Ronaldinho, em sua primeira participação, colocou o volante na cara do gol para empatar. Após o empate, Dátolo continuou sendo alvo das principais jogadas do time paraguaio, mas Otamendi estava bem na cobertura. Tardelli e Fernandinho não se encontravam. O camisa 11 ainda tentou, fez uma boa jogada driblando  3 adversários e sofrendo falta na entrada da área, mas Tardelli tem muito o que se explicar: não produz, parte em velocidade com a bola e acaba perdendo de forma infantil, arma contra ataques, não põe o pé em divididas… está complicado Don Diego!

O Galo passou a dominar, mesmo de forma horizontal, tocando a bola de lado, sem arriscar muito. Até que na primeira ida de Dátolo à linha de fundo, o argentino colocou Jô, o artilheiro da América, em condições de desempatar. Tardelli e Fernandinho trocaram de lado, mas continuaram improdutivos. Com a apatia dos atacantes, nenhum esquema funciona, sobrecarrega os volantes. O Galo tem o R10 que não marca e Jô é centroavante, não tem tanta obrigação, mesmo assim ainda volta para ajudar. Quando Josué levou o cartão amarelo, Autuori poderia ter trocado de lado com Pierre, uma vez que Josué cobre o lado esquerdo, onde Dátolo joga improvisado e poderia tomar o segundo cartão e complicando o time.

O segundo tempo começou devagar, os times não arriscavam, o jogo ficou lento. O Nacional passou a atuar com duas linhas de 4 jogadores, bem fechado.

Nacional com duas linhas de 4

Percebendo isso, Autuori colocou Leandro Donizete no lugar de Josué, que já estava amarelado e não possui boa saída de bola em velocidade como Donizete. Trocou também Alex Silva por Dátolo e logo nas primeiras jogadas o jovem já mostrou que tem personalidade. Tardelli, Fernandinho e R10 continuaram apagados, errando até mesmo cobrança de escanteio. Fernandinho às vezes tentava alguma jogada individual, mas sem sucesso. O Galo trocava passes, estava seguro em campo. Aos 36 minutos e já pensando nos 3 pontos, Autuori tirou R 10 e colocou Rosinei para fechar o time. Num erro da defesa paraguaia, a bola sobrou para Tardelli ampliar, mas o atacante foi displicente na frente do goleiro e no contra ataque o Nacional empatou de pênalti.  Aliás, a bola bateu na mão de Otamendi, que estava na direção do peito, mas o árbitro Patricio Loustau assinalou a penalidade. O lance não pode apagar a boa partida do argentino Otamendi e seu companheiro Léo Silva, foram muito bem, jogaram sério e bem posicionados.

O empate no Paraguai não foi tão ruim na tabela, mas a situação de como foi conduzido o jogo poderia fazer o Galo manter os 100% de aproveitamento. Estamos acostumados como Atlético de 2013, mas em determinada situação, tem que jogar com cautela e experiência, sem arriscar e expor demais o time. Isso foi feito no segundo tempo. O que não pode é dar brecha ao adversário. A cadência do time, o toque de bola é a realidade do Galo 2014, vamos torcer para dar certo. Agora é receber o Nacional no Horto.  Creio numa boa vitória e espero boa participação de Fernandinho, Tardelli e R 10, daí a parte tática terá mais funcionalidade.

Até a próxima!