Com poder de reação e contando com dupla afinada no meio, Verdão destrói Ponte e vence mais uma!

Leia o post original por Flavio Canuto

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

Pra um jogo que não valia grande coisa para nós, até que foi uma disputa bem acirrada, bem pegada, com emoção até os últimos minutos. Isso, a Ponte Preta precisava da vitória para facilitar sua vida dentro da competição, mas para o Palmeiras o duelo não passava de apenas mais um jogo para cumprir tabela. Já estamos classificados, em primeiro do grupo, então nos restava apenas jogar. E vencer, de preferência. Já a Macaca briga para avançar e enfrentar o Santos no mata-mata.

Escalado basicamente com os titulares, o Verdão teve pela primeira vez a dupla Bruno César e Valdivia, que eu e muitos torcedores consideramos o par ideal à frente do meio-campo. Tiago Alves foi o companheiro de Lúcio na zaga. Já Eguren e França formaram a dupla de combate no meio. O problema é que o time de Osvaldo Alvarez, o Vadão, que por sinal achei muito envelhecido (deve ter sido a passagem pela Portuguesa – todo treinador que passa pelo Canindé sai dez anos mais velho, segundo meu amigo Erivelton Gomes), veio pra cima.

Com um uniforme que mais lembrava a Juventus, de Turim, Rossi, nome de italiano, finalizou duas vezes para abrir o placar, logo aos dois minutos de jogo. Festa da Macaca e estranheza alviverde. Mas a partir daí, a Ponte cresceu e pressionou, certo? Errado! Só deu Palmeiras e a pressão era gigantesca. Bruno César e Valdivia tabelaram no meio e o camisa 30 mandou, de canhota, a bola assustando o goleiro Roberto. Pouco depois, foi Valdivia quem recebeu e mandou pra fora, também raspando. O mesmo Mago chutou de fora da área e o arqueiro pontepretano mandou pra escanteio.

Era assim. Palmeiras em cima e o time campineiro se defendendo como podia, valorizando sua pequena vantagem no marcador. Bruno César ainda assustou em cobrança de falta, mas Roberto estava disposto a estragar o dia verde. Só que uma hora a bola entra, não é possível. Veio o segundo tempo e mais pressão. Kardec tentou de carrinho, mas não deu. Mas o gol estava amadurecendo. 15 minutos. Bruno César mandou na área, Roberto rebateu e Eguren completou. Logo o volante uruguaio, que não vinha acertando nada na partida, errando passes de dois metros, dando combates equivocados. Sobrou pra ele o empate

Poucos minutos depois, Valdivia roubou na linha de fundo, Bruno César avançou na área e foi derrubado por Carleto (aquele mesmo… que decadência, irmão!). Tudo bem, BC30 enfeitou, talvez nem tenha sido. Mas quando foram “muito pênalti” e não deram? Quantos? Alan Kardec bateu no canto direito, Roberto foi no lugar oposto, e era o Verdão virando a contagem. Os poucos campineiros no estádio emudeceram. Só que minutos depois, o árbitro resolveu encarnar Robin Hood, tirar dos grandes pra entregar pros pequenos. Assinalou um pênalti escandaloso para a Ponte, daqueles que, se o Brasil fosse uma nação séria, o cidadão ia passar tempos sem apitar nem racha de colégio: 2 a 2.

Dois minutos depois, Antônio Flávio, atacante com nome de rua ou avenida, ainda carimbou o travessão de Prass. Mendieta e Patrick Vieira entraram e o jogo ficou ainda mais pegado, com o Palmeiras tomando conta do território alvinegro. Após linda troca de passes, Kardec mandou para fora. Um minuto depois, de novo ele, AK14, dividiu com Roberto e quase marcou. Mas o tento da vitória surgiu dos pés de Valdivia, que, contando com a genialidade, lançou Kardec, que deixou Mendieta na cara do gol para marcar o terceiro e liquidar a fatura. Mais três pontos e uma bela atuação, muito melhor que vááááááárias vitórias que tivemos sem convencer.

Que venha o Santos!

* Detalhe 1 – Eguren quebrou a bola novamente, errou passes de dois metros, perdeu bolas bobas e sua sorte é que a raça uruguaia sobressai e acabou marcando o primeiro tento alviverde. Tem raça, disposição, é voluntarioso, mas tem que ter atenção. Depois do gol, passou a jogar mais solto e acertou mais.

** Detalhe 2 – O calcanhar de Aquiles do Palmeiras continua sendo as laterais. Hoje, até que o Juninho não foi tão mal, já Wendel foi horrível e ainda “fez” o pênalti. Pro restante da temporada é preciso observar bem isso, não deixar que as vitórias mascarem os problemas.

*** Detalhe 3 – Não, Eguren e França não podem jogar juntos. É muita marcação pra pouca criatividade. Os dois juntos não rola!

**** Detalhe 4 – Bruno César e Valdivia estão afinando. Jogaram bem, trocaram passes primorosos, ambos se apresentaram ao ataque e, se for assim, poderão formar uma vitoriosa dupla de armadores. Basta querer, basta deixar a vaidade de lado, os dois unidos podem nos fazer vencer jogos em poucos lances.

***** Detalhe 5 – Tevê Palmeiraaaaaaaaaaas (OLIVEIRA, Marcelo). Já somos a maior do Brasil sil sil sil…

Abraço a todos!