Após eliminação e cutucão em rival, Mano é alvo de conselheiros corintianos

Leia o post original por Perrone

 

O dia seguinte à eliminação do Corinthians na primeira fase do Paulista é de críticas de conselheiros do clube ao técnico Mano Menezes. Não só pelo fraco desempenho do time. Também por sua cutucada no rival São Paulo, que perdeu para o Ituano, time do grupo do alvinegro.

“O Mano foi extremamente infeliz em sua declaração. O Corinthians foi eliminado porque não jogou o que tinha que jogar. Não jogou nada contra o Penapolense e só empatou quando precisava vencer. Se tivesse vencido, ainda teria chances mesmo com o São Paulo perdendo. O Corinthians fez uma campanha pífia no Campeonato Paulista. Não tem que jogar a culpa no São Paulo”, afirmou o conselheiro Antonio Jorge Rachid Júnior, membro da oposição corintiana, ao ser indagado pelo blog.

Depois da eliminação, o treinador disse que “cada um sabe com qual consciência coloca a cabeça no travesseiro para dormir. No futebol, tudo é possível. Eu não tenho dúvida nenhuma.” Romarinho também detonou o rival afirmando que “todo mundo sabe que foi armado”.

“É uma vergonha esses caras falarem que o São Paulo não ganhou o jogo. O Mano ficou dando risada e transferindo a responsabilidade como ele sempre faz. Está empurrando pro São Paulo uma responsabilidade que é do Corinthians. O Corinthians não ganhou do Penapolense e perdeu do São Paulo. Até quando o compadre dele [Mário Gobbi] vai ter paciência com ele? Até quando ele [presidente corintiano] vai ficar vendo o Corinthians afundando e continuar segurando esse treinador por causa do relacionamento de compadre que tem com o técnico?”, afirmou Rubens Gomes, ex-vice-presidente de futebol do clube.

Gomes também criticou o fato de o último treino antes do jogo decisivo contra o Penapolense ter sido na arena do clube, ainda em obras. “Fazer festinha no estádio um dia antes de uma partida decisiva? Com que a concentração você vai para o jogo?”, declarou o ex-dirigente.

Apesar de a vergonhosa eliminação marcar o início de uma ofensiva de conselheiros contra Mano, não há indícios de que a confiança do presidente alvinegro no treinador tenha sido abalada.