Juiz amigo

Leia o post original por Mauro Beting

O juiz Gilberto Azevedo Morais Costa, da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, mandou soltar os três “torcedores” acusados de invasão e depredação do CT do Corinthians, em fevereiro.

Se por “falta de provas”, tá valendo. Neste Brasil, a princípio, todo bandido é inocente. E quase todo inocente é bandido também.

O problema é o despacho do alvará de soltura. Leia o que falou nosso togado:

“Em suma, a ação não passou de um ato (nada abonador) de revolta dos torcedores. Fiéis que são e disso a própria equipe se vangloria , queriam apenas chamar a atenção: fazer com que os jogadores honrassem os salários que ganham, mostrando um futebol verdadeiramente brasileiro.”

Essa é nossa justiça verdadeiramente primitiva. Brasuca. Ela não tarda. E falha. Não honra a toga que borra.

Quando se diz que somos 200 milhões de treinadores, de fato, somos mais de 200 milhões de comentaristas esportivos.

E, também, quando alguns de nossos treinadores se comportam como 500 milhões de torcedores, tudo se libera. Até quem invade. Incita. Inveja. Injusto. Imbecil. Idiota.