Bruno César e Valdivia: a dupla que pode nos dar bons frutos… tantos quando Rivaldo nos deu…

Leia o post original por Flavio Canuto

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

Lembram quando o Palmeiras dependia de Patrik “Scolari” pra armar os jogos? Ou de Evandro, queridinho do Luxa) Ou ainda de lampejos de habilidade do saudoso vovô Marcos Assunção? Pois é, já passamos por cada situação que só de lembrar já causa arrepios até nos cabelos da alma. Apesar de muitos “palmeirenses” ainda reclamarem, hoje temos Valdivia e Bruno César, além de reservas do naipe de Mendieta, para a armação do jogo, distribuição de jogadas visando municiar o setor ofensivo

Pois bem, hoje eu queria falar mais especificamente do camisa 30 do Verdão. Bruno César veio de um futebol totalmente diferente do nosso, com costumes diferentes, estilos diferentes e cultura diferente. Tudo isso influencia na vida de alguém. O cidadão chegou, de fato, bem fora de forma, situação agravada devido as férias prolongadas, enquanto Palmeiras e Al-Ahly se acertavam.

Após um início trôpego, Bruno César já emagreceu bastante, está pegando o ritmo do futebol brasileiro, se readequando à intensidade dos treinamentos e, dentro de campo, começa a dar mostras do que pode render. Contra a Ponte, Kleina escalou pela primeira vez a dupla de meias como titulares e, apesar do visível desentrosamento, ambos jogarem bem, criaram inúmeras chances de gol, arriscaram e fizeram exatamente o que se espera de articuladores: ataque na cara do gol!

É preciso ter paciência sim, não querer cobrar além da conta o jogador. Bruno César tem um potencial gigantesco, muita habilidade com a perna esquerda, tem tudo para ter sucesso no Palmeiras, seu clube do coração (apesar de eu não gostar dessas coisas). O torcedor tem de ter calma antes de tirar a corneta da gaveta e sair detonando o camisa 30. Se já jogou no rival? Qual o problema? As pessoas evoluem, hoje está no Palmeiras. Se está acima do peso? É visível que o atleta afinou muito mais e ainda ficará mais magro.

Contra a Macaca, Valdivia e Bruno César deram uma pequena mostra do que podem produzir, do que podem aprontar. Resta ao torcedor acreditar nessa dupla, dar força e não ficar por aí cornetando gratuitamente. O que tem de torcedor rival amedrontado com o que esses dois podem fazer em campo não está no gibi! E pensar que dependíamos de Patrik, Lincoln para alimentar o ataque até pouco tempo…

Enfim, já que o assunto é o meio-campo e, mais especificamente, jogadores que atuam na armação das jogadas, Flávio Canuto resolveu lembrar de um certo pernambucano, de passadas largas e muita inteligência…

Por Flávio Canuto:

De forma discreta e pouco divulgada pela grande mídia, o meia Rivaldo anunciou a sua aposentadoria no último final de semana.

Quando você pergunta a um palmeirense de meia idade quais foram os melhores jogadores que ele viu em campo com a camisa do Verdão, certamente o nome do Rivaldo será lembrado.

Depois de despontar no Santa Cruz e brilhar no “carrosel caipira” do Mogi Mirim, o meia pernambucano passou pelo time da marginal sem número. Não deu certo.

Estava certo que ele deveria mudar de parque para mostrar ao mundo todo o seu talento.

Depois de vencer o inesquecível título de 93, o Palmeiras começou a se reforçar para a temporada de 94 e o meia chegou sem muito alarde.

Ele era uma promessa, um atleta que muitos queriam, mas que poderia não vingar na cidade grande, assim como tantos outros que ficaram pelo caminho.

Rivaldo chegou, vestiu a camisa e parecia já estar em casa. Foi o vice-artilheiro do Brasileirão 94 e marcou dois na primeira final justamente contra o arquirrival.

Na segunda partida, disputada no Pacaembu, Rivaldo também marcou um e garantiu o empate e o título palmeirense. Nossa quarta conquista, há exatos vinte anos.

No Paulistão de 96, Rivaldo fez parte do ataque dos 100 gols. Dentro de campo, o meia era o comandante da maior máquina de fazer gols que eu já vi num estádio de futebol, todo jogo era goleada. É uma pena que aquele time tenha durado tão pouco tempo.

No total, foram 97 partidas pelo Palmeiras, 60 gols e incontáveis assistências.

Depois de sair do Palmeiras, Rivaldo  passou por grandes clubes europeus, foi um dos principais protagonistas da Seleção campeã do Copa de 2002, etc…mas quis voltar.

Felipão era o técnico do Verdão, em 2011, quando o meia manifestou publicamente o seu desejo de voltar a vestir a camisa do time de seu filho, Rivaldo Junior. 

O treinador sabia que o meia já não tinha mais condições físicas de jogar em alto nível e disse não ao Rivaldo.

O meia então foi recebido com festa no time do Jardim Leonor, mas a sua passagem por lá foi pífia. Felipão estava certo nessa.

Rivaldo não foi um ídolo, mas foi um dos mais criativos e habilidosos meias que defenderam as cores do Palmeiras nos últimos tempos.

Obrigado por tudo, Rivaldo e boa sorte nesta nova fase da sua vida!

Ah, você também pode me seguir no Twitter ou  Facebook!

Abraço a todos!