Pré-jogo: América x Atlético – Jogo 1 Semifinal do Campeonato Mineiro 2014

Leia o post original por Flávio Drummond


Design Arthur Henriques (Twitter: @arthurhenriques).

ZERA TUDO. É OUTRO CAMPEONATO.

 

Coelhada, zera tudo, vamos começar de novo.

Sabe aquela gaveta de baixo, a da bagunça, aquela onde você vai socando as tranqueiras que não vai usar tão cedo? Pois é, agora pegue tudo o que tiver de críticas, dúvidas e pensamentos desfavoráveis ao América e enfia lá. Guarde também o pijamão. Pronto? Fecha a gaveta, fecha a porta do armário e tranca. Daqui até a final – pois, sim, iremos à final! – é preciso acreditar. Vamos deixar para trás as picuinhas, mimimis e afins para focarmos a vitória, apoiando incondicionalmente o América.

Apoiando in loco, na segunda casa de todo americano, nas galerias do Estádio Independência. Foram colocados 7.000 ingressos à disposição da torcida americana. Qualquer número de presença abaixo é injustificável. A festa vai ser bonita e você vai querer estar lá.

É hora de mostrar o nosso amor, de empurrar o time  e acreditar na vitória.

O lado de lá tentará nos impedir, não vai entregar a ouro tão fácil, cabe ao América e aos americanos se apresentar para a batalha e tomar o que é seu. Nada a temer.

– SPARTANS, WHAT IS YOUR PROFESSION?!

 

Ontem vi publicada na rede social do Zuckerberg um recorte de jornal – supostamente do Hoje em Dia – de um americano de São José da Lapa. Não sei se o artigo é novo ou antigo, não dá pra ver a data de publicação jornal. Pela formatação do desabafo publicado, fiquei com a impressão de ser a seção de cartas à redação. É chute.

O americano em questão assina como Charles Georges. Para poupar sua identidade (o.O) vamos chamar o ex-americano desabafante de Carlos Jorges (CJ).

Eu sei que daqui a pouco aparece o primeiro mimizento com aquele papo de que “eu sou mais americano que você”, blábláblá, etc e tal, então antes que me acusem de reprimir o direito de Carlos Jorges se expressar, concordo plenamente: Carlos Jorges tem todo o direito prestar sua ode ao saudosismo de um tempo que nunca existiu. Fazer campanha pela volta do passado que nunca foi e jogar fora suas camisas e bandeiras do América, se é que as teve algum dia.

Eu só queria entender que bem faz, em que ajuda, jogar no ventilador esta carga de estrume – seja ela justificada ou não – quando o América está num momento tão interessante, que vem numa crescente, consegue uma classificação na raça e está às vésperas dum confronto importante contra seu maior rival. Pra quê?!

CJ jogou a toalha. Diz que não dá mais. Jogou fora bandeiras, camisas e queimou sua carteirinha. CJ está certo. Torcer para o América tem dessas provações. Nem todos têm estômago, têm coração pra aguentar. Eu mesmo já balancei a saúde com América – confessado em colunas anteriores.

Segues teu caminho feliz, arcadiano. Deixes que cuidemos de Termópilas.

No meu humilde entendimento de futebol, existiram três times prefeitos. Perfeitos na minha própria única particular ímpar consciência futebolística de mim, que difere da sua, ainda que dois não tenham saído vitoriosos: Seleção Brasileira de 1970, Seleção Holandesa de 1974 e Seleção Brasileira de 1982. Não necessariamente nesta ordem.

Tendo este parâmetro, em minha régua futebolística, o América de hoje não está tão perto do topo quanto já esteve em outros tempos, mas não é hora de chorar pitangas.

O que quero dizer é que o América não atingiu a perfeição ou plenitude do que podemos esperar da equipe, mas o momento é outro. O momento é de união da torcida americana com a equipe em prol do objetivo maior que é derrotar um Império do Mal, tão bem classificado pelo Marinho.

Tá infeliz, arcadiano, OK. Guarda seu balde de água fria pra depois, ela vai continuar geladinha para uso mais tarde. Por hora, não joga água no meu chopp, pô.

Amanhã, lugar de americano é no Independência. Não imaginam a inveja boa que estou daqueles que podem ir. Infelizmente, isolado no Planalto Central, terei que me contentar com a TV. Por mais que a tecnologia me coloque cada dia mais perto do campo, polegada por polegada, nunca será a mesma coisa. Cresci na arquibancada. Lá cultivei minha paixão. Foi no concreto, sob sol e chuva, debaixo de muito suor e muitas lágrimas (alegres ou não), que o escudo do América foi forjado a ferro quente no meu coração. Pra sempre.

Minha mulher que não leia – e não lerá (rs) – mas eu largo ela e não largo o América.

É hora de calar nossos adversários mais uma vez.

Amanhá – após as finais do Campeonato Mineiro – a gente vê o quê e como melhorar. Hoje, o time é este, com todo o nosso apoio e vibração.

Pra cima deles, Coelhão! Vamos pra cima.

Henrique Pinheiro

@geral_americafb.com/Geral.America

#AcreditaAmérica

“Coelho na raça, deca no peito!”