Vai de mal a pior. Libertadores, Regionais, Copa, nada motiva

Leia o post original por Mion

A realidade com ou sem dor

A realidade com ou sem dor

Greves, gente emburrada pelas ruas, aumento da violência, indignação com políticos, enfim desânimo geral. No ano da Copa do Mundo no Brasil esta pode ser a síntese do primeiro trimestre de 2014. Bem diferente daquilo que o mais otimista esperava. O brasileiro está alienado e nem o futebol consegue levantar seu astral. Evidente que além dos problemas sociais e econômicos, a péssima qualidade e falta de talentos nos jogos, salvo raríssimas exceções, resultam em desinteresse.

Quem pensa que a população continua aceitando migalhas e com ela faz festa, está completamente enganado. Não conheço ninguém orgulhoso e esperançoso com a Copa. O que mais escuto: ganhar com este time? Não vale nada. Outro dia o meu filho Henrique de 12 anos disse que em seu colégio ninguém falava na Copa. O único comentário que ouviu era o seguinte: o Brasil gastou milhões para trazer a Copa, jogou fora outros para construir estádios e para ganhar o tal Hexa quantos mais serão gastos? Estou relatando comentários de adolescentes!!!!

O panorama reflete a situação atual do futebol e da sociedade brasileira. O movimento Bom Senso está procurando diálogo, inclusive achei fundamental o posicionamento dos atletas em admitir que hoje os salários estão fora de controle e aceitam se adaptar dentro da realidade de nossos clubes. Ou seja topam “cortar na carne”. Mais prova de que pretendem o bem de nosso futebol é impossível.

As rendas dos estaduais e o noticiário com relação à Copa são espelho da realidade. Não estou sendo pessimista. É voz corrente em todos os segmentos da sociedade. Estava esquecendo da Libertadores: parte da imprensa não consegue mais arranjar desculpas. Quando clubes brasileiros tropeçam diantes de equipes menos tradicionais as desculpas oscilam entre falta de empenho de nossas equipes e acidentes do futebol. Nada disso, os adversários cresceram tecnicamente e o Brasil caiu demais. Por isso não há tanta diferença assim.

E qual é a solução? Só vejo uma: reestruturar o futebol desde a base até a sua administração. Futebol tornou-se business… tudo bem… acontece que hoje é só isso. Comparar o nosso país com a Europa é pura utopia. A sociedade, economia e realidade esportiva são bem diferentes. No fundo o Brasil quis saltar de país em desenvolvimento para desevolvido sem passar por todas as etapas.Isso vale para o país como um todo: seja social, econômico e esportivo.