Estupidez tem preço tabelado para a Conmebol

Leia o post original por Mauricio Noriega

O que dizer da decisão da Conmebol, a entidade responsável pelo futebol na América do Sul, sobre o comportamento racista de torcedores peruanos do Real Garcilaso contra o brasileiro Tinga, do Cruzeiro?

Melhor nem escrever adjetivos, para manter o nível elevado.

Pois se você ainda não sabe, a Conmebol tabelou o preço da estupidez. Agora todo mundo sabe que a abjeta atitude racista custará uma multa de 12 mil dólares, a moeda vigente para a Conmebol. Não dá nem R$ 30 mil se for feita a conversão para o real.

Se o ato for repetido, leiam bem, “se”, o time peruano jogará com portões fechados.

Que nós, brasileiros, não nos apressemos em atacar a Conmebol, porque Tinga, um brasileiro, já havia sido vítima de racismo num jogo do Inter contra o Juventude, em Caxias do Sul, uma cidade brasileira. A tabela da CBF, no entanto, era mais salgada para punir os imbecis de plantão. O ato criminoso custou R$ 200 mil ao Juventude e a perda de dois mandos de campo no Campeonato Brasileiro.

É por posicionamentos como os da Conmebol e da CBF que a distância entre o futebol brasileiro e sul-americano e as grandes ligas da Europa é cada vez maior, em termos de seriedade, organização, lisura e medidas punitivas.

Depois, não adianta chorar sobre o terreno perdido economicamente.