Perdemos para o Santos… algo curioso, inusitado. Fomos assaltados pela arbitragem… nada mais comum!

Leia o post original por Flavio Canuto

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

É, fomos a Santos e perdemos. Não jogamos bem, principalmente no primeiro tempo, a marcação foi ineficaz, esteve frouxa e deu espaços em demasia. O meio-campo não foi tão criativo quanto se espera e, ao encostar nos homens de ataque, insistiu em tabelinhas na frente da área, jogadinhas manjadas, que são facilmente marcáveis, digamos assim, insistindo pouco em lances de linha de fundo, em arremates de média e longa distância. O treinador também não cooperou, escalou errado, substituiu errado, ou seja, nada de novo.

Tudo isso foi visto na Vila Belmiro. No entanto, uma partida de futebol, como já falei exaustivamente neste espaço, não pode ser vista apenas sob uma única nuance. Um prélio possui inúmeros ângulos e possibilidades de visões diferentes. Muitos discordarão, dirão que o que vou falar é só para mascarar as falhas do time, que nós reclamamos a toda hora, que o time perdeu porque tinha de perder, que eu e Flávio Canuto fazemos parte de uma seita secreta de conspirólogos, entre outros blá blá blás. Mas acredito que alguém concorde comigo.

Queria abordar, em tópicos, algumas visões minhas a respeito do duelo, principalmente quando colocamos em questão o senhor Luiz Flávio de Oliveira, irmão de outro senhor bastante conhecido, o Paulo César de Oliveira, ou seja, a “Família Oliveira”, quando o Palmeiras tem jogos importantes, é sempre lembrada e convocada. Nas redes sociais, os palestrinos já cantavam a bola e tentavam abrir os olhos de todos, pedindo atenção especial na atuação do irmão mais novo do PCO. E não é que o “brother” fez direitinho o que o irmãozão faz? Apitar de forma medíocre e bisonha contra o Alviverde…

Então, vamos lá:

– Antes do gol inaugural, tivemos três lances claros de cartões amarelos:

  • 1. Bruno Peres acerta Leandro por trás;
  • 2. Alison desfere uma cotovelada em Alan Kardec;
  • 3. Neto, último homem, impede a progressão de Leandro com as mãos.

Seriam três amarelos para homens de defesa e uma falta frontal (no lance entre Neto e Leandro) à meta, quase na risca da grande área. Tudo isso antes do primeiro tento santista. O árbitro (ou Luiz Flávio de Oliveira, porque parecem coisas diferentes) ignorou os três lances e nenhum cartão foi aplicado. No decorrer do prélio, os três atletas em questão (Bruno Peres, Alison e Neto) foram amarelados. Ou seja, teríamos um adversário com jogadores a menos em algum momento da disputa. Certeza de que tiraríamos vantagem disso? Nenhuma. Mas se a regra fosse aplicada corretamente, poderíamos sim tentar tirar proveito da superioridade numérica.

Obs.: Tivemos ainda um pontapé de Geuvânio em Eguren, maldoso, que também era pra cartão e nada foi assinalado.

– No lance que originou o primeiro gol santista, Geuvânio cobrou escanteio e Neto foi às redes. Tudo bem com o lance? Não! O zagueiro do Peixe faz a carga em Marcelo Oliveira, o prende no chão com o braço esquerdo e utiliza as costas do beque alviverde para ganhar impulsão e ir mais alto. A meu ver, gol irregular. E me arrisco a dizer que não era um lance de marcação complicada não, bastava ter vontade de aplicar a regra. Se fosse a situação invertida, tenho convicção de que o tento seria invalidado. Veja na imagem que Neto sobe impedindo o marcador de disputar a bola. Nesta imagem não dá pra perceber, mas basta buscar vídeos por aí, em ângulo frontal, que é nítido o braço esquerdo de Neto prendendo o palmeirense no chão.

– O cartão amarelo aplicado ao Valdivia foi muito mais por ser o Valdivia do que qualquer outra coisa. A má vontade do árbitro em questão (e de todos os outros também) quando o chileno está envolvido em algum lance é algo que transcende a barreira do aceitável. Foi um cartão para intimidar, uma clara represália. O camisa 10 apanhou o jogo inteiro e a violência não foi coibida, assim como aconteceu contra o São Paulo, quando baixaram o sarrafo no Mago e ele foi quem voltou pra casa amarelado. Mas não era o próprio Santos que, quando possuía Neymar em seu plantel, praticamente exigia que os árbitro defendessem a prática do bom futebol, da arte e dos dribles? E as botinadas no Mago, algo a dizer, santistas?

Obs.: A falta cometida pelo palmeirense, que resultou no cartão, foi bem menos acintosa que as protagonizadas pelos santistas (relatadas no primeiro tópico). Aliás, quando o Valdivia vai disputar as jogadas, parece que os “homens de preto” já correm com o cartão na mão, tamanha a vontade em aplicá-lo.

– No lance em que Bruno César fica “apagado” por alguns segundos no gramado, as câmeras mostram claramente o empurrão totalmente desnecessário do lateral Mena no camisa 30. A bola ainda estava em disputa quando, maldosamente, o jogador peixeiro aproveitou-se da situação adversa de Bruno César, que estava em velocidade e de costas, para empurrá-lo. Nenhuma advertência? Nenhum tipo de atitude? Nenhuma punição? O palmeirense foi empurrado contra a grama, caiu de mau jeito e “apagou”. Tudo tranquilo, não é? Se fosse o tal do Gabigol a vítima, os noticiários estariam veiculando o ato antidesportivo até agora, sem contar que o STJD teria se reunido ontem mesmo para punir o “agressor” alviverde.

Obs.: Se a bola estava em jogo, Mena empurrou Bruno César, que disputava a jogada, impedindo o palmeirense de tentar insistir no lance, e se tudo aconteceu dentro da área, o que há de ser? Pênalti. Ou não? Obrigado aos amigos Fábio Villa e Tiago Campana pela observação via rede social. A imagem mostra claramente os dois braços de Mena nas costas de Bruno César. Ilusão de ótica?

– O suposto pênalti reclamado por Alan Kardec, nos últimos instantes de partida, eu não vejo como uma infração válida. O atacante projeta o corpo para frente em busca do contato com Mena, lateral do Peixe. No meu entender, não foi pênalti. Mas garanto uma coisa, sem medo de ser leviano: Se o lance ocorre na grande área oposta, a penalidade seria marcada. Repito: pra mim, não foi pênalti, porém se fosse para os donos da casa seria assinalado.

Bem, nem vou parar para reclamar das dezenas de faltas invertidas e o escambau. O resultado da partida nada tem a ver com a minha reclamação, até porque já agi assim depois de ganharmos jogos. Nada justifica o que os árbitros e, principalmente, a “Família Oliveira” nos fazem. Nada! Jogar mal ou não ir tão bem em um confronto de futebol não isenta ou dá direito de nos operarem deliberadamente. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Reclamar de atuações vexatórias de juízes não é muleta para justificar placares adversos. Tem de falar, de gritar, de protestar se preciso for, porque perdemos jogos hoje, amanhã poderá ser um campeonato, como já aconteceu em tantas oportunidades!

Opinem, comente e digam o que acharam! Concordem, discordem, relembrem outros lances polêmicos…

Abraço a todos!