Com ou sem Hexa, “galinha dos ovos de ouro” já era

Leia o post original por Mion

O galês Bale de apenas 24 anos vale 100 milhões de euro. A Europa produz craques. E o Brasil?

O galês Bale de apenas 24 anos vale 100 milhões de euro. A Europa produz craques. Brasil terá que acordar.

Estou me penitenciando. Nos últimos comentários neste blog confesso assimilar demais a nuvem de pessimismo que ronda o futebol brasileiro. Não estou arrependido e muitos menos assumirei a postura ufanista de muitos colegas, não faz parte de minha formação jornalística. Continuo achando o nosso futebol uma droga e está longe do desejado. No primeiro trimestre de 2014 os três principais assuntos foram: racismo, estádios inacabados para a Copa e a dificuldades dos times brasileiros na Libertadores. Entretanto o Brasil está próximo do Mundial, vai sediar e buscar mais um título.

Existe o sentimento (eu também pensava assim) de que se o Brasil for campeão, a falta de qualidade continuará. Talvez não! É só observar o futebol europeu: fora Neymar quem mais foi tão disputado pelos grandes europeus nos últimos 10 anos? Hoje os destaques são Thiago Silva, David Luis, Oscar, Paulinho, Ramirez, Hernanes e Hulk. Exceto o último, todos defensores ou meias de talento abaixo dos melhores das principais seleções mundiais. Ganhando o hexa duvido que Oscar ou Ramirez valerão 100 milhões de euros como o cracaço de bola galês Bale comprado pelo Real Madri em 2013. Gente, um galês. Nada contra, entretanto hoje nenhum jogador do futebol brasileiros vale 30% disso.

A fonte está secando. Se os clubes brasileiros quiserem faturar no futuro terão que buscar novos valores. Realizar um trabalho de base mais criterioso e incentivar a garotada mais talentosa, também é bom lembrar que a seleção atual composta 90% de jogadores que já estão no exterior, logo ninguém vai faturar milhões caso seja hexa, a não ser os próprios europeus.

Assim clubes, empresários e profissionais formadores de novos jogadores não têm saída: mudam de mentalidade ou a “galinha dos ovos de ouro” vai sucumbir. Precisou chegar no fundo do poço para que o Brasil acorde que não só os títulos o manterão como celeiro do futebol mundial. No fundo só vale mesmo talentos diferenciados e craques que sempre brotaram em nossa terra, mas que deixaram de plantar.