Marin quer tirar seleção brasileira da zona de conforto

Leia o post original por blogdoboleiro

José Maria Marin decidiu tirar a seleção brasileira da zona de conforto. O presidente da CBF avalia que chegou a hora de dar um alerta aos jogadores e à comissão técnica de que a Copa do Mundo já começou. A preocupação do dirigente: uma certa acomodação desde a conquista da Copa das Confederações, que tirou o Brasil da lista dos pouco prováveis para grande favorito ao título do Mundial. Não custa deixar a turma esperta.

A estratégia de Marin é simples, de fórmula antiga. Ele conversa com Luiz Felipe Scolari e a comissão técnica, lembrando a todos que qualquer resultado, fora a vitória, será um desastre para o futebol brasileiro. Será ruim também para o clima político do país. Na avaliação do presidente da CBF, a pátria vai calçar chuteiras se perceber que os jogadores da seleção estão determinados. "Estamos no purgatório. Se ganharmos, vamos para o céu. Se perdermos, vamos para o inferno", disse o dirigente.

Por isso, ele visitou o zagueiro Thiago Silva em Paris. Aproveitou uma viagem à Zurique, na sede da Fifa, para passar pela capital francesa e conversar com o zagueiro, um dos líderes do grupo de Scolari com quem negociou a premiação da Copa das Confederações. Na pauta da conversa, uma prévia dos prêmios a serem pagos na Copa do Mundo e a con sulta das necessidades dos atletas.

O fundo do diálogo, Marin mandou o recado: quer dedicação, discreção e disciplina. Ele ainda acredita que a seleção brasileira é assunto patriótico. Para ajudar, Felipão tem visão parecida. Por isso, na apresentação da concentração repaginada da Granja Comary, o treinador foi claro: “A CBF deu tudo o que precisamos. Daqui para a frente quem deve ser cobrado somos nós: eu e os jogadores”.

Por enquanto, Martin não pensa em falar com mais jogadores. Espera pela reação do elenco que deve ser informado por Thiago Silva da conversa em Paris.