São Paulo entregou o jogo contra o Penapolense?

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

A desclassificação do São Paulo, em casa, diante do Penapolense, aniquila a teoria da entrega do jogo contra o Ituano para eliminar o Corinthians.

O time de Muricy, no atual estágio de preparação, ainda oscila bastante e precisa de algumas correções.

Quando jogou bem em 2014, o sistema ofensivo, por enquanto muito dependente dos lances individuais de Osvaldo, melhor do time até agora na temporada, foi o responsável pela boa apresentação.

Ontem, o atacante passou boa parte do confronto marcado por três adversários e seus companheiros não ajudaram.

E o São Paulo mal conseguiu chutar em gol.

Estava motivado, atuando diante da sua torcida, no gramado seco e com uma semana de treinamento para o confronto; Muricy poupou os titulares no domingo.

Diante do Ituano, na partida em que houve a acusação de entrega para eliminar o Corinthians, o São Paulo estava desmotivado, pois o confronto nada valia para ele, o gramado ficou muito pesado por causa da chuva forte que chegou a obrigar o árbitro a paralisar o jogo por pequeno período, e  a bola parava nas poças de água;

Além disso, a equipe havia retornado de Maceió, onde enfrentara o CSA e uma semana antes tinha vencido o Corinthians no Pacaembu, sem dúvida o confronto em que os atletas atuaram com mais garra.

Contra o Ituano, por isso, o time estava fisicamente desgastado.

A má apresentação contra o Ituano, diante de tais circunstâncias, não parece algo digno de levantar suspeitas aos que avaliam o futebol com embasamento.

Se isso não basta, vou citar alguns números comparando a dificuldades dos jogos diante do Ituano e do Penapolense.

O time de Itu sofreu 10 gols no campeonato enquanto o de Penápolis levou 17; marcou 16 e o time do técnico Narciso fez 14. perdeu 3 partidas e venceu oito, enquanto a Penapolense ganhou seis e foi derrotado 8 vezes.

O Ituano mostrou futebol superior superior ao do Penapolense.

As alterações que Muricy fez diante do Ituano trocando lateral por meia e volante por atacante, e os fatos relatados no post provam que nenhum ato desonesto aconteceu.

Mesmo assim, sei que ainda terá gente, sem nenhuma razão, acreditando que houve a malandragem.

Acreditar é sempre um direito.

O sujeito pode achar que se pular da janela com fantasia de homem pássaro irá voar.

Mas certamente o resultado da maluquice será outro.