Palmeiras cumpre seu dever de time grande e se classifica sem sustos; Alviverde foi melhor que o Bragantino até na bola aérea

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Palmeiras 2×0 Bragantino

Palmeiras cumpriu seu dever de time grande e venceu o Bragantino.

A classificação foi tranquila.

Até nos momentos em que caiu de rendimento, o Alviverde não correu riscos.

O time de Kleina foi superior inclusive na bola aérea, que é de longe o ponto mais forte da equipe comandada por Marcelo Veiga.

Pelo que fez no jogo e durante a fase de classificação mereceu chegar à semifinal.

O Palmeiras e favorito contra o Ituano, apesar de o time do técnico Doriva ser um pouco melhor que o de Bragança Paulista.

Tranquila

Marcelo Veiga aposta na marcação forte e cruzamentos fortes na área do adversário.

Arma seus times com três zagueiros, lota o meio de campo de atletas, mantém apenas um atacante na frente e prefere escalar a maior quantidade possível de jogadores altos.

O maior desafio do Palmeiras para confirmar o favoritismo era superar o ferrolho de Bragança Paulista.

Os comandados de Gilson Kleina cumpriram a missão sem levarem sustos.

Apesar do jogo pegado, com os atletas do Bragantino chegando duro em todas divididas, que irritou valdívia, a classificação foi tranquila.

Eguren no banco

O volante uruguaio ainda não convenceu parte da torcida, que, com razão, critica algumas apresentações dele.

Kleina, sem se manifestar publicamente, parece que concorda.

No jogo decisivo em que a marcação da jogada aérea do adversário era fundamental, trocou o uruguaio pelo zagueiro Tiago Alves e posicionou Marcelo Oliveira como volante ao lado de Wesley.

Bruno César, sem a condição física ideal e por isso se movimentando menos que o necessário,  atuou na direita da linha de três formada também por Leandro na esquerda e Valdívia, o melhor do trio no confronto, entre eles.

Alan Kardec foi o centroavante.

Superior e pouco criativo

O Palmeiras teve a iniciativa desde o apito inicial.

Não conseguiu levar a bola pelo chão até a área do Bragantino porque a entrada dela estava congestionada e a movimentação de Bruno César e Leandro não foi boa.

Alan Kardec, aos 21, fez o gol após a cobrança de escanteio.

O pouco seguro goleiro Rafael Defendi, que rebateu um monte de bolas para o meio da área nos chutes de média e longa distâncias do Alviverde, falou que foi o primeiro e único gol sofrido pela equipe nos escanteios.

A falha de Alexandre no lance foi grotesca. Apanhou da gorducha e brigou com ela.

E o Palmeiras, vale lembrar, também é forte na jogada aérea ofensiva.

Equilibrado

O Bragantino não mudou a proposta de jogo depois de ficar em desvantagem. Continuou atrás e apostando nos contragolpes com Tassio, de 1m93.

A ideia era cavar faltas no campo de ataque e tentar o empate assim.

O Alviverde caiu de rendimento, deu espaços para os contragolpes e o Braga conseguiu parte do que pretendia.

Pôde levantar a bola na área diversas vezes, mas parou no sistema defensivo palmeirense, que foi bem na sua tarefa mais difícil do confronto.

Mais espaço

Depois do intervalo, o Braga saiu um pouco de trás.

Manteve os 3 zagueiros e quatro atletas, no meio, os protegendo e outros dois do setor, de acordo com a jogada, saíam para formar o eventual trio de atacantes.

De novo o Palmeiras fez mais faltas que precisava,, todavia, com espaço para contra-atacar quase ampliou algumas vezes.

Houve um momento em que Valdívia perdeu, cara a cara com o goleiro, excelente chance, a zaga do Bragantino falhou duas vezes ao dar o ‘chutão’ após a rebatida de Rafael Defendi proporcionando oportunidades seguidas para o Alviverde ampliar.

O pequeno bombardeio palestrino deixou claro que a mudança de postura do time de Veiga, de fato necessária, aumentaria a quantidade de momentos interessantes palmeirenses nos contra-ataques.

O gol que faltava 

O gol de Wesley, aos 17 minutos, tranquilizou de vez os 25,574 que estiveram no Pacaembu e apoiaram a equipe desde o começo.

A incapacidade do Bragantino de superar o sistema defensivo palmeirense e criar bons momentos irritou os atletas do time que erraram ainda mais.

Eles reclamaram de uma falta do Valdívia no começo do lance. Vi o puxão só uma vez e fiquei com a impressão que o lance foi interpretativo.

Eu não sopraria a infração. Assistirei novamente e se mudar de opinião farei o adendo no post.

Mesmo se aconteceu, a jogada não foi decisiva para a classificação do Palmeiras.

A postura do Braga, com Diguinho no lugar de Magno Cruz desde a volta do intervalo e Diego na vaga de Geandro, que estava prestes a perder a cabeça e ser expulso, continuou exatamente igual antes e depois do gol.

Inteligente  

Kleina trocou o cansado Bruno César, aos 27, por Eguren. Aos 32, Leandro saiu e Patrick Vieira entrou.

O Alviverde ficou trocando passes no meio. Fez o tempo passar enquanto mantinha a bola longe de Fernando Prass. Não jogou em direção ao gol, mas colocou o Bragantino na roda.

Vinícius substituiu Wendel porque o lateral sentiu dor na parte posterior da coxa.

Classificação merecida

Arbitragem de Flavio Guerra foi razoável.

Francesco abusou das faltas, fez algumas de maneira chamativa, e só permaneceu em campo até o fim porque contou com a generosidade do apitador.

O soprador também poderia ter mostrado outros cartões amarelos, se adotasse o mesmo rigor que costuma utilizar nos confrontos do paulistinha.

De qualquer forma, a classificação foi justa.

Disputará a semifinal o time que marcou melhor, tem mais talento com a bola, variações táticas para articular lances de gols e qualidade na finalização.

Mais difícil

O Ituano, próximo adversário, é superior ao Bragantino.

Na fase de classificação perdeu do Palmeiras por 1×0 no Pacaembu;

Alan Kardec fez o único gol do jogo, aos 42, e foi expulso.

Naquela oportunidade, o Alviverde atuou desfalcado.

Kleina escalou Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira e Juninho; França (Eguren ), Josimar (Bruno César; foi a estreia dele), Mazinho (Marquinhos Gabriel ) e Mendieta; Diogo e Alan Kardec.

Obviamente, o Alviverde é o favorito para chegar à decisão.

Tem obrigação de vencer a equipe pequena.

Ficha do jogo

Palmeiras – Fernando Prass; Wendel (Vinicius), Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira e Wesley: Bruno César (Eguren) Valdivia e Leandro (Patrick Vieira); Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina.

Bragantino – Rafael Defendi; Yago, Alexandre e Guilherme; Robertinho, Francesco, Geandro (Diego), Gustavo, Léo Jaime e Magno Cruz (Diguinho – Intervalo); Tássio
Técnico: Marcelo Veiga.

Árbitro – Flávio Rodrigues Guerra
Assistentes – Vicente Romano Neto e Daniel Paulo Ziolli
Público – 24.231 pagantes
Renda – R$ 861.105,00