Um grande Gre-Nal

Leia o post original por Pedro Ernesto

Tenho todas as razões para entender que neste domingo assistirei a um grande clássico Gre-Nal, o de número 400. Pelo lado do Inter, por ter esse time a melhor campanha do campeonato até aqui. Abel Braga posiciona seu time com mais jogadores na armação do que na marcação. Ele justifica dizendo que prefere atacar do que ser atacado.

Do lado do Grêmio, Enderson Moreira tem um time mais precavido. Ele escala três volantes. Edinho é o cabeça de área fixo, enquanto Ramiro e Riveros se desdobram para marcar e auxiliar o ataque. O Tricolor também tem tido bom aproveitamento nesta temporada. Poucas vezes se chegou em um Gre-Nal com os times tão equilibrados do ponto de vista de suas potencialidades.

Os grandes duelos estão armados. Serão três meias colorados contra três marcadores do Grêmio. E como se diz que uma partida de futebol se ganha no meio-campo, aí deverá estar a grande disputa.

Quebradeira

Os torcedores do Brasil-Pel quebraram cadeiras da Arena do Grêmio, na quarta-feira. Mais do que isso, postaram na internet. São bandidos autoconfessos. Espero que no Gre-Nal os torcedores do Inter tenham um comportamento civilizado e não partam para a imitação.

É bom lembrar que os prejuízos causados pela torcida xavante foram pagos pela direção do Brasil de Pelotas. É bom lembrar também aos colorados que se quebrarem a Arena, os prejuízos chegarão à mesa de Giovanni Luigi.

Nostalgia

Sou do tempo em que o estádio era dividido entre torcedores de Grêmio e Inter. Sou do tempo em que as pessoas caminhavam nas ruas com as camisas dos seus times sem serem agredidas pelos adversários. Sou do tempo em que a Brigada Militar não precisava escoltar torcedores para o estádio visitante. Sou, afinal, do tempo em que torcedor ia para o estádio de futebol apenas para torcer.

Claro que a maioria faz exatamente isso. Mas tem uma pequena legião de marginais que, escamoteados pela multidão, promovem bagunças indesejáveis e que nada contribuem com o futebol.

DEMAIS

O presidente do Uruguai, Pep Mujica, tomou uma decisão muita acertada. Por conta das brigas entre torcedores de Peñarol e Nacional, retirou o policiamento de dentro dos estádios, deixando para os clubes e a federação a tarefa de fazer a segurança dos torcedores.

Esta é uma medida que pode ser repetida no futebol brasileiro. Quem quer se matar em um campo de futebol que o faça. Pena que no meio destas bagunças estejam pessoas de bem que ocupam uma cadeira num estádio apenas para torcer para seu time. Acho que o velho Mujica se deu conta disso e quer tirar do estado a obrigação de cuidar de bandos que invadem estádios apenas para fazer desordem.