Oswaldo de Oliveira foi vital para o Santos derrotar o Penapolense; má apresentação no 1° tempo dificultou a missão do Peixe

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos 3×2 Penapolense

A classificação santista poderia ter sido mais fácil se o time não tivesse falhado tanto no 1° tempo.

Passes errados, movimentação aquém da necessária, nenhuma inspiração nos dribles e o gol de presente oferecido ao Douglas Tanque foram fundamentais para o guerreiro, digno e limitado time de Penápolis vencer os 45 minutos iniciais.

O pênalti mal soprado pelo árbitro e convertido por Guarú, também.

Depois do intervalo, o Santos, provavelmente por ordem de Oswaldo de Oliveira,  atacou mais pelos lados, pressionou e mandou no jogo.

Além das orientações do treinador, as substituições que fez ao longo do 2° tempo foram decisivas.

Dois atletas entraram  e logo em seguida participaram dos gols do empate e da virada.

Classificação justa.

Roteiro previsível

Oswaldo de Oliveira colocou em campo seu 4-2-3-1 com os volantes Cícero e Arouca participando da criação, o trio formado por Geuvânio, Gabriel e Thiago Ribeiro, e Leandro Damião à frente de todos.

Narciso armou seu ferrolho, com uma linha de quatro na defesa e outra no meio-campo, está última sempre reforçado ou do centroavante Douglas ou do atacante Alexandro.

Sem a bola, um deles sempre volta para ajudar na marcação. É, na prática, o quinto homem, tal qual se diz no futebolês, do meio-campo.

A proposta do Penapolense é se defender, se defender, se defender e, quando possível, atacar ou contragolpear.

A do Peixe é pressionar, buscar o gol e ter a iniciativa ofensiva ao menos até balançar a rede e, dependendo das circunstâncias do jogo, recuar e usar apostar na velocidade de seus jogadores de frente no contra-ataques.

Os treinadores prepararam seus times para atuarem de acordo com as características e possibilidades técnicas dos elencos que têm à disposição.

Por isso, era óbvio que o Santos teria a iniciativa ofensiva e a prioridade do Penapolense seria impedir o adversário de balançar a rede.

Santos faz gol, mas não joga bem

Cícero, aos 21, em chute de fora da área que desviou no lateral-direito Rodinei e impediu o goleiro Samuel de fazer a defesa, fez 1×0.

O Peixe balançou a rede, apesar de não conseguir impor sua proposta de futebol.

O bom posicionamento dos comandados de Narciso e principalmente a má apresentação individual dos meias e atacantes santistas impediram o favorito de criar boas oportunidades.

Faltaram os dribles, os passes bem executados, a movimentação que confunde o sistema defensivo do adversário.

O gramado pesado por causa da chuva atrapalhou, mas não pode ser usado como desculpa.

A bola rolou normalmente. Nenhuma poça de água interferiu no ‘caminhar’ dela.

Roteiro imprevisível começou com o erro do sopro

Em tese, o Penapolense teria que sair de trás para empatar. Precisaria abandonar sua proposta de jogo em algum momento.

E o Santos teria mais espaços e consequentemente facilidade para ampliar a vantagem.

Contudo o restante do 1° tempo teve o roteiro inesperado.

Começou com o erro do soprador.

No cruzamento em cobrança de falta, houve a troca de empurrões de Gualberto com a dupla de zaga do Santos.

Ele teve a camisa puxada por David Braz e o apitador deu o pênalti.

Deveria ter deixado o lance seguir.

Não tinha como saber quem começou a fazer as faltas e os árbitros, em regra, só marcam faltas assim quando o atleta que tenta marcar o gol está numa posição em que a vantagem dele para cabecear é clara.

E não foi o caso.

O meia Guarú, aos 25, cobrou, a gorducha cumprimentou a trave e foi para a rede.

Falha de ambos

O empate deixou alguns atletas do Peixe ansiosos.

O Penapolense, tomado por altas doses de confiança e consciente de seus limites, pôde se fechar de novo no campo de defesa e ver no que dava.

Aos 35, aproveitou a enorme da falha do rival para conseguir a improvável virada.

Na jogada sem riscos, um chutão da defesa da zabra, Aranha, que deveria ficar no gol, saiu para fazer a interceptação. David Braz, o ‘dono do lance’, ficou em dúvida.

Douglas Tanque tomou a redonda deles e chutou para o gol e o primeiro tempo com cara de 0 a 0 terminou 2×1.

O Penapolense, há oito jogos sem vencer, foi ao vestiário classificado.

Pelos lados     

A maior diferença do Santos depois do intervalo foi a insistência nas jogadas pelos lados.

Os laterais Cicinho e Mena apoiaram bem mais e a quantidade de cruzamentos na área do rival aumentou.

Desandou

A estratégia diferente para fazer gols foi desmontando, aos poucos, o ferrolho de Penápolis e deixando o time de Narciso pressionado.

Leandro Damião, livre, de cabeça, perdeu a chance de igualar.

Ele e Cícero haviam ameaçado o gol de Samuel em chutes da entrada da área.

Oswaldo, Rildo e o empate

O treinador, aos 15, colocou Rildo no lugar de Gabriel.

O reserva entrou na esquerda da linha de três, Geuvânio foi para o centro dela e Thiago Ribeiro ocupou o lado direito.

Os dois últimos se movimentaram e trocaram de posição durante a etapa complementar.

Um minutos depois, Rildo driblou o lateral-direito, nenhum zagueiro ou volantes do Penapolense estava na cobertura, e o atacante, de esquerda, cruzou, encobriu o goleiro, e colocou a bola na cabeça de Leandro Damião cabeceou para o gol vazio.

Osvaldo e Stéfano Yuri

O Penapolense ficou atrás se defendendo e tentando contra-atacar depois de sofrer o empate.

Os atletas mostraram muita vontade e fizeram o possível para superar o momento adverso segurando a igualdade.

Houve apenas um contra-ataque de perigo, mas o auxiliar, de forma errada, parou ao ver o impedimento que não aconteceu.

Aos 40, o treinador trocou Leandro Damião por Stéfano Yuri.

Aos 42, ele se movimentou bem, confundiu a marcação do adversário, e recebeu o belo Thiago Ribeiro,  cara a cara com Samuel, e estufou as redes para levar o Peixe à decisão.

Ruim

Não gostei da arbitragem.

Marcou faltas inexistentes, o critério para mostrar cartões mudou ao longo da partida, discordo da penalidade e ainda houve o lance de impedimento mal marcado contra o Penapolense.

Ficha do jogo

Santos – Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Arouca e Cícero; , Thiago Ribeiro e Gabriel (Rildo) e Geuvânio (Alison); Leandro Damião (Stéfano Yuri)
Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Penapolense – Samuel; Rodinei, Gualberto, Jaílton e Rodrigo Biro; Liel (Lucas), Washington, Petros (Rafael Ratão), Guaru e Alexandro (Neto); Douglas Tanque
Técnico: Narciso

Renda; R$ 353.892,00 – Público; 12.049 pagantes

Sopro: Marcelo Rogério – Bandeirinhas: Rogério Zanardo e Miguel Caetano Ribeiro