Vexame no Paulista e desafeto de Rogério entram em eleição do SPFC

Leia o post original por Perrone

Desde a eliminação do time no Campeonato Paulista diante do Penapolense, a oposição são-paulina está concentrada em atrair para eleição sócios que pouco frequentam o clube. Na avaliação dos coordenadores da campanha, a maioria deles só é associada ao clube por causa do time de futebol .

Em tese, seriam eleitores mais irritados com o fracasso em campo, por isso a estratégia dos aliados do candidato Kalil Rocha Abdalla é dizer que, se eles querem mudar o rumo do futebol tricolor, precisam participar da eleição de 80 novos conselheiros, no próximo dia 5, e votar nos oposicionistas. O novo presidente será eleito em 16 de abril pelo Conselho Deliberativo.

Mas os partidários de Carlos Miguel Aidar já criaram um antídoto para tentar evitar que a eliminação nas quartas-de-final  do Estadual prejudique a campanha do candidato de Juvenal Juvêncio. Passaram a levar a seguinte mensagem aos sócios que pensam mais na equipe do que no clube: “você que votar no grupo do cara que afastou o Rogério Ceni?” É uma referência ao oposicionista Paulo Amaral. Como presidente, ele se desentendeu com Rogério e chegou a suspender o goleiro em 2001.

Na ocasião Ceni alegou ter uma proposta do Arsenal. Amaral, no entanto, relatou que os ingleses negaram oficialmente existir a oferta e usou o argumento para se recusar a aumentar o salário do jogador. A partir daí, os dois passaram a trocar farpas em púbico.

Reportagens da época e fotos de Amaral com o candidato da oposição começaram a ser usadas como munição dos situacionistas, assim como recente entrevista em que ele diz não se arrepender da punição a Rogério. Mesmo que não consiga o voto dos mais irritados com o vexame no Paulista, a tropa de Aidar acredita que possa fazer esses associados deixarem de ir ao clube para votar.

Material de campanha da oposição com foto do ex-presidente  Paulo Amaral virou arma da situação

Outro debate na campanha é em relação a eventos promovidos pela situação, como um show de Zezé Di Camargo e Luciano que custou R$ 200 mil ao São Paulo e teve divulgação da candidatura de Aidar num telão, além de distribuição de 1.500 relógios amarelos, cor usada pelos situacionistas. Outro alvo de queixa é “Festa do Amarelo”, num dos ginásios do clube. Para a oposição, está claro o uso da máquina na campanha.

Por sua vez, Aidar diz que a mensagem no telão não deveria ter aparecido, mas nega que a máquina do clube esteja sendo usada.

Convite de festa promovida pela situação no São Paulo

Convite de festa promovida pela situação no São Paulo