Na final com méritos, para Vinícius e elenco

Leia o post original por diego simao

A vitória deste domingo foi muito maior que a classificação para final. E não falo isso por garantir vaga para Copa do Brasil do próximo ano ou trazer o jogo final para o Scarpelli. O Figueirense passou por cima do estigma de depender de outros resultados.

Ok, o alvinegro ainda continua com uma boa cota de sorte. O JEC, que era franco favorito para o jogo contra o Metropolitano vacilou e ficamos com a final em casa.

Mas a tal da sorte ficou em segundo plano. O time entrou com gana e focado taticamente. Vinícius tem dessas, quando menos se espera, faz uma vitória importante na hora certa. Tipo mineirinho, vai pelas beiradas e chega onde quer.

Em Criciúma, entrou em campo sob a expectativa de entrar defensivo para segurar o empate ou fazer um ou outro gol em um possível contra ataque. Algo que sempre se espera dos times de Eutrópio.

Desta vez foi diferente. Logo no início foi para frente, guerreou no meio de campo e criou chances com ataques rápidos em excelente partida de Giovanni Augusto. Atacando, e se defendendo muito bem, fez dois gols em menos de vinte minutos. Méritos de Eutrópio pela tática, méritos para os atletas que deram o melhor de si na melhor partida deste elenco no ano.

A lição deste jogo é que o elenco tem capacidade de render até mais. Caso Giovanni Augusto mantenha a fase e Assunção mantenham o meio mais criativo, o Figueirense é o favorito para este título. E não se trata somente de “favoritismo”, o alvinegro precisa se redimir da perda do título recente em casa para o Avaí.

Apesar da vitória o Figueirense ainda sofre com problemas. Assunção saiu antes do fim da partida e outros jogadores importantes, como Paulo Sério ainda permanecem fora de condição de jogo. Vinícius, apesar de resultados expressivos com um elenco sempre capenga, sofre com desconfiança dentro da diretoria do clube, e isso, nunca é saudável. Por outro lado, o assédio do Bahia por Pastana e o vacilo do dirigente em cravar que fica no clube também deixa o ambiente instável. Parece claro que o dirigente tende a deixar o clube.

Enfim, não é hora para problemas internos. É importante foco dentro e (principalmente) fora de campo para o clube ter capacidade de comemorar um título estadual.

O Figueirense deveria trocar, pelo menos para essa final, a famosa frase “contra tudo e contra todos” para “apesar de tudo, todos juntos“.

Outros toques

Ingressos para Joinville – O Figueirense tem o dever de trazer os ingressos de Joinville para cá. Toda forma de facilitar e aumentar presença alvinegra em Joinville é válido.

Ingressos para final no Scarpelli – A direção deveria levar a sério em diminuir o preço do ingresso para final. O Figueirense não merece ter uma final em casa com um público menor do que 16 mil no Scarpelli. É a melhor oportunidade de trazer o torcedor novamente para o estádio. Um redução no ingresso tem que ser levado como investimento em uma tarefa na qual a atual diretoria tem falhado feio: trazer o torcedor para o estádio.

Abraço do Tainha