Apoiar ou desistir: são esses os caminhos que nós temos! E aí, qual a sua opção?

Leia o post original por Flavio Canuto

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

Passada a raiva inicial de mais uma presepada alviverde na história, não há tempo para rodeios ou desvios, é preciso ser objetivo ao extremo e, a essa altura do campeonato, só resta ao palmeirense dois caminhos a seguir: largar mão, desistir de tudo, xingar a tudo e a todos, bater no peito e gritar: “eu disse, eu avisei, eu profetizei…”. A outra saída é engolir o choro, a raiva e apoiar incondicionalmente a equipe, independentemente de que esteja em campo. Criticar? Faz parte, mas apoiando sempre.

Não se atende a dois senhores ao mesmo tempo, nem dá pra assobiar e chupar cana simultaneamente, então ou se está do lado da Sociedade Esportiva Palmeiras ou se está contra ela. É simples! Reparem bem o que eu estou falando pra depois não sair por aí disparando suas metralhadoras cheias de mágoa em minha direção: eu disse ficar do lado da Sociedade Esportiva Palmeiras e não de Paulo Nobre, Wladimir Pescarmona, Arnaldo Tirone, Salvador Hugo Palaia, Luiz Gonzaga Belluzzo, Afonso Della Mônica, Carlos Facchina… Não estou falando de política e sim de entidade, de clube, de futebol porque é isso que interessa ao torcedor: FUTEBOL!

Não sou contra quem critica o Palmeiras, seu elenco, ou o treinador, o departamento médico, o marketing, o plano de sócio-torcedor, o campo, a grama, a bola… jamais, se está errado tem mais é de criticar mesmo, desde que se faça uso de bons argumentos. Jogar no ar problemas, xingar a todo mundo e sair correndo não contribui em absolutamente, meus amigos, porque os problemas nós já estamos cansados, exaustos de saber quais são. É a entidade Palmeiras que precisa do seu apoio, é o clube do seu coração, é a paixão toma conta do seu corpo há tempos, é ela quem precisa de você e da sua força, da sua energia, da sua torcida.

Torcer e vibrar quando o time está ganhando, goleando, com invencibilidade e o escambau até meu papagaio faz, e bem. Soltar rojões quando as bolas teimam em balançar as redes é uma maravilha, não é tão difícil assim, ou é? Agora, o verdadeiro palmeirense é aquele que chora, que sofre, que lamenta, que se decepciona, que fica puto mesmo, que quebra alguma coisa por conta dos vexames… mas que no dia seguinte veste o manto alviverde e começa tudo outra vez. Ser palmeirense é ter certeza e não dúvidas, é ligar pro amigo e dizer: “já tem jogo pela Copa do Brasil, e aí, vamos torcer mesmo, vamos até o fim!”, é ficar de birra, mas se emocionar quando o time entra em campo.

Nós somos torcedores e não administradores, nós temos de torcer, pra comandar o clube já existem pessoas lá dentro. Nossa função é torcer, é cantar e vibrar, é fazer valer quando falamos que seremos Palmeiras até a morte e não querer desistir e se virar contra o clube. Tropeçar? Ainda iremos, e muito, porque é assim o mundo do futebol, e a vida também. Vencer? Claro que iremos, sempre fizemos isso ou será que somos os Campeões do Século por obra do acaso? Mas é como em um casamento, desses de verdade, que na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na conquista e no fracasso, nós jamais deixaremos de ser PALMEIRAS!

E aí, de que lado você está? A política fala tão alto ao ponto de impedir que você se entregue de corpo e alma ao Alviverde Imponente? O Palmeiras precisa de cada um de nós, de cada um de seus 18 milhões de fanáticos apaixonados. Eu não vou virar as costas pro clube que me escolheu, espero que você também não o faça!

Abraço a todos!

Ps.: Depois desse prélio contra o Vilhena, analisaremos a situação do “Seu Girso”, já que não teremos mais o Paulistão pra disputar, ou seja, teremos tempo! Kleina merece continuar ou já devia pegar o boné e se mandar? Depois de 100 jogos, o treinador tem crédito ou débito com o clube? Essas e outras questões discutiremos em breve!