Os números e o futuro da base Tricolor

Leia o post original por daniel perrone

Nação do Maior do Mundo;

O São Paulo divulgou recentemente em seu site oficial o balanço financeiro de 2013. Entre muitas coisas presentes em um documento considerado pelo mercado como um dos mais completos de clubes no Brasil, uma informação me chamou a atenção: Pela primeira vez o clube revelou os gastos e as receitas provenientes do CFA Laudo Natel, as famosas divisões de base do São Paulo FC.

O relatório, confirmado em matéria do Globoesporte.com, aponta que desde 2006 (ano de fundação do CFA) foram investidos R$ 127,7 milhões na formação de atletas e que, nesse período, o clube obteve R$ 233,3 milhões de receitas com a venda e empréstimo de jogadores formados em Cotia. A receita é praticamente o dobro da despesa.

Na segunda passada participei de uma palestra com Raphael Biazzetto, empresário que comanda as divisões de base e escolas de futebol parceiras do Atlético Paranaense. Entre outras informações, ele mostrou o ranking das dez melhores bases do mundo, realizado pela Bleacher Report. O São Paulo, líder no Brasil, ficou em quarto colocado mundial (foto), perdendo apenas em desempenho para o Ajax, (terceiro HOL), Sporting (segundo POR) e Barcelona (primeiro ESP).

Apesar dos números positivos e do reconhecimento mundial, o São Paulo tem muito o que melhorar no CFA de Cotia. Há duas correntes claramente traçadas pela duas chapas que concorrem a presidência do clube, neste mês: A chapa Avança São Paulo, liderada por Carlos Miguel Aidar, propõe Cotia como uma unidade de negócios independente do clube, gerando jogadores para o Brasil, com o São Paulo tendo preferência total na aquisição das melhores peças, de acordo com suas necessidades. Já a chapa SPFC Forte, liderada por Kalil Rocha Abdalla acredita que a base deve formar jogadores para o time do SPFC e gerar receitas ao clube, com uma gestão eficaz que integre a base com o profissional, coisa que segundo eles não vem acontecendo.

São dois caminhos diferentes. Como profissional, Raphael Biazzetto gostou mais da ideia da base atuar como uma unidade de negócios, ponderando que sempre o clube formador deve zelar pelos estudos dos atletas, e explicou que recebe muitos currículos de garotos vindos de bases como o São Paulo, Cruzeiro, Santos e Fluminense. Raphael me revelou que sempre olha com outros olhos para estes currículos. Segundo ele, tanto para o Atlético Paranaense como para o resto do Brasil, os meninos de Cotia tem atestados de boa formação.

Raphael completou o raciocínio da “unidade de negócio” dizendo que os clubes europeus já invadiram o país, e estão recrutando jogadores até da série C brasileira. Diego Costa e Hulk são casos cristalinos dessa invasão. Segundo ele, o ponto de vista econômico de uma unidade de negócio gerenciada pelo São Paulo pode funcionar, pois o “pedigree” dos atletas Tricolores chama a atenção e seria um grande facilitador, lembrando que o clube formador ganha em todas as transferências entre países, de acordo com o tempo que formou o atleta.

De tudo isso, algumas coisas ficaram claras para mim: É fato concreto que o CT de Cotia gera uma receita fantástica ao São Paulo, mas é também fato que pode gerar muito mais, tanto nas transferências como no aproveitamento de jogadores no elenco. Também é certo que a filosofia de trabalho na base irá mudar a partir de abril, na próxima gestão; seja ela da situação ou da oposição do clube.

Saudações Tricolores!

Fontes: Balanço 2013 SPFC, Business FC e assessoria das chapas SPFC Forte e Avança São Paulo

PS: Tricolor, se você não compactua com as opiniões emitidas no texto ou com a opinião de outros torcedores seja educado no modo de se expressar. Mensagens em desordem com o andamento do blog serão pré-eliminadas. abs!

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