Palmeiras joga futebol deprimente e elimina o Vilhena; Kleina erra e continua na mira da torcida

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Palmeiras 2×0 Vilhena

Desfalques, ressaca após a derrota para o Ituano, time escalado de forma errada, com erros de posicionamento e atuação individual ruim de vários jogadores…

Eu poderia fazer uma lista de problemas do Palmeiras contra o Vilhena.

O time se classificou porque o esforçado adversário é muito inferior tecnicamente.

Mesmo assim, chegou a correr riscos.

Lúcio errou duas saídas de bola. Uma delas dentro da área, que Jaílson, centroavante da zebra no confronto, finalizou de frente para o goleiro Bruno.

Na jogada anterior a do gol de Bruno César, Tayron, de cabeça, acertou a trave. Subiu entre dois palmeirenses, um deles o Lúcio.

No 1° tempo Tiago Alves atuou na lateral-direita. Na verdade ficou sem função, pois o Vilhena só atacou pelo outro lado e o zagueiro tem dificuldade na hora de apoiar.

A distância entre as linhas do meio e da defesa foi maior que a correta. Os atletas do sistema ofensivo, que teve Bruno César na direita, Leandro na esquerda, Mendieta entre eles e Miguel de centroavante, também precisavam se aproximar mais uns dos outros para as tabelas acontecerem.

Marcelo Oliveira, volante ao lado de Eguren, foi o melhor da equipe antes do intervalo, pois aproveitou a liberdade para ajudar na criação.

Ele tentou e conseguiu alguns dribles interessantes, enquanto seus companheiros, parados cada um no espaço do gramado como se tivessem montado acampamento e precisassem protegê-lo, nada interessante faziam com e sem a bola.

A movimentação melhorou um pouco após o período de descanso, quando Bruno César apareceu de vez em quando na esquerda e Leandro, que parece acomodado, se mexeu um pouco em busca de espaços.

A verdade é que Kleina escalou a equipe defensiva demais nem assim ela foi consistente na marcação.

A entrada de Serginho na lateral, o deslocamento de Tiago para a zaga e a saída de Wellington deram à equipe mais força ofensiva na direita.

A troca de Mendieta por Marquinhos Gabriel, que gosta de jogar mais perto que o paraguaio dos atacantes e investe mais nos dribles em velocidade, também aumentou o repertório ofensivo, mas não o fez jogar, de fato, bem.

O árbitro acertou ao apitar o pênalti em Bruno César, que próprio meia-atacante cobrou com força e quase no meio do gol.

A vitória palmeirense foi justa.

Desconfio que não servirá para diminuir as críticas de boa parte da torcida ao trabalho de Kleina.

Sob pressão, ele tem tomado decisões ruins.

E se pretende vencer em times gigantes, precisa acertar nos momentos mais importantes dos campeonatos.

Ficha do jogo

Palmeiras – Bruno; Tiago Alves, Lúcio, Wellington (Serginho) e William Matheus; Eguren e Marcelo Oliveira (Josimar): Bruno César, Mendieta (Marquinhos Gabriel) e Leandro; Miguel

Técnico: Gilson Kleina

Vilhena – Dalton; Júnior, Marinho (Tayrão), Alex Barcellos e Portela; Maycon (Tiago Silva), Carlinhos, Cucaú, Edilsinho e Sandro; Jaílson (Roallase)
Técnico: Marcos Birigui

Árbitro; Wanderson Alves de Sousa – Assistentes: Luciano Roggenbaum e Diego Grubba Schitkovski

Público: 4.430 pagantes
Renda: R$ 124.950,00