Guerra política no São Paulo extrapola os limites do Morumbi

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De Vitor Birner

A ‘sangrenta’ disputa eleitoral do São Paulo terá um capítulo fora das questões administrativas dos clubes.

A situação vai apoiar a candidatura para deputado estadual de um atleta que atuou no time e, segundo avaliação dos atuais gestores no Morumbi, é querido pela torcida são-paulina.

Ainda não tenho certeza de quem é o jogador. Preciso checar com a pessoa que desconfio ser a escolhida, e ainda não consegui.

Descobri que o apoio será institucional, do clube, e tem como objetivo minar a possível candidatura de Marco Aurélio Cunha ao mesmo cargo.

A ideia é tomar votos dos torcedores do time que apoiam, por afinidade clubista, o atual vereador.

Marco Aurélio Cunha, principal articulador da oposição são-paulina, me disse que ainda não definiu se irá aceitar o pedido do ex-prefeito Gilberto Kassab para concorrer ao cargo do poder legislativo.

“Vai depender da eleição no São Paulo”, afirmou.

Detalhes

Apoio institucional é o mesmo que oficial.

Será declarado pela direção do clube e terá ações como a liberdade de o candidato tirar fotos ao lado dos atletas do elenco, portas abertas do CT e do vestiário após os jogos nas vitórias do time e o que mais for necessário para aumentar a popularidade da pessoa em questão.

Lembro que a eleição dos representantes ao cargo do legislativo será em 5 de outubro.

A de presidente do São Paulo acontecerá em 16 de abril.

A vitória do oposicionista Kalil Rocha Abdala destruirá os planos da atual situação.

A de Carlos Miguel Aidar, segundo promessa feita por ele mesmo ao Juvenal Juvêncio, colocará em prática a ideia de combater Marco Aurélio também fora do âmbito do futebol.

Neste sábado acontece a eleição de novos conselheiros no Morumbi.

Os sócios vão escolher oitenta que permanecerão no cargo por seis anos juntos aos 160 vitalícios.

O conselho deliberativo é quem decide entre Aidar e Abdala.