Muito esforço, pouco resultado.

Leia o post original por JC

Até que de falta de vontade os vascaínos que lotaram a Arena da Amazônia não podem reclamar. Mas o time reserva do Vasco não ofereceu muito mais que empenho e correria no empate sem gols com o Resende. Não vencer um adversário tão limitado quanto o que tivemos ontem certamente deve ter frustrado os mais 40 mil presentes.

O problema é que o esforço dos jogadores não compensou a evidente falta de ritmo e a já conhecida falta de pontaria do time. O Vasco errou muitos passes e cometeu falhas de posicionamento tanto ofensiva quanto defensivamente. Criamos muitas jogadas e finalizamos várias vezes, mas nem acertamos o alvo nos arremates e ainda cedemos alguns espaços para contra-ataques. Não tivesse o Resende se mostrado tão carente de qualidade quanto na partida pelo Estadual, poderíamos ter tido problemas.

Mas a fragilidade do nosso oponente era tanta que nem aproveitar as cochiladas vascaínas ele conseguiu. No primeiro tempo, até que o Resende tentou alguma coisa. Mas depois do intervalo, ficou evidente a estratégia de se segurar o máximo possível para não sofrer gols. E como o placar não nos deixa mentir, eles conseguiram seu objetivo, contando com uma bela atuação do seu goleiro, um dos melhores na partida.

Apesar do resultado desapontador, podemos destacar dois pontos positivos: o primeiro é o já falado empenho dos jogadores, que pareceram não apenas estarem na luta para ganhar o jogo (ainda que em vários momentos alguns tenham confundido vontade de vencer com um individualismo exagerado), mas também para mostrar que podem brigar por uma vaga entre os titulares. E o segundo foi a empolgação dos garotos da base, muitos estreando entre os profissionais e exibindo personalidade. Com mais alguma experiência, alguns mostraram que poderão ser úteis num futuro próximo.

Apesar de não termos eliminado o jogo da volta ou sequer vencido, não dá para crer que o Resende terá capacidade para aprontar alguma em São Januário. Com a decisão da vaga após a final do Estadual, aconteça o que acontecer contra a mulambada, teremos os titulares em campo e a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil virá naturalmente.

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As atuações…

Diogo Silva – mesmo sem quase ter o que fazer, conseguiu dar pelo menos um susto na torcida, numa saída ruim depois de um escanteio.

Danilo – não teve problemas na sua lateral, mas errou mais que acertou quando tentou  apoio.

Jomar – uma apresentação em que, diante de um adversário muito fraco, pareceu mais inseguro do que deveria.

Rafael Vaz – sem ter muito o que fazer, acabou subindo para tentar ajudar no ataque e fez alguns bons lançamentos. Em compensação, foi lento em algumas recomposições da defesa e quase sofremos um gol no finzinho da partida pelo seu mal posicionamento na marcação

Lorran – pecou pelo preciosismo em alguns lances, coisa natural para um garoto que quer mostrar serviço (ainda mais numa por jogar numa posição em que a disputa pela vaga volta a acontecer). Precisa encontrar um equilíbrio entre suas ações defensivas e ofensivas.

Aranda – não teve dificuldades no combate pelo meio, roubando muitas bolas. Tentou ajudar na criação, mas foi discreto.

Fellipe Bastos – passando para a reserva, Bastos teve uma sequência de jogos em que acabou entrando em campo e se saindo bem. Ontem, voltando a ser titular – com braçadeira de capitão e tudo – voltou a ter uma atuação questionável. Com Dakson muito colado aos atacantes e Montoya jogando pelas pontas, Bastos deveria ter sido mais efetivo na criação de jogadas pelo meio, mas não esteve nem perto de conseguir.

Montoya – teve liberdade para cair pelos dois lados do campo e exibiu sua habilidade em alguns lances. Mas não produziu muita coisa e ainda desperdiçou boa chance no primeiro tempo, chutando fraco quando estava na cara do gol. Foi substituído pelo garoto Yago, que ficou mais fixo na direita e também perdeu uma chance clara ao demorar para finalizar.

Dakson – tentou como pode levar o time ao ataque, ainda que em diversos momentos tivesse preferido arriscar um lance individual quando poderia ter passado para companheiros melhor colocados. Finalizou com perigo umas três vezes, mas parou no goleiro ou chutou para fora. Marquinhos do Sul, entrou em seu lugar e teve boa movimentação na frente, sem parecer intimidado com sua estreia entre os profissionais. Quase marcou com um belo chute de fora da área.

Bernardo – mais uma vez deu a impressão de se considerar o líder do time, exagerando nos lances individuais e tentando ser o dono das bolas paradas. Ainda assim foi um dos mais perigosos do Vasco, criando boas chances de gol. Infelizmente não aproveitou nenhuma.

Thalles – pareceu perdido no meio de tanta gente tentando atacar e não conseguiu se destacar como todos esperavam. Tentou algumas finalizações sem sucesso e sofreu um pênalti, para variar, não marcado pela arbitragem.

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