Faltou rolar a bola

Leia o post original por JC

Finais de campeonato costumam ser partidas muito disputadas. Mas é questão de se perguntar o quanto há de futebol em um jogo que atinge o número de 61 faltas em pouco mais de 90 minutos. A bola acabou rolando muito pouco no empate em 1 x 1 entre Vasco e Flamengo.

E enquanto rolou, vimos mais uma vez o Vasco ser bem superior em uma etapa, recuar na outra e não conseguir o resultado que o interessa. No primeiro tempo, o time não deu chances para a mulambada fazer qualquer coisa, já abrindo o placar aos 11 minutos, com Rodrigo, de cabeça, após escanteio. Mesmo com a vantagem, o Vasco continuou comandando as ações na partida, chegando a ter quase 70% de posse de bola.

O Vasco não correu riscos – Martín Silva não fez sequer uma defesa na primeira etapa – mas infelizmente não conseguiu transformar seu domínio em chances para ampliar. Além do gol, só um chute cruzado de Edmilson levou algum perigo ao gol mulambo antes do intervalo.

Vendo sua vantagem indo para o ralo, o técnico framenguista mexeu, procurando aumentar a velocidade do time. A mudança deu resultado, mas aparentemente Adilson considerou que o Vasco tinha força para segurar o início de pressão mulamba. Aos 9, Jayme de Almeida joga sua equipe ainda mais para frente com nova alteração. E Adilson seguiu sem mexer no time.

E sem mexer, nosso técnico viu o lance que mudou a história do jogo acontecer: Everton Costa, que já tinha amarelo desde o primeiro tempo e que já poderia ter levado outro em dois lances antes dos 10 minutos do segundo, comete uma terceira falta e é expulso. Não demorou muito para a mulambada aproveitar a vantagem numérica, ampliar a pressão e conseguir o empate, em chute de fora da área de Paulinho.

Depois da expulsão e do empate, o juiz – que para evitar problemas já estava marcando qualquer coisa – resolveu aplicar critérios similares aos do basquete para apontar faltas e o jogo não conseguiu ter mais de dois minutos seguidos com bola rolando. Com o Vasco ainda mais recuado por ter menos um em campo e o Framengo satisfeito em manter sua vantagem para o último jogo da final, os dois times pareciam não fazer muita questão de mexer no placar. E tirando uma cobrança de falta relativamente perigosa de Fellipe Bastos, a partida terminou sem muitas emoções.

Assim como na semifinal, o Vasco não conseguiu reverter a vantagem do empate na primeira partida. E mais uma vez como na semifinal, temos totais condições de vencer o jogo e levar o título. Mas, relembrando os confrontos contra o Fluzim, nem sempre conseguiremos sustentar um resultado criado na primeira etapa até o fim da partida. Ao ter uma vantagem no placar, o Vasco pode até jogar de forma mais cautelosa e esperar os contra-ataques, mas não podemos exagerar nessa postura.

Nessa primeira final, a expulsão ainda serve como justificativa. Mas no próximo jogo, caso o Vasco mais uma vez abra o placar, Adilson não pode permitir que sua equipe sofra tanto com a pressão do adversário.

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