Palmeiras teme perder jogadores por nova política salarial

Leia o post original por blogdoboleiro

José Carlos Brunoro, executivo de futebol do Palmeiras, admitiu que a política de contratos por produtividade, adotada pelo clube na gestão do presidente Paulo Nobre, pode sofrer a concorrência de clubes que trabalham da maneira tradicional. “É um risco. Sabemos que uma proposta de contrato com salários altos e fixos pode sempre atrair jogadores que gostaríamos de ter”, disse nesta segunda-feira.

Em entrevista ao programa Fox Sports Rádio, o dirigente lembrou que as armas do Palmeiras para atrair e segurar atletas são outras: “Estamos pagando em dia, o que foi elogiado até pelo Bom Senso”, afirmou antes de reforçar o argumento lembrando a importância do Palmeiras. "Sabemos que tem esta dificuldade para enfrentar a concorrência, mas precisamos acreditar em alguma coisa", disse em defesa da política salarial.

Por outro lado Brunoro lembrou que está atrás de reforços para o Campeonato Brasileiro. “A gente se reuniu imediantamente após a partida contra o Ituano e analisamos o elenco. Se possível, e se tivermos condições financeiras, vamos trabalhando em cima do que conversamos. Vamos tentar trazer reforços ainda antes do início da Copa do Mundo”, falou.

O Palmeiras foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista pelo Ituano. O técnico Gilson Kleina acha que faltam reforços, especialmente no ataque. Ainda nesta segunda-feira, os dirigentes palmeirenses pretendem entrar em acordo com Alan Kardec, que ainda pertence ao Benfica e está emprestado até junho. Para contratar o atleta, o clube brasileiro precisa pagar 4 milhões de euros para o time português. E Kardec já aceitou o formato de contrato com produtividade, que prevê um salário menor fixo e prêmios pelo desempenho ao longo do ano.