Marin diz que CBF já acertou com jogadores o prêmio da Copa

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Está tudo decidido com os jogadores”. A frase é do presidente da CBF, José Maria Marin, referindo-se à premiação dos jogadores a ser paga durante a Copa do mundo. Ele garantiu ao Blog do Boleiro: “Há uns dois meses, acertamos como vai ser a premiação. Foi tudo discutido, decidido e contamos com a ajuda do Luiz Felipe Scolari”.

Segundo o dirigente, o montante a ser pago aos atletas aumenta na medida em que o selecionado brasileiro avançar na Copa do Mundo. E está relacionado com os prêmios que a Fifa vai pagar a cada seleção. Não é pouco dinheiro. Em dezembro do ano passado, o secretário geral Jérôme Valcke anunciou os valores: R$ 83 milhões ao time campeão, 59 para o vice, 52 para o terceiro colocado e 47 para o quarto.

O selecionado que não passar das quartas de final vai receber R$ 33 milhões. Quem parar nas oitavas de final, terá direito a R$ 21 milhões. E quem jogar apenas nos grupos volta para casa com 19 milhões. A Fifa pagou R$ 3,6 milhões para cada participante se preparar para o Mundial.

Desde a Copa do Mundo de 1994, a CBF tem tido o cuidado de fechar o acordo da premiação com antecedência. O ex-presidente Ricardo Teixeira aprendeu a lição em 1990, na Itália. O grupo discutiu premiação até o final da primeira fase da Copa do Mundo. Houve discussão sobre quem tinha direito ao “bichos” e se eles seriam pagos igualmente entre atletas e comissão técnica. “Nunca mais isto vai acontecer”, desabafou Teixeira depois da eliminação do Brasil pela Argentina na segunda fase do torneio.

Embora não confirme, Marin tinha a disposição de dividir o prêmio da Fifa por todos os envolvidos na campanha na Copa: atletas, treinador e seus auxiliares. “Estamos dando tudo. A CBF não vai ficar com nada. E ainda estamos dando todas as condições de trabalho para este grupo, com uma concentração que deve ser a melhor do mundo”, disse.

Há um motivo importante para animar mais ainda os comandados de Felipão: Marin está convencido de que terminar o Mundial do segundo lugar para baixo não é opção. O Brasil só pode pensar em ser campeão. “O torcedor brasileiro não vai aceitar outro resultado. Quando falei que estamos no purgatório, não estava me referindo somente ao time e a CBF, estou falando do Brasil, das eleições que virão por aí”, disse.

Há cerca de duas semanas, o dirigente disse que a seleção brasileiro (com ele junto) estava no purgatório. “Se ganharmos a Copa, vamos para o Céu. Se perdermos, vamos para o inferno”, falou.

Ele quer conversar com os atletas porque entende a necessidade do time brasileiro manter o foco do torcedor dentro do campo. “Tudo vai depender do comportamento da seleção. O que ela mostrou na Copa das Confederações indica que pode nos representar bem. Precisamos de leões em campo”, afirmou o presidente durante a gravação da gravação do programa “É Notícia”, da Rede TV, na noite desta segunda-feira,